Como publicar um ebook

Você deve, afinal, investir na publicação de um ebook?

Sim, é verdade: ebooks não têm e, ao menos por um longo tempo, não deverão ter uma fatia super expressiva do mercado. Aliás, é possível que eles nunca tenham uma fatia de mercado tão gigantesca quanto se costumava prever há uma década.

Vamos primeiro aos números

Mesmo se pegarmos o digitalíssimo mercado norte-americano, onde os ebooks fecharam o ano passado (2017) com uma fatia 42% do total das vendas de livros, as notícias são desanimadoras. No primeiro semestre deste ano, houve uma queda de vendas de ebooks de 4,4%; em julho, outra queda de 16%; em agosto, novo tombo, desta vez de 9,6% – tudo isso enquanto o volume de vendas de impressos vem subindo consistentemente há anos. Aliás, de acordo com Marcus Dohle, CEO da Penguin Random House, o mercado vai acabar se estabilizando em uma proporção de 80% para impressos versus 20% para ebooks.

Isso nos EUA, claro. No Brasil, estamos muito, mas muito distantes dessa realidade. Por aqui, o livro digital representa apenas 1,9% do mercado.

Se ficar parado nessas notícias, o autor independente logo se questionará: vale a pena publicar um ebook?

A resposta é óbvia: sim. Porque não estamos falando de se publicar um ebook em detrimento de um livro impresso, afinal. Ao contrário: o melhor que um autor deve fazer é publicar o seu livro em todos os formatos possíveis, até porque fazer isso, por exemplo, aqui no Clube de Autores, é 100% gratuito.

Quer dois outros argumentos?

O primeiro é você mesmo. A venda de ebooks pode não ser tão alta quanto a de impressos, mas ela está totalmente concentrada em autores independentes. No mundo, aliás, estima-se que de 30%-40% do total de ebooks vendidos sejam de escritores independentes. E 30%-40% de 1,9% de TODO o mercado brasileiro de livros não é, exatamente, algo a se desprezar. Principalmente, repetimos, quando o custo de se brigar por espaço seja zero.

O segundo argumento – e é ele que veremos aqui agora – é a facilidade. Se nunca foi tão fácil publicar um ebook, por que deixar a oportunidade passar?

A questão dos formatos: PDF versus EPub

A primeira coisa a se ter em mente é que o mercado costuma trabalhar com dois formatos diferentes de ebook: PDF e EPub.

O PDF é, de fato, o formato mais fácil de se trabalhar e pode ser gerado a partir do seu livro em formato Word. Além disso, como já é o formato padrão do Clube de Autores para se publicar em formato impresso, basta utilizar o mesmo arquivo e pronto: seu ebook já estará disponível.

MAS (e este “mas” é bem considerável), PDF é também o formato mais pobre de ebook – pobre ao ponto de não ser sequer aceito pelas principais plataformas.

Há motivos para isso. Um arquivo em formato PDF funciona como uma espécie de imagem do texto e, na maior parte dos programas de leitura, ele não permite que o texto se molde confortavelmente à tela. Isso é especialmente relevante no Brasil, onde 56% dos usuários lêem ebooks em seus smartphones.

Em outras palavras: se não tiver alternativa nenhuma, deixe seu ebook em formato PDF. Mas se quiser um desempenho melhor, converta seu arquivo para EPub.

Como fazer isso?

Se seu livro for simples (essencialmente composto por texto, sem imagens ou ilustrações), você encontrará programas gratuitos na Internet que farão essa conversão diretamente. Já fizemos, aqui mesmo no blog, um post sobre ferramentas para se escrever livros – e a maioria delas já converte os arquivos para EPub.

Mas, se seu livro for mais complexo, vale a pena contratar algum profissional que faça essa conversão de maneira mais bem cuidada e personalizada. Há uma série de profissionais no mercado capazes de fazer isso, sendo que muitos vendem seus serviços neste site daqui. Escolhe com cautela, lendo comentários e recomendações de ex-clientes (disponíveis na própria plataforma).

Que plataformas revenderão o ebook – e em que formato?

Já comentamos, aqui neste post, que 56% dos usuários brasileiros lêem ebooks em seus smartphones – e isso inclui toda uma maioria que usa ferramentas de suas próprias operadoras de celular ou apps terceiras, muito pouco famosas, para isso.

Aliás, a pesquisa Retratos da Leitura de 2016 apontou que apenas 4% dos brasileiros usam plataformas como Kindle, Apple, Google ou Kobo para ler ebooks. E, por mais que 2016 esteja há 2 longos anos no passado, dificilmente esse número tenha chegado a significativos 40% hoje.

No mesmo ano do Retratos da Leitura, a PublishNews fez uma matéria comparando as principais plataformas de leitura de ebooks. Em outras palavras: onde esses 4% de leitores de ebooks lêem seus ebooks?

O Kindle, da Amazon, tem destaque aqui, com 55% do mercado. ele é seguido pelo GooglePlay (18%), Apple (13%), Saraiva Lev (8%) e Kobo (8%).

O Clube de Autores distribui, hoje, para todos esses formatos – além de diversos outros pequenos aplicativos que fazem a maioria do mercado de ebooks, como já mencionado aqui.

Voltando às principais plataformas, apenas o GooglePlay trabalha com o formato PDF. As demais – Kindle, Apple, Saraiva Lev e Kobo – todas exigem que o livro esteja em formato EPub para oferecê-lo aos seus leitores.

O EBook precisa ter ISBN?

Idealmente, sim. Há inclusive uma categoria específica para isso, o eISBN, feito par livros eletrônicos. Temos um post completo sobre o registro do ISBN aqui no blog, mas ele de fato é mais voltado para o registro de livros impressos (embora o processo seja semelhante).

E por que não falamos especificamente sobre ebooks? Porque, hoje, nenhuma das plataformas de ebook efetivamente exige o ISBN. E, se elas não exigem, isso significa que você poderá revender o seu livro lá sem se preocupar com isso.

Vale a pena eu publicar exclusivamente na Amazon?

Os números aqui neste post já respondem por si só: o Kindle, hoje, tem algo como 55% de 4% do mercado brasileiro de ebooks. Isso dá 2,2% de mercado. Ainda que ele tenha crescido imensamente nos últimos dois anos, dificilmente terá decuplicado essa participação. E ainda que tenha decuplicado, isso significa que ele terá 22% do mercado (e olhe que essa previsão é absolutamente irreal).

A pergunta, portanto, é: vale a pena dar exclusividade a uma plataforma que tem, hoje, algo na casa de 2,2% de mercado, propositalmente ignorando 97,8% dos leitores?

Obviamente que não.

Se você não precisa dar exclusividade a ninguém – e, hoje, você não precisa – não dê. Esteja em todos os lugares que conseguir.

Como fazer para publicar seu ebook? 

Vistos todos esses pontos, é simples: basta acessar o Clube de Autores, clicar em Publique seu Livro e seguir as etapas. Montamos um guia de autopublicação que detalha todo o processo e que pode ser acessado aqui.

Apenas para reforçar: ao publicar (gratuitamente) no Clube de Autores, seu ebook (da mesma forma que seu impresso) estará disponível em todas as suas plataformas e você controlará as suas vendas online, de maneira centralizada.

Quer saber mais? Conheça o Clube de Autores clicando aqui e seja bem-vindo à maior comunidade de autores independentes da América Latina!

 

 

 

 

 

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