Sim, ISBN importa!

No passado, sempre que nos perguntavam sobre a real necessidade de se fazer o registro do ISBN nos livros, acabávamos nos enrolando um pouco na resposta. Além do registro oficial em si, afinal, ter ou não não interferiria em nada na venda aqui ou em nenhuma das livrarias eletrônicas com as quais trabalhávamos.

Pois bem: agora isso mudou.

Agora, sob a ótica do Clube, há pelo menos três grandes motivos pelos quais você deveria, urgentemente, tirar o ISBN: Amazon, Livraria Cultura e Estante Virtual.

É simples assim: se você tiver o ISBN em seus livros impressos, eles estarão à venda nessas três livrarias (chegando, potencialmente, a todo o mercado do leitores do Brasil). Se você não tiver, seu livro continuará à venda aqui no Clube e em outros sites como Submarino, Americanas etc…. mas perceba que a diferença é grande.

Então, sendo bem direto: não perca tempo. Faça já o seu registro de ISBN e deixe o seu livro à venda nas maiores livrarias do país!

Onde tirar o ISBN? Você pode ir diretamente no site da Biblioteca Nacional (isbn.bn.br) ou contratar assessoria no www.profissionaisdolivro.com.br . Mas, seja por onde for, vá.

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Não mande originais para editoras: publique e concentre-se no seu público

Mesmo nós sendo uma empresa de autopublicação, um site onde os próprios autores podem, diretamente, publicar seus livros como quiserem e vê-los à venda nas maiores livrarias do país, até hoje recebemos originais pelos Correios.

Às vezes são livros inteiros, encadernados profissionalmente e tudo. Às vezes são manuscritos. Às vezes são páginas impressas a partir do Word. Seja como for, o fato é que letras continuam chegando até nós das mais esdrúxulas maneiras possíveis.

E por que digo “esdrúxulas”?

Porque já passou da hora de autores largarem para trás o utópico sonho de serem descobertos por editoras e de, subitamente, tornarem-se celebridades literárias.

É possível que isso ocorra ainda hoje com uma ou outra pessoa? Sim, é possível – mas elas são o extremo da exceção, bem distante de qualquer coisa que se assemelhe à regra geral.

E, se isso é verdade para o Clube, é igualmente verdade para todas as editoras tradicionais brasileiras – aquelas que não cobram diretamente dos autores para publicarem seus livros, vendendo caro sonhos que dificilmente se transformarão em realidade pelo simples fato de que apenas o autor, e ninguém mais, consegue transformar sua história em um best-seller.

Mas sabe o que acontece quando um original é enviado pelo Correio (ou mesmo pela Internet) na expectativa de que alguma editora o publique sob seu selo? Expectativas são elevadas à altura do Everest; decepções são cozinhadas na medida em que o tempo passa sem resposta; raivas resignadas são geradas a fogo brando; talentos incríveis são perdidos para o mar de lodo morno e amorfo que define a realidade do mercado editorial brasileiro. Colocando em outros termos: é energia demais jogada fora quando a solução está dentro de cada um dos autores.

Quer ter seu livro transformado em best-seller? Publique-o você mesmo aqui no Clube de Autores. Mas publique-o com o carinho que ele merece: com o português revisado, uma capa bem feita, o ISBN registrado, uma diagramação bem feita. Em pouco tempo, seu livro estará na Cultura, na Amazon, na Estante Virtual, na FNAC… no mundo.

Isso resolve o problema? Claro que não.

Mas te leva ao pé da montanha.

A partir daí, é uma questão de refocar as energias. Ao invés de perder tempo e suco gástrico tecendo esperanças vãs com editoras, monte seu próprio evento de lançamento, seu plano de divulgação, lance-se nas redes, faça e cresça seu próprio público, construa sua própria carreira.

Será fácil? Obviamente que não.

Mas certamente será muito mais viável que dedicar vidas (as suas e as dos seus personagens) a rezar por utopias que provavelmente jamais se transformarão em realidade.

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Celebre-se: escreva a sua história

Se você escreveu um livro e o publicou, não esqueça de celebrar-se.

Não digo aqui para se abraçar e se beijar, claro – embora isso também não seja um mau conselho dado que escrever um livro é um marco incrível. Mas digo para organizar o seu próprio evento, o seu lançamento.

O motivo? São poucos os momentos em que você conseguirá reunir tantos interessados – incluindo família e amigos – com o objetivo de dar ignição às suas vendas.

Em um lançamento, dezenas ou centenas de pessoas – dependendo das suas redes sociais (virtuais ou não) se reunirão para comprar um pedaço da sua mente, para garantir que olhos percorrerão os papeis que escreveu, para espalhar a sua palavra.

Daí, muita coisa pode acontecer. Pode ser que seu livro viralize e alcance novos mundos; pode ser que você seja catapultado para os holofotes literários; ou pode ser que você viva o auge da vida do seu livro ali mesmo, naquele evento.

Mas, seja como for, não há como perder: se é no livro que uma história se escreve, é também no seu lançamento que o autor vira protagonista.

Isso sem contar, claro, que as opções de lugares são imensas, em qualquer cidade do país. Qual livraria não aceita negociar ou mesmo dar espaço, afinal, para que autores levem hordas de leitores dispostos a comprar livros em seus domínios? Normalmente, é uma questão de ir até a sua preferida e negociar uma data. Simples assim.

Tem um livro publicado aqui no Clube? Então não perca tempo: organize já seu evento de lançamento. Escreva melhor a sua história.

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Cara Liberdade

Já devo ter escrito sobre esse livro aqui antes. Tive motivos: além de maravilhosamente escrito e de ter entrado para o Clube Select graças à sua performance, ele é uma prova do quão vagarosamente caminhamos enquanto raça, enquanto mundo.

Cara Liberdade foi escrito por Zdenek Korecek, um sobrevivente da extinta Tchekoslováquia, e publicado aqui no Clube pela sua filha, Sandra.

A história é incrível: relata sua fuga quando os nazistas tomaram Praga, sua entrada na Resistência, seus 14 anos de rodagem por países diversos, uma vez que a sua própria pátria simplesmente deixara de existir, até chegar ao Brasil. Não é apenas uma história, aliás: é uma saga, um épico digno de Ulisses com a diferença que Zdenek não voltou à sua Ítaca, mas acabou forjando-a nas praias no Rio de Janeiro.

Mas o mais curioso, voltando agora ao ponto inicial do post, é que a incrível história de Zdenek, embora ocorrida lá nos idos da II Guerra, em pouco se difere da dos milhões de refugiados que, hoje, rondam o globo. Basta ver na sinopse, que reproduzo abaixo:

Desde o final das duas grandes guerras o mundo não se deparava com fluxos migratórios de imigrantes e refugiados tão alarmantes. São mais de 65 milhões de pessoas fugindo de guerras, perseguições, violações de direitos humanos ou tortura. Zdenek é um desses refugiados. Com o início da Segunda Guerra Mundial, o jovem de apenas 18 anos de idade é obrigado a deixar sua cidade, Praga, para combater, ao lado dos Aliados, o nazismo. Cara Liberdade relata, com riqueza de detalhes, os 14 anos de deslocamento forçado de Zdenek, que passou por mais de 15 países, antes de chegar ao Brasil, em 1953. De leitura fácil, Cara Liberdade convida o leitor a se envolver com relatos não apenas de incertezas e dificuldades, mas de muita superação e conquistas. A experiência vivida por Zdenek é, também, a de milhões de refugiados que buscam por um novo lar ao redor do mundo.

O mundo, por certo, dá voltas inacreditáveis. Em muitos casos, infelizmente, voltas de 360 graus em torno de si mesmo, fazendo a humanidade repetir suas histórias mudando apenas de roupa, de moda, de maquiagem.

Ainda assim – ou talvez justamente por isso – ler essas histórias, conhecer esses passados tão presentes, é algo tão fundamental para que melhoremos enquanto espécie.

A história de Zdenek não é singular e nem parte do passado, infelizmente – mas é incrivelmente única. Um presente para quem quer entender melhor o mundo.

Quer ler? Clique na imagem abaixo e divirta-se.

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