48 crônicas em 24 horas: quando escrever e divulgar passam a ser sinônimos

Se tem uma coisa que ficou clara para nós, aqui no Clube, é o poder da Web e das mídias sociais como forma de se divulgar livros. Volta e meia somos surpreendidos com estratégias inovadoras e muito curiosas feitas por autores dos quatro cantos do país – e é com eles que buscamos aprender.

Afinal, a divulgação de estratégias de lançamento e comunicação feitas por autores independentes, com resultados comprovadamente positivos, são um prato cheio para toda a comunidade de escritores que pode assim aprender e, claro, enriquecer as suas próprias estratégias.

Um dos casos mais interessantes com os quais nos deparamos recentemente foi do novo livro de Rob Gordon, “24 horas, 48 crônicas“. A obra é, em realidade, o resultado de uma mistura de maratona com reality show literário. Segundo a própria sinopse:

Autor dos blogs Championship Vinyl e Championship Chronicles, Rob Gordon desafiou a si mesmo ao passar 24 horas em frente ao computador escrevendo crônicas inspiradas em temas sugeridos por seus próprios leitores.

O resultado foi o nascimento do projeto “24 Horas, 24 Crônicas”, que reúne textos baseados em assuntos diversos, como a discussão entre um escritor e seu primeiro romance; a conversa entre dois postes de luz durante a madrugada; e as verdadeiras intenções dos filhotes vendidos em um pet shop.

Agora, a iniciativa ganha uma edição em livro, contendo os textos do projeto exatamente na ordem original de publicação, e mais 24 crônicas inéditas, baseadas em ideias não utilizadas durante a maratona de textos.

Tecnicamente, o autor usou o seu blog e a sua (rica) criatividade, que transformou o ato de escrever em divulgação, como ferramentas. Os resultados agradaram: logo após o lançamento, o livro alcançou a lista dos 10 mais vendidos da semana no Clube – e continua com um buzz forte no meio, consolidando o nome do autor a cada nova página lida.

Veja uma crítica ao projeto feita pelo blog Lá no Cafofo, por exemplo: http://www.lanocafofo.com/2011/08/24-horas-48-cronicas-de-rob-gordon.html

Daqui, gostaríamos de parabenizar o Rob pela ideia e pelos resultados: inovar na divulgação é, afinal, uma parte importante de ser autor nos nossos dias!

Para conhecer 24 Horas, 48 Crônicas, basta clicar aqui ou na imagem abaixo:

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Autor Rob Gordon, de Anônimos e Urbanos, é destaque na blogosfera

O livro Anônimos e Urbanos, do autor Rob Gordon, se destacou aqui no Clube no instante em que foi lançado. Como o próprio título sugere, o livro, baseado no blog Championship Chronicles, conta histórias de pessoas comuns em grandes cidades, passando por todos aqueles pequenos detalhes que definem a vida de quem “vive urbanamente”, por assim dizer.

Em outubro do ano passado, publicamos uma entrevista com o autor aqui no blog.

Nessa semana, o blog SOS Hollywood fez uma matéria completa sobre o livro, abrindo inclusive alguns de seus trechos que, dados os comentários postados pelos leitores, certamente agradaram.

Para acessar a matéria, clique aqui, na imagem abaixo ou vá diretamente ao link http://www.soshollywood.com.br/entrevista-rob-gordon/ .

Para acessar a página do livro Anônimos e Urbanos e adquiri-lo, clique aqui ou vá diretamente ao link http://clubedeautores.com.br/book/31586–Anonimos_e_Urbanos

E boa leitura!

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Entrevista com Rob Gordon, autor de Anônimos e Urbanos

Há pouco tempo, o Clube de Autores recebeu em suas páginas a publicação da obra “Anônimos e Urbanos“, de Rob Gordon. O título alvoroçou a rede a, em pouco tempo, já figura na lista dos 10 mais vendidos de outubro.

Curiosos, entramos em contato com o autor convidando-o para uma entrevista. Ele prontamente aceitou, como pode ser visto abaixo.

Antes de entrarmos nas perguntas, segue a sinopse da obra:

Nascido em 2007, o blog Championship Chronicles ganhou fama ao
apresentar crônicas e contos protagonizados por pessoas anônimas,
normalmente residentes em grandes cidades.

Assim, o blog tornou-se o lar dos solitários, dos anônimos, dos
desajustados emocionais. E também o lar dos sonhadores, das pessoas que
tiveram o coração partido, e daqueles que se apaixonam, sem nunca
desistir de procurar por algo, mesmo sem saber ao certo o que isso possa
ser. Pessoas que você encontra nas ruas, em bares, no ônibus, e, sem
saber o motivo disso, pergunta-se qual será a sua história.

Neste livro, nem tudo é verídico, mesmo tendo acontecido um dia.

Aqui, sente-se muito mais do que se pensa.

E não necessariamente se pensa sobre o que se sente.

Clube de Autores (CDA): Fale um pouco sobre “Anônimos e Urbanos“.
Rob Gordon (RG): Meu livro é uma seleção de crônicas ambientadas numa cidade grande. Os personagens principais são os habitantes deste lugar – que pode ser qualquer cidade do mundo. São os anônimos, as pessoas que moram no seu prédio, que cruzam com você na rua, no metrô. Então, eu conto um pouco a história deles – normalmente, abordando a solidão que eles sentem, algo bastante comum numa cidade grande, onde você pode estar rodeado de pessoas, mas, mesmo assim, se sentindo só. Meus personagens são pessoas que nas ruas, em restaurantes, em apartamentos, buscam algo que não necessariamente sabem o que é. Claro que algumas crônicas são mais leves, como Uma Segunda Chance, na qual um sujeito está no cartório tentando mudar a data de nascimento dele, porque ele quer voltar a ser adolescente. Mas, mesmo nessas, todos eles estão em busca de algo. Daí o nome do livro: Anônimos e Urbanos.

CDA: Anônimos e Urbanos tem um elo estreito com o seu blog. Como se dá a relação entre ambos?
RG: Na verdade, eu tenho dois blogs, e curiosamente o que virou livro foi o menos conhecido. Ele se chama Championship Chronicles (é um derivativo do primeiro blog, Championship Vinyl – uma homenagem, assim como meu pseudônimo, ao livro / filme Alta Fidelidade, do Nick Hornby). E, enquanto o primeiro (onde eu conto sobre meu cotidiano) é mais conhecido, o Chronicles, onde os textos tem formato de crônicas e contos, se encaixavam mais no formato do livro. Assim, até mesmo por ser o primeiro livro, quase um projeto-piloto, decidi que trabalharia com os textos dele.
 
CDA: Seria correto afirmar que o seu blog e as redes sociais como um todo servem de inspiração para você? De que maneira?
RG: Na verdade, o meu blog é mais que a inspiração, é a base do livro. A maioria dos textos do livro está no blog – apenas foram revisados, algumas mudanças foram feitas. A base é o blog – mas claro que existem textos inéditos, feitos exclusivamente para o o livro. Já as redes sociais também servem como inspiração: a internet, hoje, é um meio de comunicação e meus personagens estão, entre outras coisas, buscando modos de se comunicar com alguém. Mas a minha grande inspiração mesmo é a rua. Estou no metrô, olho uma pessoa sozinha, olho um casal, e tento imaginar a história por trás deles. Algumas outras histórias são situações, não literais, que eu vivi, ou amigos meus viveram, sempre com nomes fictícios, romanceadas. E, em alguns casos, como essa do homem que está no cartório, eu imagino a cena e penso: “o que será que aconteceria se alguém fizesse algo assim? Se alguém fosse ao cartório tentando virar jovem novamente?” Aí eu preciso escrever para saber como isso acaba. Descubro enquanto escrevo.

CDA: Como você tem divulgado a sua obra?
RG: Uma grande vantagem que tenho é possuir uma rede de leitores já formada. Então, minha maior divulgação, por enquanto, tem sido o blog e o boca-a-boca que eles fazem, que tem sido bastante positivo, sobretudo no Twitter. Fiz uma promoção no Twitter, com o sorteio de um livro autografado, e a resposta foi bastante positiva. Em breve vou fazer mais promoções no blog. E, além disso, estou pensando em ações “reais”, fora da internet.

CDA: Como os seus leitores tem respondido ao seu livro?
RG: Muito bem. O livro foi lançado há exatas três semanas e já está entre os 50 mais vendidos do CdA. E tenho recebido muitos elogios, mesmo de pessoas que já conheciam a maioria dos textos publicados. Adoraram o acabamento, a qualidade de impressão. E muitos deles ficaram felizes pois eu nunca escondi no blog que o meu sonho era ver os textos se tornando “papel”. A receptividade foi ótima.

CDA: Quais os seus planos para o futuro? Há algum outro livro em vista?
RG: Sem dúvida. Mas não tenho pressa, não quero colocar o carro na frente dos bois. Primeiro, quero trabalhar o Anônimos e Urbanos com calma, sem pressa. Ainda estou em lua de mel com o primeiro livro. Mas outros virão, com certeza. As idéias já estão aqui.

Para saber mais sobre Anônimos e Urbanos, clique aqui, no link http://clubedeautores.com.br/book/31586–Anonimos_e_Urbanos ou na imagem abaixo.

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