Livros como previsões de tempo

Dia desses me deparei com um aplicativo francês absolutamente genial: o Book Weather. O raciocínio deles é simples: livros caem e saem da preferência popular de maneira tão dinâmica quanto o clima. Massas de ar quente, por assim dizer, chegam a livros e se espalham por tópicos inteiros até que “frentes frias” fazem com que uma obra ultra desejada simplesmente saia da lista de sonhos de seus leitores ou potenciais leitores.

O que eles fizeram? Criaram um algoritmo para determinar, em tempo real, a temperatura de determinado livro. Basta escanear o código de barra dele e pronto: consegue-se saber onde ele está na preferência popular e acompanhar as mais diversas críticas postadas em redes sociais.

Por enquanto, esse aplicativo não está disponível no Brasil – mas a mera ideia dele já é absolutamente disruptiva. Confira no vídeo abaixo (infelizmente apenas em inglês/ francês):

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O Mundo versus o Tempo

Storytelling, hoje em dia, é algo absolutamente fascinante.

No passado, contar uma história impactante demandava enredos bem trabalhados, personagens dramáticos, tramas tensas e todo um contexto de complexidades se entrelaçando. Mas o mundo evoluiu, ainda bem. E, junto com o mundo, o nosso conceito de narrativa.

Quer um exemplo perfeito? Veja este vídeo abaixo.

Feito em time-lapse, somando 27 mil fotos tiradas em pontos e momentos diferentes, há uma palavra perfeita para descrevê-lo: hipnotizante.

Perceba os contrastes: é uma história sem enredo, uma trama sem acontecimentos, um filme que foi fotografado, não filmado, e que ainda assim nos impele a grudar os olhos na tela, fazendo o imaginário pirar em torno da mais épica e mais antiga das batalhas: a do Mundo versus o Tempo.

História bem contada é assim: elegante e inspiradora.

[vimeo 133133228 w=1024 h=575]

Malta: A Time-lapse Journey from Kevin sciberras on Vimeo.

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Como seria se ver no futuro?

Há alguns anos, um vídeo postado pela Field Day trouxe uma proposta diferente: envelhecer um casal de pouco menos de 30 anos usando maquiagem e viabilizando uma espécie de “viagem no tempo” sem a ajuda de nenhuma tecnologia digital.

Descrito assim, esse projeto pode não parecer nada demais. Mas ele impressiona.

Curiosamente, o que começa como uma espécie de brincadeira acaba realmente transportando o casal até o futuro, fazendo ambos imaginarem quais os tipos de experiências e histórias de vida que, àquela altura, terão colecionado. É uma espécie de prova, por assim dizer, de que o próprio conceito de Tempo está muito mais em nossas mentes e corações do que em um relógio.

Vale ver o vídeo, abaixo (infelizmente, apenas em inglês):

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=X9HlHmY-PsA&w=1280&h=720]

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Nós sempre escrevemos, afinal, sobre o tempo

Podemos criar universos paralelos, tecer tramas que se passam no século XXV ou recontar outras que ocorreram no século XIV – mas, no final das contas, tudo estão sempre inseridos em alguma cronologia.

O Tempo é o grande protagonista invisível de todas as nossas histórias – o que nossos livros contam, afinal, é sempre o que aconteceu com uma meia dúzia de personagens enquanto eles caminharam entre datas. Nesses períodos, fisionomias mudam, acasos irrompem, tempestades surpreendem. Se toda trama depende de uma teia de causas e consequências, e se a única coisa entre uma causa e uma consequência é o Tempo, então é ele também, sempre, o nosso grande herói.

E por que escrevo todas essas obviedades? Porque me deparei com um vídeo de um fotógrafo que, com uma técnica nova, está conseguindo inserir na mesma foto tempos diferentes e, assim, compor uma história que considero revolucionária.

Dêem uma olhada nesse vídeo abaixo.

Sim, sei que fazer isso em fotografia pode soar mais fácil – mas como seriam livros livres do tempo? Eu, pessoalmente, não conheço nenhum que siga esse pensamento. O mais próximo talvez seja o Deus Das Pequenas Coisas, de Arundhati Roy, que conta uma história a partir de colagens atemporais de outras histórias. É uma obra de arte belíssima, talvez única no mundo… mas ainda pára um pouco aquém dessa destemporização absoluta.

Para falar a verdade, nem sei se isso é possível – e agradeceria se alguém soubesse de algo nessa linha que pudesse me recomendar. De toda forma, fica então como um devaneio qualquer criado na esperança da próxima revolução literária sair daqui das nossas terras :-)

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Faça o seu tempo

Fiz um post bem extenso há algum tempo sobre os diferentes tempos que regem a humanidade – o tempo universal, cronológico, e o individual, que depende da somatória de memórias de cada um. Não vou me alongar muito nisso porque o post está aqui – mas descobri um infográfico no UOL Tab fantástico sobre o assunto.

O título não poderia ser melhor: Faça o seu tempo.

Para escritores que, por definição, criam tempos e realidades, acaba sendo um conteúdo extremamente interessante. Então, sem mais delongas, recomendo que cliquem aqui ou na imagem abaixo e divirtam-se com esse compilado de conteúdo sobre a relatividade do tempo que todos nós temos! :-)

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