Autopublicação de livros didáticos cresceu mais de 120% no Clube de Autores em 2015

Às vezes, quando paramos para olhar o que está acontecendo ao nosso redor, nos surpreendemos.

Do lado de cá, começamos a olhar para alguns livros que estavam começando a despontar subitamente – até que percebemos que se tratava de toda uma categoria de livros didáticos. Sob os nossos narizes, por assim dizer, livros utilizados em escolas e cursos cresceram 120% em volume de títulos e 53% em vendas no ano de 2015 – mesmo ano que, ressalte-se, o mercado editorial brasileiro como um todo encolheu mais de 5%.

Bom… esse encolhimento do mercado editorial, verdade seja dita, não chegou a atingir o Clube. Na prática, nós crescemos quase 40% no ano – número que, embora alto, ainda assim é menor do que o de didáticos.

Vamos dar uma olhada nesses números a partir de um material que preparamos para a imprensa:

(…) entre 2009 e 2016, cerca de 1.900 livros didáticos foram publicados pelo Clube de Autores. No mesmo período, o número de vendas do gênero superou a marca de 30 mil exemplares. 

Essa nova tendência pode ser representada por Rafael Barbosa da Cunha, 38, professor de ciências do ensino fundamental e médio com mais de quinze anos de experiência no magistério, que após anos de tentativas frustradas de publicação em editoras convencionais, encontrou no Clube de Autores a alternativa ideal para realizar seu sonho: publicar livros didáticos. Hoje, suas obras já fazem parte da grade curricular obrigatória de escolas em Niterói, no Rio de Janeiro.  

“O meu primeiro lançamento foi no colégio Nossa Senhora da Assunção, em 2014. Estávamos realizando uma verticalização e adequação dos conteúdos trabalhados nas diversas séries, quando ficamos sem alternativa de material didático que contemplasse o currículo da disciplina de Biologia. Foi quando apresentei minha obra. Levei os exemplares e, após análise da equipe, resolveram adotá-la”, lembra Cunha. 

O autor se recorda que, na época, o corpo docente da instituição não conhecia as plataformas de auto publicação, em que pais e alunos comprariam livros diretamente pela Internet e que as obras eram editadas pelo próprio autor. Entretanto, a aprovação foi tamanha, que ele desenvolveu no ano seguinte uma coleção didática para o Ensino Fundamental I e II. “A coleção conta hoje com cinco exemplares e é adotada nos colégios Nossa Senhora da Assunção e São Vicente, ambos localizados em Niterói”.  

Atualmente, o autor atua como professor em três turnos, em cinco séries diferentes, coordenador e cursa mestrado na UFF, a Universidade Federal Fluminense. “Eu posso afirmar que, apesar de nova, a auto publicação é uma tendência que veio para ficar”, conclui. 

 

 

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