Você curte audiobook?

Já comentei isso algumas vezes aqui no blog: eu, pessoalmente, sou apaixonado por audiobooks.

Quando falo isso sou normalmente encarado com preconceito dos leitores mais tradicionalistas. Aí devolvo uma pergunta: “o que você prefere fazer enquanto está por horas preso no trânsito? Ouvir um bom livro ou ficar encarando os carros imóveis ao seu redor?”

Até hoje, ninguém me respondeu a segunda opção.

E essa parece ser uma aposta de duas empresas brasileiras: a TocaLivros e a UBook. Ambas estão começando a se firmar no mercado brasileiro, porém com estratégias opostas.

A Tocalivros funciona como uma livraria tradicional que remunera autor e editora pelas vendas, colocando o preço entre o de um livro em papel e o de um ebook. A Ubook aposta no modelo de assinaturas – algo já comum nos EUA, em empresas como a Audible.com, mas que ainda não decolou por aqui.

Ambas tem como maior desafio a matemática. O custo de produção de um audiolivro pode variar entre R$ 5 mil e R$ 20 mil – algo bastante salgado. E pior: o acervo brasileiro é pequeno, com menos de 1.000 títulos disponíveis, e em uma cultura ainda pouco habituada ao formato.

Não sei se vai funcionar – mas torço ferrenhamente para que sim. Afinal, livro é livro – quer seja devorado pelos olhos ou pelos ouvidos.

Ricardo Almeida.

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