Um livro é um ponto final? Ou um início?

É comum o mercado inteiro considerar um livro como uma espécie de ponto final de uma jornada de conhecimento. E isso até pode ser (parcialmente) verdade sob a ótica de um autor – mas e do leitor?

Imagine, por exemplo, um livro como Mulheres de Saramago, publicado recentemente aqui no Clube. É óbvio que o livro em si já traz toda a sua própria narrativa e os pensamentos do autor – mas, para o leitor, ele pode ser um ponto de partida para uma jornada ainda mais ampla.

A partir desse livro, ele pode se interessar por outras obras, algumas do próprio mestre Saramago. Pode acessar artigos sobre Memorial do Convento ou Ensaio sobre a Cegueira; pode querer ver o filme feito sobre o último; ver entrevistas no Youtube envolvendo Saramago e estudiosos sobre ele; e assim por diante.

Para um leitor interessado, todo livro funciona como uma semente para uma nova árvore de conhecimento, com raízes e galhos imensos que podem se desdobrar até o infinito.

Nós, aqui no Clube, acreditamos que o futuro do livro seja precisamente isso. Nada de debates infrutíferos sobre ebooks substituindo impressos ou impressos continuando a dominar: sendo franco, discutir a forma da literatura nos parece uma perda de tempo considerando as tantas transformações pelas quais a literatura como um todo está passando.

O mais importante é algum formato que some, de maneira explícita, essa árvore de conhecimento que nasce a partir de cada livro. Algo que seja impresso e eletrônico, físico e digital, em texto e em vídeo. Tudo ao mesmo tempo, mas tendo um único ponto de início: uma história contada por alguém.

Ainda teremos muito a falar sobre esse tema nos próximos dias mas, desde já, queríamos a opinião de todos os autores.

O que você acha especificamente sobre isso tudo?

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Tem TCC ficando pronto? Conheça o Clube do Universitário!

TCCs – ou trabalhos de conclusão de curso – são verdadeiros compêndios de conhecimento. é neles que estudantes de todo o país sintetizam tudo o que aprenderam em anos de faculdade ou pós, incluindo pesquisas, estudos, analises e projetos acadêmicos que podem ser extremamente úteis a todos.

O problema é que, normalmente, esses trabalhos acabam mofando nas prateleiras de universidades, sem nunca chegar aos públicos. Pelo menos até agora.

Ainda resta um tempo para a tradicional época de entrega de TCCs no final do primeiro semestre – e então está na hora de conhecer o Clube do Universitário .

O site é simples: um modelo de autopublicação feito especificamente para esta modalidade de livro, incluindo:

  • Capas duras, no formato correto para TCCs
  • Customização de lombada para que fique de acordo com as regras de faculdades
  • Escolha de características de miolo, da gramatura do papel ao uso ou não de cores

E, em média, o custo de impressão de um TCC no Clube é menor do que em gráficas convencionais devido às negociações em escala feitas com fornecedores.

Há ainda algo que talvez seja o principal benefício: a possibilidade do estudante deixar o seu TCC à venda para que outros possam adquirir e realmente aprender com toda a pesquisa feita!

Se você é estudante, então aproveite esse novo canal e publique aqui o seu TCC!

Para saber mais, clique aqui, na imagem abaixo ou vá diretamente ao link http://clubedouniversitario.com.br/

 

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De onde vem os acessos ao Clube?

Números falam.

Isso foi algo que aprendemos rapidamente aqui no Clube ao analisar estatísticas, nos debulhar sobre dados e digerir estatísticas as mais diversas sobre o comportamento do usuário.

Não que números sejam a única maneira de entendermos o comportamento do usuário do Clube – para falar a verdade, as redes sociais acabam tendo um papel provavelmente até mais importante. Mas, se conseguimos, por exemplo, detectar uma ou outra informação que nos dê pistas, certamente conseguiremos ir fazendo ajustes em cima de características técnicas ou de marketing.

Apenas para ilustrar, levantamos as origens de acesso ao nosso site – ou seja, de onde vem os usuários que publicam, compram, nos escrevem, tiram dúvidas e, em suma, fazem o Clube. Veja no gráfico abaixo:

Quem mais gera acessos ao Clube é, de longe o Google. E isso é simples de entender: a maioria dos usuários interessados em comprar faz buscas por temas ou enredos, chegando aos livros por conta deles. E o que isso significa para os autores? Que quanto mais clara e bem descrita for a sinopse e quanto melhor estiver a página biográfica, mais fácil e mesmo viável sera a ampliação do fluxo de leitores interessados a partir do Google.

O segundo ponto: acessos diretos. Esses são usuários que digitam o site do Clube diretamente no navegador, sem passar pela busca. E, em geral, são pessoas que recebem divulgações de livros diretamente dos autores. 21% é um número grande e reforça a importância do autor como seu próprio agente de marketing, por assim dizer.

Terceiro: redes sociais. Aqui falamos especialmente do Facebook. Inclui tanto os 130 mil fãs do Clube na rede que, diariamente, comentam, curtem e compartilham conteúdo, quanto páginas de outros usuários que falam sobre obras. O mundo é social, afinal de contas: e desprezar esse volume de acessos potenciais certamente não é uma boa ideia.

Finalmente, há as indicações de portais, sites especializados e blogs os mais diversos, responsáveis por algo na casa dos 11% dos acessos. Uma figura importante, mas que resulta dos três itens acima.

Talvez valha postarmos, com alguma regularidade, mais estatísticas sobre o site do clube aqui no blog. Afinal, quanto mais informações existirem, mais dados os próprios autores terão inclusive para montar as suas próprias estratégias de marketing.

Nesse primeiro momento, essas já são informações que podem vir muito a calhar!

 

 

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É hora de promoção: até 25% de desconto nos impressos!

Já estava na hora de uma nova promoção aqui no Clube, certo? Então vamos a ela!

A partir de hoje, 14/03, até 21/03, todos os impressos do Clube estarão com até 25% de desconto!

As regras são:

1) Todas as obras impressas publicadas no Clube já estão incluídas na promoção;

2) Os descontos variam de acordo com a paginação de cada obra (sendo, portanto, diferente para cada uma);

3) Os descontos não abrangem os direitos autorais. Ou seja: independentemente do montante cortado no preço, os direitos autorais permanecem rigorosamente os mesmos e os autores não serão prejudicados em nenhum aspecto. Caso queiram ampliar as quedas de preço no período mexendo nos direitos autorais, os próprios autores deverão fazê-lo indo a Sua Conta > Livros Publicados, clicando em “gerenciar” e em “editar direito autoral”.

4) O desconto durará até o final da próxima sexta.

Boas vendas!

 

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Talvez esteja na hora de mudar o jeito de fazer as coisas: conheça o Empire Project

Contar histórias segue, faz muito tempo, uma receita relativamente simples: traçar uma narrativa linear, normalmente (embora não obrigatoriamente) em ordem cronológica e deixar o usuários digeri-la do começo ao fim.

E essa fórmula pode ter funcionado – e ainda funcionar – muito bem: mas isso não significa que ela seja a única. Recentemente, um modelo de narrativa diferente foi lançado usando livro, Web e cinema de maneira simultânea para contar uma história.

Trata-se do Empire Project – um projeto independente e que está gerando muito burburinho por conta da inovação em seu modelo narrativo. Entenda melhor o conceito (trecho extraído de um post original que fiz no IDGNow! essa semana):

O tema central da história era o impacto da colonização holandesa em todo o mundo – desde os locais mais remotos, como o Sri Lanka, até a própria cidade de Amsterdam.

Mas como responder a uma questão tão ampla como os efeitos atuais do imperialismo daquela que foi uma das maiores potências ultramarinas do planeta? E transmitindo isso de maneira adequada, completa, para uma audiência igualmente distribuída pelo globo?

A resposta encontrada pelos diretores foi inusitada: trabalhar as narrativas simultaneamente sob um ponto de vista artístico, efetivamente permitindo que a plateia fosse bombardeada por conteúdo a ponto de forçá-la a mergulhar a fundo no universo cinematográfico.

O “filme” foi dividido em quatro camadas:

1) Instalações artísticas

Nada de cinema: para ver o filme em sua forma originalmente concebida, o usuário precisaria entrar em uma das quatro caixas pretas espalhadas pelo mundo (infelizmente, sem incluir o Brasil no roteiro). Na prática, eram ambientes fechados, com monitores por todos os lados rodando histórias de maneira simultânea, tendo apenas o áudio intercalado para viabilizar o entendimento.

Por exemplo: enquanto um morador de Ghana contava um pouco da sua vida em um monitor, uma pernambucana falava sobre o dia a dia no sertão. O elo entre ambos estava no passado, por serem fruto de ex-colônias holandesas – e esse tipo de narrativa multifacetada acabou permitindo que a própria plateia ligasse um ao outro por meio dos seus hábitos, costumes e crenças, entendendo mais a fundo os detalhes e sutilezas do legado colonial. Do ponto de vista de arte, poucas coisas poderiam ser mais revolucionárias para o cinema.

2) Adaptação online

O problema com instalações físicas, no entanto, é que elas são limitadas, demandando espaço e exigindo que o usuário se locomova para poder assistir. Foi desse problema que nasceu a segunda camada do projeto: a versão online, no www.empireproject.eu. Nele, o próprio usuário consegue reproduzir a sensação das narrativas simultâneas em seu computador por meio de uma interface absolutamente inusitada, inovadora. Vale a pena navegar, nem que seja para passar pela experiência diferenciada em um site feito para contar diversas histórias (que compartilham apenas a base original) simultaneamente.

3) Livro

Todo o projeto, da idealização às histórias, foram registradas em um livro. O objetivo foi claro: documentar o documentário da maneira mais linear possível, deixando um legado mais prático para todos os que quiserem entendê-lo melhor. Nas palavras dos diretores, o livro é a história do projeto deixada à disposição de gerações futuras que quiserem entendê-lo. É curiosa a forma com que diversas tecnologias de última geração foram utilizadas para realizar o projeto – mas que o bom e velho livro foi escolhido como meio para imortalizá-la no tempo.

4) Materiais complementares

Cada vez que um projeto diferente como esse sai, uma tonelada de reportagens, artigos (como esse), fotos e filmes do making-of é gerada. Para os idealizadores, todo esse material também compõe a narrativa por um princípio óbvio mas, não obstante, ignorado por quase todos os diretores de cinema ou autores: uma história inteira só pode ser contada de verdade quando se soma sua linha temática central a todos os efeitos que ela gerou em quem assistiu.

Todo o caos iniciado pela ideia de se criar uma história feita pela soma de narrativas simultâneas, acaba fazendo parte dessa mesma história, fechando um ciclo poderoso que pode ajudar a desenhar as novas fronteiras da narrativa.

E, se contar histórias é justamente o que nós, autores, fazemos em nosso cotidiano, talvez seja hora de navegar por aí e explorar novos formatos “fora da caixa”.

Aceite uma sugestão: pare um pouco, abra uma outra janela no navegador e mergulhe no universo do www.empireproject.eu.

Boa viagem!

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