Como se fez o caos de São Paulo

Nenhuma cidade nasce gigante e desorganizada – claro. Urbes como São Paulo são fruto de uma destruição de um ecossistema caoticamente organizado mas inadequado para pretenções civilizatórias.

Aos poucos, a cidade foi encontrando novas ordens para acomodar as suas necessidades e, com um planejamento certamente menor que o plausível, foi se erguendo, tijolo sobre tijolo, até virar um monstro disforme de concreto.

Da ordem veio o caos, contra o caos se impôs uma nova ordem, danova ordem surgiram novos incontáveis caos. Ciclo infinito e muito bem exemplificado neste documentário abaixo que encontrei flutuando pelo Youtube.

Vale assistir para entender como algo se transforma nessa ordenada confusão que é a maior cidade do país. Vale assistir para entender como cenários e histórias se desenrolam assim, a partir da união de tantas efemeridades caóticas, gerando – incrivelmente – berços culturais como poucos que existem no mundo.

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Confira a programação da FLIBA, primeiro evento literário exclusivamente voltado para autores independentes!

Festa Literária do Baixo Augusta, organizada pelo Clube de Autores, contará com manifestações artísticas em uma galeria subterrânea que une a Rua da Consolação à Avenida Paulista, em São Paulo

O Clube de Autores, primeira e maior plataforma de autopublicação da América Latina, realiza no dia 19 de setembro, em São Paulo, a primeira edição da FLIBA – Festa Literária do Baixo Augusta. Foram mais de 120 projetos inscritos, sendo oito selecionados para serem apresentados no primeiro evento voltado para autores independentes do Brasil.

“Tivemos uma aceitação muito grande por parte dos autores independentes. A programação traz destaques como Alex Rangel, Alessandra Benete, Danilo Dias, Giselle Del Pino e outros nomes que estão se destacando no cenário literário. Serão diversas manifestações artísticas relacionadas à literatura: encenação, leitura de trechos da obra, saraus, debates e palestras”, explica Ricardo Almeida, presidente do Clube de Autores.

A FLIBA acontecerá em uma galeria subterrânea que une a Rua da Consolação à Avenida Paulista, e que sempre foi dedicada à literatura como um todo. Aberta ao público, a manifestação terá no total dez espaços/momentos de exposição para os autores apresentarem seus trabalhos. Confira abaixo a programação do evento:

10h: PARA TUDO QUE NÃO DEU CERTO – Por Alessandra Benete

Uma apresentação artístico-literária, informal e contudente, de crônicas do livro “Para tudo que não deu certo”. Marcada pela interação informal com os transeuntes de forma poética, precisa e sedutora, durante a apresentação, será encenada a jornada do autor mostrando a importância de um livro sem “amputação” do “eu” do autor.

11h: SARAU MUSICADO – Por Quistue e Junior Azuos

Sarau musicado, em que o autor Daniel Elias recitará seus textos e interpretará personagens, fazendo o público mergulhar no mundo da literatura, da poesia e das artes. Todos os transeuntes serão convidados a participar deste sarau que terá, como fundo, trilhas sonoras improvisadas ao piano, interpretadas pelo músico Junior Azuos.

12h: O MUNDO ENCANTADO DOS MINISTROS DO RISO – Por Alex Rangel

Uma apresentação cheia de alegria com música, contação de histórias e interações artísticas, tudo isso em um ambiente circense em meio a mini gincanas. Alex Rangel é fundador, criador, diretor, produtor dos Ministros do Riso, incluindo textos e personagens, escritor de mais de 20 livros publicados.

13h: A FOICE, UMA INTERVENÇÃO ARTÍSTICA – Por Danilo Dias

Uma leitura imersiva do primeiro capítulo do livro “A Foice”. Durante a apresentação, o público poderá se maquiar com cortes e machucados iguais aos de filmes de terror, além de tirar fotos com o personagem que dá título à obra, sob a trilha sonora de terror especificamente composta para a obra.

14h: UMA TARDE EM PARIS – Por Giselle Del Pino

Nessa apresentação, a artista valorizará os textos contidos dentro das canções para extrair o cerne o sumo e a poesia falada. Tudo isso será feito aplicando a música como subtexto revelando-a como profundo instrumento de organização sensorial.

15h: ILHA DE DESTROÇOS – Por Caco Pontes e Caleb Mascarenhas

Num elo perdido entre a era primitiva e a industrial pós-apocalíptica, um poeta e um cientista social multimídia se unem para filtrar frequências sonoras, ruídos e mensagens telepáticas da quinta dimensão, por meio de narrativas que variam entre o caos e a física quântica, em busca do sagrano-profano presente nas ruas.

16h: COMPARTILHANDO EXPERIÊNCIAS – Por Alex Rocha

Através de um varal literário, o público será convidado a interagir e apreciar textos literário, com viés político, visando experimentar e refletir a respeito de episódios de ódio gratuito racial vivenciadas pelo artista.

17h: UMA TARDE EM PARIS – Por Giselle Del Pino

(Acima)

18h: O MUNDO ENCANTADO DOS MINISTROS DO RISO – Por Alex Rangel

(Acima)

19h: INTERVENÇÃO LITERÁRIA – Por Igor Pires

Nesta intervenção, os transeuntes da passagem serão abordados de forma lúdica, com trechos de obras literárias visando retirá-los da sua zona de conforto e se permitir contemplar o instante através das lentes dessa arte.

20h: SARAU DA CONEXÃO CULTURAL E PONTES – Por Bruno Capão

O objetivo é estreitar os laços de afeto entre as pessoas de São Paulo. Para isso, convida o Conector Cultural Bruno Capão, cofundador do Sustenta Capão e Fundador da Associação Lado B, para criar um espaço generativo de conexão através do sarau, da cultura e da arte.

Parceira do Clube de Autores, a AlphaGraphics, especialista em soluções de impressão digital e comunicações personalizadas, será responsável pelo apoio na produção de backdrops, cartazes, placas e banners do evento. Além disso, a empresa distribuirá aos participantes da FLIBA brindes especiais do agBook , divisão de livros sob demanda da AlphaGraphics, por meio de marcadores de página com códigos especiais de descontos.

“A participação da AlphaGraphics no evento representa uma oportunidade de ajudarmos a promover a cultura brasileira e consolidarmos nossa liderança no gerenciamento de impressão de livros sob demanda no Brasil”, assinala Rodrigo Abreu, sócio-presidente da AlphaGraphics Brasil.

Serviço
Evento: FLIBA – Festa Literária do Baixo Augusta

Local: Rua da Consolação, 2525 – São Paulo

Data: 19/09/2017

Horário: 10h às 20h

Site: http://fliba.clubedeautores.com.br/

 

 

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Inpire-se na outra Bienal

Quando vim para São Paulo, há mais de 20 anos, fiquei encantado com a cidade. Sim: a falta do mar baiano me deixava com banzo frequente, confesso. Mas a pluralidade da maior cidade da América do Sul foi, para mim, absolutamente sedutor.

Em um espaço relativamente pequeno, manifestações de artes e opiniões eram tão frequentes quanto o choque entre o antigo e o moderno, o velho e o novo, a evolução e a decadência. Essas diferenças tão comuns a grandes centros geram aquela sensação perfeita de caos que inspira qualquer um que se deixe levar por elas. Já no meu primeiro ano por aqui tive a oportunidade de descobrir a Bienal de Artes, então um evento inacreditavelmente rico e composto por obras de grandes mestres do passado a talentos que estavam surgindo no cenário global. Amei. Pirei.

E por que desse relato todo? Porque o último dia 7 de setembro marcou o início de mais uma Bienal de Artes.

A Bienal como um todo perdeu muito de anos para cá, é verdade – mas ainda mantém aquele clima de inspiração convertida em instalações exóticas que fazem a criatividade de qualquer um suspirar.

Há alguns dias fiz um post meio com cara de crítica à Bienal de Livros que, já faz tempo, vem se transformando mais em um feirão de descontos do que em uma exposição de novos talentos e inovações. A Bienal de Artes trafega no sentido oposto – ainda bem.

Do que nós, escritores, sempre precisamos? De inspiração – seja para conceber novas histórias ou para capitanear a abertura de mercados para as já publicadas. E inspiração, sem dúvidas, se pode encontrar lá na Meca das artes que se instalou até o dia 11 de dezembro no Parque do Ibirapuera.

O título da mostra, aliás, não poderia ser mais condizente com os nossos tempos: Incerteza Viva.

Vá.

Se inspire.

Respire.

E exale a inspiração que com certeza captará por lá.

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O sucesso da Bienal estaria no seu fim?

A Bienal de São Paulo está ganhando um tipo de destaque que não tinha faz tempo.

Seria isso uma luz no fim do túnel, um sinal de que o mercado editorial brasileiro está se reerguendo depois de anos em crise, sendo puxado por uma população que subitamente descobriu o prazer da leitura?

Sou cético. Luz no fim do túnel, ao menos neste caso, é um conceito simplesmente inaplicável. O motivo? A “luz”, se assim podemos chamá-la, já foi acesa faz anos com o conceito de autopublicação. Desde o começo nos anos 2000, quando empresas americanas decidiram apostar na impressão sob demanda como maneira de viabilizar o espaço para novos autores, tudo mudou radicalmente.

No Brasil, nós tivemos a honra de inaugurar este mercado e, hoje, recebemos cerca de 25 novos livros por dia – algo na casa dos 20% de todos – todos – os livros publicados anualmente em nosso país.

Talvez precise me contextualizar um pouco no raciocínio para não acabar perdendo-o. Acredito que sejam dois os elementos fundamentais para se “resgatar” o mercado editorial. O primeiro, claro, é a oferta de novos títulos, de opções que saiam da mesmice literária na qual estávamos imersos há tanto tempo. E esta, correndo o risco de me tornar repetitivo, já foi solucionada. Seja por via dos ebooks (ainda que com uma participação pequena, de cerca de 5% do mercado de livros no Brasil) distribuídos pela Apple, Google ou Amazon ou pelos impressos viabilizados aqui pelo Clube, o fato é que cada vez mais autores estão chegando em seus públicos.

Fantástico.

Mas esse primeiro elemento, essa mudança na oferta, veio quase que de surpresa, abaixo do radar, e independeu de qualquer grande bienal que sempre se promoveu como um compilado de grandes vitrines de grandes editoras e livrarias que, ironicamente, nunca precisaram de grandes vitrines. Em outras palavras: o próprio mercado solucionou a questão da oferta de novos títulos sem que bienais tivessem sequer uma mínima participação.

O outro lado da equação é o mais óbvio: a demanda.

Sempre se disse que o brasileiro lê pouco, embora esteja lendo cada vez mais. Seremos, um dia, um país de leitores tão ávidos quanto os suecos? Duvido. Mas que estamos melhorando ano a ano, estamos.

Precisamos mesmo de uma Bienal para isso?

Infelizmente, sim. Infelizmente, só o que faz o livro ter destaque na mídia é um evento de grande porte, um evento capaz de mover centenas de milhares de pessoas e, por consequência, de se transformar em uma pauta interessante para os grandes veículos de comunicação.

Com cobertura da imprensa, histórias começam a ganhar visibilidade, livrarias começam a ganhar mais visitantes e as vendas, quase que de maneira natural, passam a crescer em volume.

Em um país que ainda lê pouco, ter o livro como destaque na imprensa é fundamental para que leitores adormecidos sejam instigados a escolher alguma história nova em alguma prateleira qualquer. Em um país ainda que lê pouco, bienais acabam são fundamentais para lembrar ao público de que livros existem.

Nesse raciocínio, o grande mérito da Bienal de São Paulo é simplesmente o de existir, deixando o livro como assunto central.

Mas faço aqui um pequeno à parte: os mesmos livros que podem ser encontrados nos pavilhões superlotados e exaustivos de uma feira gigante podem também ser encontrados em pequenas livrarias de bairro ou na hiper cômoda Internet. O que isso significa?

Que, ironicamente, o maior sucesso da Bienal de São Paulo será atingido quando ela não for mais necessária para instigar a leitura, quando o público entender que não é necessário aguardar dois anos para pensar em ler uma vez que há tantas opções espalhadas por todas as cidades do Brasil.

Se você não foi à Bienal de São Paulo, recomendo um programa à parte: vá a uma livraria gostosa perto de você (ou na Internet) e escolha um livro que agrade.

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Transforme isso em hábito, caso ainda não seja.

Basta isso para que a Bienal seja um sucesso retumbante. Até que ela deixe de existir.

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Parceria entre Clube e Festival Path garante desconto a autores

Já fiz um post aqui sobre o Festival Path – um evento FENOMENAL de cultura que deve dominar as ruas do entorno do Largo da Batata, aqui em São Paulo.

Pois bem: conseguimos também uma parceria com eles para dar desconto a autores do Clube :-)

Antes, um pouco sobre o evento:

O Festival Path, produzido pelo O Panda Criativo, é o maior festival de inovação e criatividade do Brasil, e o único de seu gênero no país. Durante um fim de semana em 2016 o festival vai oferecer mais de 300 horas de conteúdo (palestras, filmes, shows e mais) para aproximadamente 10 mil pessoas.

Como obter o desconto

Para resgatar o desconto de 15% da parceria entre Clube de Autores e Path basta:

  1. Acessar o site: www.ingresse.com.br/festivalpath
  2. Clicar em: Comprar ingressos
  3. Digitar no campo do Cupom a palavra: especial
  4. Clicar em: Aplicar Cupom
  5. Scroll para escolher o ingresso com desconto
  6. Clicar em: Comprar

Para conferira agenda completa e saber mais sobre o festival, acesse o site http://www.festivalpath.com.br

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