Detectando emoções por meio de uma app

Já imaginou se conseguíssemos detectar as expressões de um leitor enquanto ele lê um livro? Em outras palavras: não seria incrível termos uma crítica instantânea, à prova de mentiras, escrita pelos músculos faciais do leitor durante o ato de leitura?

Se tivéssemos essa tecnologia em mãos, poderíamos facilmente entender quais trechos das nossas narrativas encantam, quais entediam, quais viciam. Conseguiríamos ferramentas práticas para, na falta de uma palavra melhor, viciar o leitor.

Pois bem: ainda não estamos neste ponto na evolução tecnológica. Mas o vídeo abaixo mostra que estamos chegando perto – muito perto. Confira:

 

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E a venda de ebooks, a quantas anda?

Já faz tempo que o mercado parou de pregar que ebooks aniquilariam o mercado de livros impressos. Aliás, já faz também o mesmo tempo que nós, aqui no Clube, desacreditamos essa informação com base no mais puro empirismo: tanto ebook quanto impressos tem seus pros e contras que variam de acordo com opiniões e momentos de leitura, o que garante espaço para todos.

Mas… sendo prático… a quantas anda a venda de ebook?

Pela nossa própria natureza, o Clube sempre teve uma proporção maior de venda de ebooks do que o restante do mercado. Enquanto, no Brasil, a proporção de vendas de livros eletrônicos versus impressos ficava na casa dos parcos 2-3%, o número chegou a 20% aqui.

Pois bem… isso mudou.

Hoje, ebooks respondem por 10% do total de vendas do Clube.

E não, isso não significa que o volume em si, em termos absolutos, tenha caído. Verdade seja dita, ele até cresceu no último ano.

O que ocorre é que a venda de impressos cresceu a um ritmo significativamente maior, deixando essa proporção bem mais dramática e mais próxima dos números brasileiros.

E daí? E daí nada.

Essa é só uma estatística que achamos interessante e gostaríamos de compartilhar com todos :-)

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O hipertexto contra o tempo

É inegável que autores como Machado de Assis sejam uma referência para a literatura brasileira – da mesma forma que textos como os de Kafka, Nietzsche, Goethe, Balzac, Camões e tantos outros marcaram de maneira definitiva a história de seus povos e do mundo inteiro.

Mas todas as obras são, por natureza, vítimas do tempo em que foram escritas. Por situarem-se em tempos e espaços compatíveis com a realidade ou imaginação de seus autores, a imensa maioria dos livros carrega referências de fundamental importância para a própria compreensão dos textos que as encerram.

Na medida em que o tempo vai passando, é natural que parte dessas referências vá deixando de existir ou simplesmente mudando – o que faz com que a interpretação do leitor se descole dos conceitos originais e acabe prejudicando a compreensão como um todo. Quer um exemplo?

Uma das obras primas de Kafka se chama “O Castelo”. O título faz referência a um castelo que observa, do alto, toda a cidade de Praga – ostentando um ar macabro, sombrio e quase intimidador. Se o leitor do Castelo for a Praga nos dias de hoje terá dificuldades em entender o título: um dos maiores centros turísticos europeus, o local é hoje colorido, alegre, repleto de flores e de pessoas sorridentes caminhando por entre as suas ruelas e corredores.

O mesmo tipo de problema pode ser aplicado a referências históricas, endereços e mesmo a conceitos que já deixaram de fazer parte do nosso cotidiano. Isso significa que a compreensão de obras primas escritas no passado está prejudicada de maneira irreversível?

Não. Significa apenas que é necessário que o leitor se contextualize enquanto estiver lendo.

Uma iniciativa da Fundação Casa de Rui Barbosa, com apoio do CNPq e da FAPERJ, tem justamente o intuito de ajudar o leitor nessa tarefa. Batizado de “romances em hipertexto”, o site se utiliza de recursos da própria Web para grifar verbetes ou termos específicos cuja compreensão seja importante para a leitura, definindo-os de maneira suscinta e prática. Em outras palavras, quando Machado de Assis faz referência à Aljube, basta passar o mouse sobre o termo para ver que se trata de uma cadeia antiga, extinta mesmo em sua época, e que nasceu para prender membros do clero. E tenha certeza: saber isso muda toda a compreensão do texto!

Esse tipo de funcionalidade – que já está presente também em boa parte dos leitores de ebooks – é certamente um passo importante para se perenizar ainda mais a literatura produzida no mundo, da qual todos nós, autores, somos legítimos representantes.

Enquanto o ano não vira, visite o site e conheça alguns romances em hipertexto clicando aqui, no linkhttp://www.machadodeassis.net/hiperTx_romances/index.asp ou na imagem abaixo!

 

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Autores de livro sobre “HTML5 e CSS3” inovam na divulgação e colhem seus frutos

Há apenas 2 meses, um novo livro chamado “HTML5 e CSS3 com Farinha e Pimenta” foi publicado aqui no Clube. Voltado para programadores e profissionais de tecnologia, ele logo decolou e se tornou uma das grandes sensações do site, tendo figurado por algumas vezes como mais recomendado da semana e já aparecendo entre os mais vendidos do período.

O segredo? Além de um conteúdo de qualidade, elogiado pelos leitores, uma estratégia de divulgação muito bem azeitada.

Logo ao acessar a página do livro (clique aqui para ver), o usuário depara-se com um livro com uma capa simples e direta (que tem a ver com o estilo de programação pregado). A sinopse é instigadora e igualmente direta (principalmente para programadores, o público-alvo):

Durante muito tempo o client-side foi uma etapa do processo do desenvolvimento web abandonada. Só era importante quem trabalhava programando server-side, gerentes ou líderes do projeto. O garoto que digitava HTML era o pobre coitado. Absolutamente ninguém queria escrever HTML.

Hoje tudo mudou.

Se você é especialista em client-side, tenha em mente que você é o responsável pelo Google indexar melhor as páginas. Saiba que os cegos tem uma boa experiência na web por conta do seu código bem escrito e semântico. Você é o ponto de convergência entre todas as outras tecnologias e processos que envolvem o desenvolvimento de um projeto. You are the hero!

Mas não é apenas de capa e sinopse que a estratégia é feita, claro. Ao acessar a página do autor, o usuário consegue acessar um site absolutamente completo sobre o assunto, incluindo informações detalhadas sobre o livro, uma galeria de vídeos, fóruns de discussão sobre o tema, área de downloads, podcast e assim por diante. Ou seja: é como se o livro fosse apenas uma parte complementando um conjunto riquíssimo de informações sempre práticas e atualizadas.

O fato dos autores – Diego Eis e Elcio Ferreira – serem especialistas em técnicas de programação que garante, por exemplo, mais visibilidade no Google, também não atrapalha.

Independentemente disso, a estratégia dos autores é tão clara quanto funcional: utilizar as técnicas do livro para promover o próprio livro, transformando-o em peça fundamentale de um centro de conhecimento sobre o assunto. Um uso muito bem, estruturado de Internet e mídias sociais para fazer deslanchar uma obra que certamente dará ainda muito o que falar.

Parabéns aos autores e, claro aos leitores! Afinal, a própria plataforma de divulgação do livro já comprova a eficácia das técnicas nele contidas ;-)

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Clube aumenta infra-estrutura tecnológica

Uma operação como o Clube de Autores tem um lado que dificilmente é visto pelos usuários: a infra-estrutura tecnológica.

Recebemos hoje, todo mês, cerca de 250 mil visitantes (gerando mais de 1 milhão de páginas vistas), aproximadamente 600 novos livros e muitos, muitos processos rodando nos servidores. A cada lançamento ou nova notícia publicada sobre o Clube ou os autores na imprensa, o tráfego cresce em picos – e a responsabilidade da nossa equipe técnica é garantir tanto a manutenção do site quanto, claro, a sua velocidade.

Por conta disso estamos implementando, hoje, um upgrade substancial em nossa infra – e queríamos compartilhar com todos os que fazem parte do Clube.

Até então, nós tínhamos 3 servidores rodando em paralelo: um apenas para o banco de dados, outro para a aplicação em si e um terceiro para a geração de livros. A infra era razoável – mas o seu grande problema era que, caso qualquer um dos servidores sofresse picos de acesso muito fora do previsto, todo o fluxo ficava lento.

A nossa infra atual inclui o seguinte:

– 2 servidores de aplicação, hospedados em locais diferentes para garantir que, mesmo que um caia, o outro fique ativo e garanta a continuidade do serviço.
– 1 servidor de LoadBalancer (que, na prática, funciona como uma espécie de “guarda de trânsito”, controlando os fluxos de acesso e direcionando o usuário para um ou outro servidor).
– 1 servidor de banco de dados
– 1 servidor para o sistema que transforma os arquivos no formato próprio para as gráficas (e que, internamente, batizamos de “Wall-E”).

Sim, isso é tudo tecniquês puro e ninguém precisa conhecer essa infra a fundo para navegar pelo Clube. Mas, por outro lado, é uma segurança a mais para todos e uma garantia de estabilidade ainda maior para autores, leitores e curiosos de maneira geral ;-)

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