Morram de inveja, finlandeses e suecos

Nos últimos anos tivemos Lava-Jato, impeachment, dezenas de ultrapoderosos e multimilionários presos, crise seguida por recessão, intervenção militar depois que a nossa segunda maior cidade entrou em colapso completo, brigas e incongruências entre os quatro poderes (os três “oficiais” e nós, a população), Copa do Mundo e, agora, eleições.

Fico imaginando a vida em algum lugar como Finlândia ou Suécia. Sim: deve ser de uma calma por vezes invejável, com uma estabilidade utópica para nós aqui deste lado do equador e uma facilidade para se tocar a vida que sequer conseguimos imaginar.

Mas olhe o lado positivo: a quantidade de assunto que temos aqui é de causar inveja a qualquer finlandês ou sueco.

Para nós, escritores, então, é um prato cheio. Já imaginou a quantidade de panos de fundo ou enredos que podemos desenvolver a partir da mera observação das tantas óperas que se desenrolam no nosso dia-a-dia? O tanto de personagens que podemos criar a partir de modelos que vão de supervilões a superheróis? O volume de ficção que podemos sugar a partir da assombrosa não ficção que nos inspira cotidianamente?

Nosso país pode estar em um dos momentos de estresse mais histéricos da história – mas pelo menos não podemos reclamar de falta de inspiração para que nos transformemos, em um futuro breve, na nação com maior potencial de produção de literatura de todo o globo!

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A cultura da vingança

Antes que me acusem, esse post não tem nenhuma relação com o da quarta passada, sobre o Charlie Hebdo :-)

Na verdade, me deparei com esses quatro vídeos enquanto navegava livremente na Web em busca de pura inspiração. E eles foram bem úteis: de Shakespeare a Gabriel García Marquez, afinal, há toda uma linha de enredos inteiramente baseada na vingança. Mas, apesar desse ponto em comum, há múltiplas formas de se encarar cada história, de construir os personagens e de prender o leitor em si.

Recomendo fortemente esses vídeos:

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Tema "aventura" é adicionado ao Clube

Depois de diversas solicitações por parte de autores, o tema “aventura” foi adicionado ao menu temático do Clube.

No ar desde a semana passada, ele já foi inaugurado com a obra Fantasmic, de K. Cross, e já conta com os seus primeiros títulos.

Como praxe, nós sempre analisamos todos os pedidos de criação de novas categorias em nosso menu temático, cadastrando os que apresentam maior demanda como maneira de manter o site sempre em sintonia com a produção literária independente brasileira – mas sem, por outro lado, gerar um volume tão grande de temas que acabe confundindo o leitor.

Se você tem uma obra publicada aqui no Clube e deseja que ela faça parte dessa nova categoria, basta alterar as suas configurações. Para tanto, vá a Meu Espaço > Livros Publicados, clique em Gerenciar e em Editar Descrição. A partir daí, é só selecionar a nova categoria (lembrando do limite máximo de 3 por livro) e republicar a sua obra.

E boas aventuras a todos!

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Tema "humor" adicionado ao Clube de Autores

Uma das tarefas mais difíceis que temos aqui é administrar os temas sob os quais os autores cadastram os seus livros (e que aparecem na barra de menu esquerda, no site). O motivo: com uma quantidade tão grande de títulos e conteúdos, é natural que não consigamos criar temas que definam bem a todas as obras. 
O que fazemos, com isso, é guardar todas as solicitações que chegam a nós. Com o tempo, vamos calculando o volume da demanda até decidirmos incluir algum tema novo. 
No final da semana passada, o autor Eduardo Esber deu o voto de Minerva, por assim dizer, e decidiu a inclusão do tema “humor”. 
Se o seu livro é de conteúdo humorístico, você pode inseri-lo no tema sempre que desejar: basta ir a Meu Espaço > Livros Publicados, clicar em Editar Descrição e selecionar a partir da lista. 
Agradecemos aos que mandaram as sugestões!

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Nossa pizza literária

Ao longo desses últimos meses, o Clube foi abrindo espaço para centenas de autores de todos os cantos do país, recebendo as suas obras e disponibilizando-as por todo o país.

Para nós, uma das principais curiosidades ao iniciar esse empreendimento foi quanto ao perfil do autor brasileiro. O que, exatamente, ele escreve mais? Qual o estilo com mais forte produção literária?

Fizemos esse levantamento hoje, analisando as categorias nas quais se inserem as mais de 600 obras publicadas no Clube. E o resultado é o que segue na primeira “pizza literária” ilustrada:

Fora a categoria “literatura nacional” – que, de fato, pode abranger todo tipo de livro produtzido no país
 – o que mais chama a atenção é a categoria “diversos”.

Ocupando o segundo lugar na pletora temática do Clube, essa categoria é a comprovação de que estamos em um mundo já tão segmentado e repleto de “nichos culturais” que, em muitos casos, simplesmente não há um conjunto suficiente de temas pré-estabelecidos que consiga definir todas as obras. De certa forma, o mesmo fato é comprovado pelos emails que recebemos pedindo, diariamente, a abertura de novos temas.

Normalmente, o que fazemos é aguardar mais algumas sugestões, até formar uma massa mais razoável que justifique a criação de um tema sem que acabemos gerando um conjunto praticamente infinito de assuntos.

Mas já deu para sentir que, muito antes do que se imagina, todo esse modelo padronizado de categorização temática cederá espaço a alguma forma diferente de organização, menos estruturada e, ao mesmo tempo, mais prática. Que venham os novos tempos!

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