O preconceito dos intelectualoides vazios e a realidade da literatura

Por algum motivo qualquer – provavelmente algum surto de ignorância coletiva daqueles que volta e meia eclodem na Internet – começou a circular pela rede uma horda de opiniões sobre “o fim da literatura”, alegando que só se encontra livros de autoajuda nas grandes livrarias.

Fica difícil até escolher por onde começar a fazer uma crítica, tamanha a superficialidade e a arrogância dessas opiniões. Mas vamos lá: tentemos.

O que é uma boa literatura?

Uma boa literatura é – e não há outra maneira de colocar isso – uma opinião. Simplesmente isso.

Quando comecei o Clube, há dez anos, ouvi quilos e mais quilos de críticas vazias quanto a algum meio de se certificar a qualidade do conteúdo dos livros aqui publicados. Certa vez perguntei a um dos críticos que tipo de livro ele prefere.

Vou evitar citar títulos aqui, mas dos 5 que ele citou, nenhum único chegava perto do que eu considerava uma obra minimamente razoável. Na minha opinião, portanto, todos eram livros péssimos.

Isso significa que todos fossem, de fato, péssimo? Somente se eu fosse arrogante ao ponto de achar que o mundo deveria viver e morrer pelo meu gosto pessoal. Não sou – ainda bem.

Qual o ponto que fiz com esse crítico? O de que um determinado livro pode ser excelente para ele e péssimo para mim e de que é justamente a pluralidade de opções que tem transformado o universo literário mundial e trazido tantos novos leitores para o nosso país (e para o nosso mundo).

Não existe, portanto, boa literatura. Existe literatura.

E quanto mais opções literárias existirem, maiores as possibilidades de mais gostos serem atendidos e de mais pessoas ficarem satisfeitas com mais histórias. É, estatisticamente, um ciclo virtuoso: percepção de qualidade efetivamente nasce da constatação de quantidade.

Dentre as opções e livrarias…

Os sujeitos que têm disparado contra o mercado literário brasileiro, criticando-o de ser “monotemático” e de expor apenas títulos de autoajuda, certamente não são consumidores de livros.

Se fossem e tivessem o hábito de perambular pelas prateleiras da Cultura, da Livraria da Vila, da Travessa ou de qualquer outra loja, facilmente babariam com a quantidade de opções e com a qualidade das obras. E, sim, uso a palavra “qualidade” aqui quase que com liberdade poética, pois é muito difícil se sair de alguma megastore sem encontrar ao menos uma quantidade de livros que se encaixem em seu gosto pessoal e que sejam capazes de durar por anos de leitura.

Ainda assim, mesmo considerando uma eventual inexistência de grande livraria nos arredores de todos, há a opção mais óbvia de todas: a Internet.

Aqui, por trás destas mesmas palavras que você agora lê, há sites e mais sites com TODAS as opções literárias existentes desde que Gutenberg inventou a prensa. Arrisco inclusive dizer que não há um único livro hoje que você não consiga comprar – seja ele usado, eletrônico ou mesmo novo.

E isso é fantástico tanto para quem gosta de autoajuda quanto para quem gosta de romances, de ficção científica, de poesia, de negócios, de religião ou de qualquer outro tema.

Qual o cenário para o futuro?

Como não canso de falar por aqui, o melhor possível.

Porque novas tecnologias e modelos de negócio – como o próprio Clube de Autores – viabilizam que uma infinidade de novas histórias ganhem novos leitores, abrindo horizontes literários e trazendo cada vez mais pessoas para esse mundo incrível da literatura.

As próprias grandes redes já entenderam isso e têm aberto um espaço inédito para autores independentes como maneira de diversificar as suas ofertas e de captar leitores que, até então, estavam perdendo.

E isso porque estamos apenas arranhando a superfície das possibilidades no Brasil. Quer um parâmetro de comparação? Mesmo com 85% de participação de mercado aqui no Brasil, o Clube de Autores deve fechar 2019 com algo entre 12 a 15 mil novos livros autopublicados. Sabe quantos livros foram autopublicados nos Estados Unidos no ano passado? Mais de 1 milhão.

A que conclusão chegamos? Há muito, muito espaço para a literatura crescer aqui no Brasil – mas, hoje, a variedade de opções que temos já é tão gigante que, seguramente, podemos afirmar que estamos hoje no melhor momento cultural que jamais estivemos.

E que só temos a melhorar.

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Que livrarias revendem os livros do Clube de Autores?

Temos recebido essa pergunta com alguma frequência – o que é natural dado que, hoje, estar presente na maior gama possível de livrarias online é fundamental para garantir mais vendas.

Vamos além, até: hoje, cerca de metade das vendas de livros do Clube acontecem nessas livrarias.

Entenda isso, portanto, como uma das maiores – senão a maior – vantagem que oferecemos a todos os escritores: somente aqui, no Clube de Autores, um livro autopublicado consegue ser distribuído em tantos sites sem que você precise pagar nada a mais por isso.

Isso significa que basta publicar o seu livro e ele irá automaticamente para todas as livrarias?

Não.

Algumas livrarias – como Cultura e Amazon, por exemplo – exigem que o livro tenha ISBN (que você pode saber como tirar clicando aqui).

E, sim, isso significa que seu livro deve ter o registro de ISBN. Até porque, convenhamos… se você já se deu ao trabalho de escrever uma história, por que evitaria cumprir uma burocracia simples e barata e que garantirá exposição dela ao mundo?

Separamos, abaixo uma lista de livrarias e requisitos de distribuição delas – mas temos também uma página que fala exatamente sobre isso e que sempre estará atualizada.

Vale conferir!

 

 

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Por que 2019 será o ano dos autores independentes no Brasil

Prepare-se para o ano em que o mercado editorial se revolucionará

Isso vai além de um mero desejo: é quase uma constatação feita após uma viagem mental para o futuro viabilizada pela análise das obviedades que nos trouxeram até aqui.

Quais obviedades?

O mercado editorial tradicional entrou em colapso em 2018.

Livrarias fecharam as portas, redes entraram em recuperação judicial, editores e livreiros de todos os portes foram forçados a rever os seus modelos de negócio uma vez que a grande maioria de leitores deixou de encontrar os livros desejados nas prateleiras de suas lojas preferidas.  O que resultou disso? Livrarias passaram a distribuir livros de autores independentes como forma de ampliar a oferta e a Internet – único lugar em que todos são iguais – passou a ser a fonte inquestionavelmente primária para a busca de literatura. E se, em 2018, ano em que tudo isso começou a acontecer de maneira mais intensa, o mercado de independentes já deu um salto de 30%, 2019 promete uma verdadeira revolução.

Mais demanda melhora toda a cadeia de ofertas. 

Quando o Clube de Autores começou, em 2009, o preço do livro era quase impeditivo de tão alto uma vez que gráficas capazes de imprimir 100% sob demanda eram poucas e desconfiadas. Com o tempo, nosso volume foi crescendo – e negociações melhores foram sendo viabilizadas. Nós nunca acreditamos nesse mito de que livro não vende porque é caro (livro, no Brasil e no mundo, é o entretenimento de alta densidade e durabilidade mais barato que existe). Mas, CLARO, quanto mais barato ele for, mais facilmente ele tende a vender. Esse cenário todo, por exemplo, viabilizou a criação de todo um novo projeto novo aqui no Clube que barateou imensamente 0 preço do livro para autores que quiserem manter seus próprios mini-estoques.

Não há mais preconceito com independentes.

No passado, um livro autopublicado era visto com preconceito pelo público leitor. “Se a obra é boa”, pensavam eles,  “por que nenhuma editora a quis?”. Com o tempo, com o crescimento de best-sellers autopublicados e com a popularização da crise editorial brasileira, esse preconceito evaporou por completo. Hoje, aliás, o leitor brasileiro sequer pensa na editora, salve raríssimas exceções: para ele, basta que o livro seja bom e que ele tenha ferramentas o suficiente para formar sua opinião (como a possibilidade de ler algumas páginas e de encontrar críticas na Internet).

Qualidade puxa qualidade.

Autores independentes têm se conscientizado de que um bom livro precisa ser bem trabalhado para vender. Na prática, isso tem resultado em histórias melhor acabadas, revisadas, com capas bem feitas e ISBNs devidamente registrados para que a revenda em livrarias seja viabilizada. Não é apenas o autor que ganha com isso: é toda a comunidade de independentes que, livro a livro, vai aumentando a percepção de qualidade do público leitor.

Quantidade puxa atenção.

Se uma maior qualidade gera um aumento de vendas, esse volume mais significativo de quantidade de títulos independentes comercializados puxa a atenção de todo o mercado tradicional. Isso significa mais espaço dado por livrarias, mais mídia cobrindo novidades, mais oportunidade para novos autores.

Todos esses pontos, ressalto, não são apenas sonhos de verão de quem está aqui, no front da literatura independente, há tanto tempo. Ao contrário: são constatações práticas, são fatos que já vimos acontecer no ano passado e que continuam transformando o que antes era tendência em pura realidade concreta.

Ou seja: se você é um escritor independente aqui no Clube de Autores, aperte os cintos e prepare-se. Sua hora chegou.

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Os livros do Clube que mais vendem na Cultura

Sempre nos perguntamos aqui qual a melhor métrica para efetivamente apontarmos os livros do Clube com maior demanda com leitores.

Já desenvolvemos algorítmos, fizemos campanhas, avaliamos vendas espontâneas digitais e físicas e até mesmo o volume de boca-a-boca nas redes sociais. Sabe a conclusão que chegamos?

Os resultados de vendas fora do Clube são o maior indicador de potencial de sucesso dos livros do Clube.

Parece esquisito? Explico-me melhor.

Quando um autor publica seu livro aqui, é natural que ele utilize o próprio link do Clube para divulgar a sua obra para seu público mais imediato. É natural, portanto, que os mais vendidos dentro das quatro paredes virtuais do nosso próprio ecommerce sejam os títulos escritos por autores com redes de relacionamento mais próximas, mais apegadas.

E isso – obviamente – não está errado… mas também cria um viés que distorce um pouco nossa avaliação sobre os livros com maior potencial.

Onde fomos buscar esses títulos?

Em nossos canais de vendas.

O raciocínio é simples: enquanto as vendas no Clube costumam refletir os estímulos diretos feitos pelos autores, as vendas em lojas terceiras (como Amazon, Cultura, Estante e outras) costumam mostrar os resultados espontâneos, fruto de pesquisas e decisões tomadas diretamente pelos leitores sem tanta influência assim dos escritores.

Sim, entendo que há casos e casos e que sempre haverá resultados em canais de venda fruto de indicações diretas de autores neles. Mas nossas próprias análises mostram que isso está longe de ser a regra.

Então, comecemos pela Livraria Cultura. Sabe quais são os 5 livros que mais venderam lá na semana passada? Ei-los:

O Despertar da Consciência

90km

Trilhando Sonhos

Modelagem Prática

Cyriacolândia: Território da Família Rondon no Pantanal

E sabe o que é mais incrível desta lista? Há de tudo nela. O primeiro livro está categorizado no Clube como esoterismo; o segundo, como esporte; o terceiro, como relato de viagens; o quarto, empreendedorismo; e o quinto, história.

Há, verdadeiramente, de tudo aqui no Clube de Autores: e há também, no mercado geral, espaço para tudo e para todos.

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Celebre-se: escreva a sua história

Se você escreveu um livro e o publicou, não esqueça de celebrar-se.

Não digo aqui para se abraçar e se beijar, claro – embora isso também não seja um mau conselho dado que escrever um livro é um marco incrível. Mas digo para organizar o seu próprio evento, o seu lançamento.

O motivo? São poucos os momentos em que você conseguirá reunir tantos interessados – incluindo família e amigos – com o objetivo de dar ignição às suas vendas.

Em um lançamento, dezenas ou centenas de pessoas – dependendo das suas redes sociais (virtuais ou não) se reunirão para comprar um pedaço da sua mente, para garantir que olhos percorrerão os papeis que escreveu, para espalhar a sua palavra.

Daí, muita coisa pode acontecer. Pode ser que seu livro viralize e alcance novos mundos; pode ser que você seja catapultado para os holofotes literários; ou pode ser que você viva o auge da vida do seu livro ali mesmo, naquele evento.

Mas, seja como for, não há como perder: se é no livro que uma história se escreve, é também no seu lançamento que o autor vira protagonista.

Isso sem contar, claro, que as opções de lugares são imensas, em qualquer cidade do país. Qual livraria não aceita negociar ou mesmo dar espaço, afinal, para que autores levem hordas de leitores dispostos a comprar livros em seus domínios? Normalmente, é uma questão de ir até a sua preferida e negociar uma data. Simples assim.

Tem um livro publicado aqui no Clube? Então não perca tempo: organize já seu evento de lançamento. Escreva melhor a sua história.

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