Como escrever conteúdos para a Internet que encantem os leitores

Como já postamos aqui algumas vezes, manter uma presença ativa na Internet é essencial para cativar a sua audiência e, consequentemente, garantir mais sucesso na estratégia de divulgação do seu livro. Mas não basta apenas escrever: é preciso saber como escrever para a Internet, garantindo uma aderência maior com o seu público e o uso de algumas técnicas que posicionem melhor seus textos nos buscadores.

Esta semana convidamos o Caio Nogueira, da Upsites, para falar um pouco sobre o assunto. O texto que segue, abaixo, é dele:


Uma das maneiras de aumentar a visibilidade e a autoridade da sua marca é produzindo conteúdo online e um dos principais canais utilizados atualmente é o blog. Se você está começando na criação de sites ou já atua com essa estratégia, mas quer engajar mais o seu público, seja comentando ou compartilhando seus posts, o artigo de hoje é para você. Aprenda agora como escrever conteúdos para a web que encantem seus leitores!

1. Escreva de acordo com a sua persona

Uma vez que você tenha sua persona em mente, escreva o tempo todo pensando na linguagem dela.

Algumas pessoas cometem o erro de achar que toda linguagem para a web deve ser direta e genérica, mas de acordo com o seu nicho isso pode variar bastante.

Se no seu nicho, sua persona utiliza alguma expressão muito específica, não tenha medo de usá-la, desde que você tenha certeza que seu público irá entender.

Saia da zona de conforto!

Afinal, de nada adianta você manter um texto muito superficial, se sua persona quer mais detalhes, seu conteúdo não será informativo.

2. Crie uma estrutura para o texto

Após definir sua persona, crie uma estrutura para o seu texto, seguindo sempre uma pequena introdução, o desenvolvimento do assunto em tópicos e uma conclusão.

Essa é a estrutura básica que aprendemos na escola, mas a diferença é que para fazer seu público engajar, não se esqueça de usar as “call to action”, mecanismos para induzir sua persona a tomar uma ação.

Por isso, na introdução sempre diga qual dúvida será solucionada no texto, convidando o leitor a rolar a página.

Enquanto isso, no fim do texto, convide o leitor a compartilhar o artigo, comentar ou outra ação que seja seu objetivo.

3. Evite vícios de escrita

Por último, caso você esteja escrevendo os conteúdos do seu blog por conta própria ou contratando um redator, fique atento aos vícios de escrita.

É normal termos algumas manias na nossa linguagem, mas na redação para a web, isso cansa o leitor.

Por isso, evite sempre:

Repetição de informações

Ficar voltando ou reforçando várias vezes ao mesmo tema é um péssimo hábito de escrita. Evite-o.

Frases muito longas

Para tornar o texto mais escaneável, quebre as frases e parágrafos. Mesmo que seu texto seja interessante, ele não irá entreter o leitor se não for facilmente escaneável.

Inserir muitos advérbios terminados em (-mente)

Apesar de necessário em alguns casos, as frases com terminações em -mente cansam o leitor. Sempre que possível, troque por expressões mais imperativas.

Em vez de “normalmente ele compra”, troque por “é normal ele comprar”.

Voz passiva

Isso significa evitar frases como “A porta foi fechada por Pedro”, mas sim substituir por “Pedro fechou a porta”.

Uma dica para detectar todos esses vícios é ler seus textos 1 dia depois de estarem prontos. Nunca leia logo após terminar, pois sua mente já está viciada naquela leitura e não irá identificar os problemas.

4. Use elementos gráficos

Uma dica que parece simples pode aumentar o valor dos seus blogposts, pois a disposição de um texto na web facilita a leitura dele.

Não adianta um artigo estar completo com, se ele não é escaneável ou não deixa as informações principais destacadas.

O leitor na internet tem pressa, por isso, use elementos como cores, fontes diferentes, negrito, itálico ou sublinhado.

Porém, use com cautela e tente encontrar um padrão para o uso dos elementos gráficos.

5. Não espere por sua inspiração

A última dica é que muitas pessoas pensam que a escrita é uma questão de “dom” ou inspiração que apenas alguns têm. Porém, a boa escrita pode ser conquistada a partir de muita leitura, prática, tentativas e erros.

Além disso, você não precisa ter uma inspiração de repente. Basta criar um contexto para que ela aconteça.

Para isso, você pode dar um tempo à sua mente, seja fazendo meditação, exercícios físicos ou mesmo assistindo à uma série ou documentário sobre o tema que deseja escrever.

Você tem alguma dúvida sobre seu conteúdo? Deixe seu comentário!

 

 

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Ler é multiplicar tempos

Já fiz um post aqui no blog sobre o papel que a leitura tem em nos fazer colecionar tempo.

Não pretendo me repetir sobre o assunto, mas sim abordar a forma com que os nossos tempos tem contribuído para enriquecer o nosso acervo literário como nenhum outro na história da humanidade.

Antes, um resumo meio cru de como encaro a literatura: a partir do momento em que livros nos transportam para outros tempos e outras realidade, nos alimentando de conhecimentos acumulados aos quais provavelmente jamais teríamos acesso em uma única vida, eles acabam alongando o nosso Tempo no mundo. Afinal, só sendo um louco para entender o poder da verdade carregada em Hamlet; só sendo um turco do século XVII para entender direito o quanto humanidade se opõe à perfeição como em Vermelho; só estando muito em contato com a própria brasilidade para se perceber como somos todos Macunaíma. Livros, portanto, multiplicam o nosso Tempo no mundo a cada nova experiência de vida alheia que nos permitem acumular.

OK… e o que isso tem a ver com a vida moderna? Tudo.

Primeiro, pela quantidade. Se vivêssemos nos ermos tempos do Nome da Rosa, precisaríamos ser teólogos, detetives e atletas para conseguir percorrer o mundo em busca dos poucos livros que se espalhavam pelos monastérios europeus. Nem precisamos ir tão longe: em nenhum outro momento da história da humanidade se tem tantos livros e com tão fácil acesso quanto hoje. Tem dúvidas? Navegue por minuto no Clube de Autores e veja as mais de 50 mil obras publicadas aqui apenas em 7 anos.

Segundo, pela disponibilidade. Se livros eram restritos a poucos exemplares guardados como preciosidades (e, portanto, pouco acessíveis a todos), hoje eles são mais disponíveis do que orvalho à noite.

Há livrarias espalhadas por todas as cidades esbanjando acervos de dezenas de milhares de livros. Há a Estante Virtual que reune uma rede imensa de sebos e faz da falta de estoque um problema essencialmente inexistente. Há Apple, Google e Amazon entregando ebooks que podem ser lidos nos mais diversos devices. Há Audible e Ubook fazendo livros entrarem pelos nossos ouvidos.

Esse é, inclusive, o terceiro ponto: as diferentes formas. Uma coisa é ler livros, tarefa que exige, obviamente, um mínimo de “atenção ocular”. Outra coisa é ouvi-los.

Ouvir livros é algo que pode ser feito quando se está preso no trânsito, quando se está correndo no parque, quando se está batendo perna no shopping. E veja que maravilha: ao invés de passar horas encarando uma fila de faróis vermelhos parados na Marginal pensando no vácuo, pode-se ouvir os contos de outros mundos de V.S. Naipaul ou Chinua Achebe.

E, de carona com esses mestres, pode-se entender o mundo sob as suas óticas, aprender com as suas visões e crescer com as suas imaginações. Pode-se acrescentar mais Tempo ao nosso tempo, mais vida à nossa vida.

Vivemos uma era singular em que podemos inserir séculos ou milênios, de maneira quase gratuita, no tempo que temos sobre esse nosso mundo.

Isso não é incrível?

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Amanhã: Webinar gratuito sobre os desafios de ser um escritor na era digital

No dia 16/06 (amanhã), às 15 horas, o Clube de Autores realizará um batepapo online sobre os desafios de escrever, publicar e divulgar na era digital.

Contando com uma das mais renomadas especialistas no assunto, Susanna Florissi, neste encontro conversaremos sobre a essência do processo da escrita: que tipo de conteúdo o autor deseja publicar, que estilo busca, quem é seu público, quais os canais onde quer que o seu texto seja lido, e muito mais.

Você é nosso convidado! Para participar, clique aqui e se inscreva gratuitamente!

Quem é Susanna Florissi:

Com vasta experiência no mercado editorial, é Diretora Editora da CBL – Câmara Brasileira do Livro, sócia da Editora Galpão e Proprietária da Torre de Babel Idiomas. Fez parte da Comissão Organizadora do Prêmio Jabuti, coordenou a Comissão do Livro Digital e, hoje, coordena a Comissão para a Promoção de Conteúdo em Língua Portuguesa da mesma CBL, entre outras atividades.

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Não é um livro, mas conta várias histórias (que podem dar um belo livro)

Por mais sagrado que seja o livro, ele nem sempre é o meio ideal para que histórias sejam contadas – principalmente em situações que reunam uma multiplicidade de autores relatando o seu cotidiano, formando assim uma verdadeira colmeia de contos em tempo real.

Para essas situações, aliás, a Internet veio como uma ferramenta ímpar. Você já ouviu falar, por exemplo, de uma comunidade de motoboys que relata os seus cotidianos usando as ferramentas que tem à mão – de Web a celular?

De certa forma, esse coletivo de contadores das histórias que vivem no dia-a-dia acaba sendo não apenas uma incrível forma de expressão, como também a síntese do pensamento de toda uma classe que está batalhando a vida nas ruas ingratas de uma das maiores metrópoles do mundo. E é justamente por esse tipo de inovação que indicamos essa comunidade por aqui pelo blog – nem que seja para que os tantos autores aqui no Clube possam se inspirar para criar as suas próprias histórias com base nesses personagens reais ;-)

Quer conhecer a comunidade? Então comece clicando aqui ou no link http://www.megafone.net/SAOPAULO

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