Livros do Clube serão distribuídos para as maiores redes de livrarias

Finalmente, depois de ANOS, os livros impressos do Clube estarão disponíveis nas seguintes lojas: 

  • Amazon
  • Submarino
  • Americanas
  • Buscapé
  • Mercado Livre
  • Shoptime

Ainda estamos em negociação com algumas outras e teremos novidades em breve. Bom… as regras serão as seguintes: 

Hoje, quando se autoriza a distribuição de ebook pelas lojas virtuais (Apple, Google, Amazon etc.), se aceita também regras novas de remuneração para que possamos incluir o repasse financeiro de parte do preço de capa para essas lojas. As regras qiue adotaremos aqui serão as mesmas. Ou seja: 

Se seu livro custar, hipoteticamente, R$ 35,00 no Clube, dos quais R$ 5,00 são de direitos autorais, este montante continuará valendo apenas para vendas feitas através do site do Clube. Caso o livro seja vendido, por exemplo, via Amazon, a sua remuneração será fixa de 20% sobre o preço final – ou seja, de R$ 7,00. Apenas para frisar: custe o que custar o livro, o preço no Clube ou nas lojas será o mesmo e, no caso de vendas pelas lojas, o autor receberá sempre 20% do preço de capa. 

Se você já tem um ebook autorizado a ser distribuído, não precisará fazer nada – a mesma regra se aplicará ao impresso. Caso não tenha e deseje distribuir o seu livro pelos canais, basta que vá a Sua Conta, clique em Livros Publicados, clique no botão de ações e vá a Gerenciar Publicações em Livrarias, seguindo as instruções na tela. 

Deixamos apenas um aviso importante: ainda estamos em processo final de integração com as lojas. Comunicaremos por aqui assim que tudo estiver valendo mas, de antemão, já queríamos compartilhar a notícia com todos os autores. 

Esta é uma vitória importantíssima para todos nós, autores independentes: será a primeira vez que os nossos livros estarão disponíveis em formato impresso para as principais lojas brasileiras! 

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Tomara que as boas livrarias físicas voltem logo

Fazia tempo que eu não ia à Cultura do Conjunto Nacional, aqui em São Paulo, um dos pontos de origem das grandes livrarias brasileiras. Fui recentemente e confesso que não tive a melhor das experiências do mundo.

Na minha lembrança, ela costumava ser um templo do saber com os seus devidos guias espalhados pelos diferentes andares. Estava interessado em artes? Havia ali um especialista ímpar que conhecia cada título, autor e tema pronto para ajudá-lo. Literatura portuguesa? Outro especialista brotava do chão para te guiar entre Camões e Saramago. Negócios? Um terceiro, amigo íntimo de Kotler e Porter.

Por muito tempo, a Livraria Cultura foi a minha Meca pelo simples fato de empregar pessoas que eram nitidamente apaixonadas por livros. Algo óbvio para uma livraria? Talvez em outros tempos.

Por favor me entendam: não quer fazer nenhuma crítica isolada à Cultura em si, que mesmo hoje segue como uma das melhores livrarias paulistanas. Mas esses especialistas, esses apaixonados por livros que falavam com propriedade de Platão a Sartre simplesmente evaporaram não apenas dela, mas do mercado inteiro.

Em seus lugares, profissionais clonicamente treinados para encontrar rapidamente títulos disponíveis ou para lamentar a inexistência de outros no estoque. Tudo rápido como mandam as leis do mercado, claro… mas tudo absolutamente descolado de um ambiente que deveria ser pautado pelo Saber.

Os especialistas em livros não sumiram só da Cultura, repito: eles foram, aparentemente, abduzidos em massa do planeta Terra. Exceto por um ou outro sebo escuro escondido em alguma rua de algum centro, todas as grandes livrarias se transformaram em ambientes tão assépticos quanto a sala de espera de uma clínica ortopédica.

“São as leis do mercado”, dizem muitos. Será? Leis de mercado costumam ser infalíveis por unir, em um casamento perfeito, o que o consumidor busca ao que o empreendedor oferece. Só que, se o mercado editorial tradicional está à beira do colapso, certamente é porque as tais leis do mercado foram, no mínimo, mal interpretadas.

Falando como consumidor, quando quero comprar algum livro específico, dificilmente vou a uma livraria física: a Internet me satisfaz com maior velocidade, menor preço e garantia de “encontrabilidade”. Mas e quando eu preciso ser “guiado” em um tema qualquer, quando ainda estou tateando um assunto imerso naquela típica insegurança socrática? Aí só a opinião alheia pode ajudar.

E sim: certamente conseguirei encontrar uma diversidade de opiniões alheias na Internet… mas às vezes há simplesmente caos demais no ambiente digital para que se consiga extrair dele um rumo mais claro, uma curadoria confiável.

É esse tipo de rumo que eu, pelo menos, esperaria encontrar em uma livraria física.

É precisamente ele que não existe mais lá.

Não é de se surpreender que a própria Cultura, assim como muitas outras redes de livrarias, estejam fechando lojas e diminuindo seus espaços: esse “nivelamento por baixo” generalizado que elas encamparam acabou se mostrando diametralmente distante das leis do mercado que pregam, acima de tudo, que se conheça bem tanto o consumidor quanto o próprio produto.

Tomara que alguma livraria acorde para o fato de que vender livro não é o mesmo que vender bananas.

Tomara que as boas livrarias físicas voltem logo.

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As livrarias se tornaram supermercados

Esse post não é meu e nem é novo. Peço desculpas ao leitor, mascarei lendo-o apenas agora e, justamente por considerar o tema extremamente importante e atual, decidi repostá-lo aqui.

Ao longo de toda a minha vida, sempre considerei livrarias como templos sagrados. Mesmo na minha infância, na cidade de Salvador, onde boas livrarias costumavam ser tão raras quanto dia de inverno, eu dava um jeito de me entrincheirar, por algumas horas que fossem, onde conseguisse mergulhar em páginas de histórias.

Em muitas delas, confesso, o conhecimento dos vendedores sobre livro era nulo. Lembro uma vez de ter pedido um livro sobre ‘reforma protestante’ e ter ouvido do vendedor que ele não tinha nada sobre esse tema, mas tinha 2 títulos sobre ‘reforma agrária’.

Ainda assim, o tempo passou. As livrarias evoluíram. Os ambientes ficaram com menos cara de mofo e mais gostosos, perfeitos para se passar o tempo. Os vendedores, guias fundamentais principalmente para quem ainda está indeciso, se informaram.

Diria que, ao menos em nossas terras, vivíamos a era dourada das livrarias.

Até que elas viraram grandes negócios. Veja: não tenho nada contra grandes negócios. Nem poderia: todo empresário, afinal, tem mais é que querer que seu negócio cresça, prospere.

Mas, no ramo de livrarias, esse crescimento acabou sacrificando justamente a literatura. Sim: hoje temos ambientes mais confortáveis que na década de 80 – mas com níveis de (des)conhecimento dos seus “guias” quase igual.

Um retrocesso tenebrosamente triste.

Vale conferir o artigo (clique aqui) – antes que me alongue tanto que essa introdução acabe ficando maior do que o seu alvo real!

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10 livrarias incríveis para conhecer em São Paulo

Dia desses me deparei com uma lista de livrarias incríveis em São Paulo. Bom… quem segue este blog já sabe que sou meio fissurado tanto em listas quanto em livrarias.

E, como vivo em São Paulo já faz mais de 20 anos, sempre acreditei conhecer pelo menos quase todas. Ainda bem que estava errado :-)

O bom de cidades grandes é justamente a infinidade de possibilidades de descobertas – e essa lista da Vejinha acabou dando também dicas preciosas para o próximo final de semana. Se você vive ou está de passagem por Sampa, portanto, aconselho acessar a lista e montar um programa cultural pelos templos de literatura da metrópole. Uma coisa posso garantir: vale MUITO a pena – principalmente pelas pérolas fora do circuito tradicional como a Zaccara, a Fonomag ou – melhor – a Tatuí, dedicada a literatura independente!

Para acessar a lista completa clique aqui, na imagem abaixo ou vá direto ao link http://vejasp.abril.com.br/materia/livrarias-sao-paulo?utm_source=redesabril_vejasp&utm_medium=facebook&utm_campaign=vejaspScreen Shot 2015-11-02 at 11.51.05 AM

 

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O livro é caro? É por isso que o brasileiro lê pouco?

Desde crianças nos habituamos a ouvir de todos – pais, professores e amigos – que o principal problema do livro é seu preço. “Livro é caro”, repetimos incessantemente por gerações. 

Mas ele é mesmo? 

Não se vai ao cinema hoje por menos de R$ 40 (se somarmos ingresso à sempre presente pipoca). Ainda assim, o brasileiro vai, em média, quase 8 vezes por ano ao cinema. 

O preço médio de um livro é menor que R$ 35 – mas, em média o brasileiro tenta lê 4 livros e consegue chegar ao fim de 2,1 deles em um ano inteiro. Assutador. 

E porque comparar livro com filme? Porque ambos são modelos de se contar histórias, sendo que o livro é um tipo de meio que pode ser “aproveitado” por mais tempo, costuma trazer conhecimento de maneira bem mais densa e trabalhar a imaginação de qualquer pessoa como nenhuma outra narrativa. 

O problema, então, é o preço? Se isso fosse verdade, iríamos ao cinema uma vez na vida e outra na morte. Não é o caso. 

Dizem que quando se repete uma frase o suficiente ela vira uma verdade quase incontestável. Dizer que o brasileiro lê pouco porque o livro é caro é um caso típico disso: estamos tão habituados a considerar esse fator como absolutamente preponderante que sequer nos damos ao luxo de questioná-lo. 

O livro poderia custar menos? Sim, sem dúvidas – da mesma forma que o ingresso do teatro, o preço de um jantar ou um celular novo. Tudo poderia custar menos pelo simples fato de que ninguém gosta de pagar muito por nada. 

Mas daí a acreditar que o brasileiro lê pouco porque o livro é caro é um tipo de conclusão não apenas precipitada, mas totalmente sem base em parâmetros empíricos e capaz de afundar toda uma indústria criativa que, como qualquer outra, precisa de investimentos para poder crescer com qualidade.

  

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