Bookwire, Saraiva, Cultura e o mercado

O mercado editorial brasileiro nunca foi exatamente sinônimo de eficiência e transparência. Muitos dos autores do Clube, aliás, chegaram aqui justamente por estarem cansados de não receberem pelas suas vendas ou de serem descaradamente enganados pelas suas editoras e distribuidoras.

Vou além, até: curiosamente, o maior diferencial do Clube, de acordo com a percepção do mercado, nem é a possibilidade de se publicar e distribuir um livro gratuitamente – é a transparência gerada pelo extrato de vendas que fica instantaneamente disponível para os autores.

Pois bem: essa história chegou a um outro nível aqui no Brasil.

Semana passada, a Bookwire, uma das maiores distribuidoras de ebooks aqui no Brasil, disse que pararia de distribuir os livros eletrônicos para Saraiva e Cultura por falta de pagamento.

Resultado imediato: tanto a Lev quanto o Kobo devem ter uma redução intensa nos seus catálogos, prejudicando os leitores que investiram nessas plataformas justamente por conta da oferta de títulos.

Resultado de mais longo (embora talvez não tão longo assim) prazo: editoras tradicionais podem seguir o exemplo e parar de distribuir os impressos pelo mesmo motivo, forçando as livrarias a pagarem o que devem até para que o mercado sobreviva.

Isso tudo parece drástico? E é.

Tome a Saraiva como exemplo. Responsável por algo como 30% do total de venda de livros no Brasil, ela informou as editorias – em março deste ano – que não pagaria ninguém até outubro. Já imaginou o que isso significa para as editoras tradicionais, que imprimem (e pagam por) tiragens imensas contando com o retorno das vendas via canais? Para muitas, significa que 2018 será o ano em que elas fecharão as portas.

A Saraiva não está sozinha. A outra gigante do mercado, a Cultura, também está atrasando pagamentos, em alguns casos por tempo indeterminado, e dificultando ainda mais a vida de toda a cadeia.

Some as vendas das duas maiores gigantes do mercado brasileiro e imaginem o efeito que isso não gera em quem fornece os milhões de títulos de seus catálogos, quase todos disponibilizados por consignação ou por compra sem data de recebimento.

Pois é. Quem hoje passeia pelas belíssimas megalivrarias tem a impressão de estarem em impérios de uma solidez invejável. Isso já não é mais verdade faz algum tempo. Hoje, essas megastores são castelos de papel que sem mantêm em funcionamento por uma mescla de estrangulamento de seus próprios fornecedores com uma ineficiência generalizada do mercado que aceita recorrentes faltas de pagamento como algo natural.

Eventualmente, claro, essa estratégia de sobrevivência baseada mais na reza do que na matemática falhará – como o anúncio da Bookwire começou a deixar claro.

Resta saber o que acontecerá a partir daí.

Se o mercado seguir o exemplo e se negar a financiar as megalivrarias, exigindo receber pelo que venderam, uma onda de profissionalização poderá finalmente chegar às nossas praias (se, claro, as próprias livrarias não quebrarem com o prospecto de honrarem com seus compromissos).

Se, por outro lado, o mercado topar ser extorquido por mais tempo, a bola de neve apenas seguirá crescendo até rolar montanha abaixo e quebrar tudo o que estiver em seu caminho.

Seja como for, o fato é que o mundo editorial brasileiro está prestes a mudar dramaticamente.

Que bom.

Leia Mais

Receba seus direitos autorais via Moip

Já há algum tempo, o Clube de Autores dava a todos a opção de receber os direitos via BCash/ PagamentoDigital. O processo era simples: ao se cadastrar lá e informar isso ao site, o limite de recebimento caía para R$ 75 (ao invés de R$ 100) e as transferências eram feitas para a conta no BCash, a partir da qual você poderia transferir para a conta bancária.

O modelo como um todo fez sucesso, mas acabamos recebendo algumas reclamações quanto ao próprio BCash. Por conta disso, estamos mudando o meio de pagamento para Moip, que já utilizamos para todas as transações.

O caminho é simples:

1) Vá ao https://www.moip.com.br/criarcarteira.do e faça um cadastro no Moip como comprador. Durante o processo, você criará uma conta e cadastrará um email.

2) Vá a www.clubedeautores.com.br e clique em Sua Conta.

3) Lá, vá a dados cadastrais e altere a opção de recebimento para Moip. Se você já tiver a opção de recebimento via BCash, apenas verifique se seu email lá foi o mesmo que cadastrou no Moip. Caso contrário, altere-o e salve os dados.

Pronto! Com isso, as transferências serão feitas sempre quando um limite menor for atingido (de R$ 75) e ainda antes do quinto dia útil do mês!

Leia Mais

Novidade #3: Direitos autorais integrados

O pagamento de direitos autorais sempre seguiu uma regra deixada clara em todos os pontos do site: para receber, os autores precisavam atingir um montante mínimo estabelecido. Se ele optar por receber como depósito em conta, esse montante era de R$ 100; se optasse por receber via PagamentoDigital, ele ia para R$ 75. E, a qualquer momento, mesmo que tivesse R$ 1 a receber, bastava nos enviar um email que fazíamos a transferência como crédito para a sua conta no PagamentoDigital (a partir de onde ele poderia comprar novos livros ou solicitar depósito em sua conta).

O problema era que tínhamos uma vantagem que acabava se convertendo em uma desvantagem. Ou seja: se o autor tivesse livros publicados no Clube e no AGBook, ele precisaria atingir o mínimo nos dois sites para receber. Por exemplo, se tivesse R$ 50 a receber via Clube e R$ 50 via AGBook, como a soma não era considerada, o depósito acabava sendo postergado e os direitos, acumulados.

Isso também mudou com a Rede CDA.

Agora, toda a administração de direitos é centralizada, de forma que o que consideramos é o conjunto de resultados. E mais: agora, também não é necessário acessar Clube e AGBook para ver as vendas. Em qualquer site, você conseguirá visualizar todas as suas vendas – sendo que o local onde elas ocorreram aparecerá destacado em uma nova coluna chamada de “loja”.

Assim, tudo fica mais fácil e prático para todos!

Segunda tem mais novidade!

Leia Mais

Novidade #1: Processo de pagamento novo

Uma das maiores reclamações que os usuários tinham era justamente de precisar sair do ambiente do Clube para concretizar os pagamentos na interface do PagamentoDigital. Havia, claro, motivos técnicos para isso – incluindo todo um fluxo de controle anti-fraude e restrições técnicas impostas pelos meios de pagamento.

Depois de muita negociação e desenvolvimento, conseguimos quebrar esse paradigma e mudar o fluxo de pagamento mantendo todos os benefícios que incluem segurança, praticidade e assim por diante. Não que isso tenha sido fácil: mudar qualquer coisa relacionada a meios de pagamento – que incluem integrações com bancos, operadoras de cartão, cenenas de regrinhas de negócio peculiares e tudo mais é sempre algo complexo. Mas está feito e, agora, em pleno funcionamento.

Agora, nada mais de ir para a interface do PagamentoDigital para concluir qualquer transação: tudo poderá ser feito aqui mesmo no Clube.

O processo de compra foi dividido em etapas, como pode ser visto na imagem abaixo, facilitando a vida de todos.

E essa é só a primeira das novidades que temos programadas ;-) Quer mais? Voltem aqui na quarta às 9 e você verão!

Leia Mais

Direitos autorais podem ser depositados a partir de um mínimo de R$ 75

Até agora, havia uma única maneira dos autores receberem os seus direitos autorais: com depósito em conta feito no quinto dia útil do mês subsequente ao que acumulassem um montante mínimo de R$ 100.

Esta modalidade continua valendo – mas implementamos, esta semana, a possibilidade do autor receber a partir de um montante mínimo. Trata-se do pagamento feito via Pagamento Digital, funcionando da seguinte maneira:

Com o pagamento de direitos autorais via Pagamento Digital, a transferência será feita para a conta que autor tiver no próprio PagamentoDigital tão logo atinja um montante mínimo de R$ 75 (também no quinto dia útil do mês subsequente ao que este acúmulo for feito).

Esta forma inclui as seguintes vantagens:

1) Você pode solicitar programar a transferência direta entre o PagamentoDigital e a sua conta bancária. Neste caso, a única diferença da modalidade tradicional de recebimento é que o montante mínimo é menor, para vantagem do autor. 

2) Você pode utilizar o montante transferido como créditos, comprando o seu ou outros livros sem precisar utilizar cartão ou boleto. Nesse caso, sempre que você tiver créditos o suficiente para uma compra, eles aparecerão como uma opção de forma de pagamento adicional.

O autor pode também alterar a sua modalidade de recebimento a qualquer momento, bastando que vá a Meu Espaço > Dados Cadastrais e clique na opção desejada.

Se você já quiser testar esta modalidade de imediato no final do ano, recebendo a partir de R$ 75 (e não mais de R$ 100), basta ir a Meu Espaço > Dados Cadastrais e clicar na opção de recebimento via Pagamento Digital (inserindo o email que você cadastrou lá).

Leia Mais