Percebendo a percepção

Sempre tive como verdade absoluta que percepção é tudo – e que percepção é sempre relativa.

Tudo, no final das contas, depende de como o nosso cérebro cruza informações e experiências para gerar opiniões. Não é por outro motivo, aliás, que todos sempre temos opiniões fortes sobre tantas coisas.

Um programa na BBC fez uma espécie de metáfora mais dura com isso, forçando o cérebro a enxergar em cores uma imagem em preto e branco. Veja o vídeo e abstraia esse experimento para as nossas visões de mundo.

Antes, uma explicação técnica: esse fenômeno que você testemunhará no vídeo tem a ver com nossas “células cone”, um dos dois tipos de fotoreceptores em nossa retina e responsáveis pela visão a cores.

Temos três tipos de cones sensíveis a ondas de luz azuis, verdes e vermelhas. Quando somos expostos em excesso a uma única cor, o cone ligado a ela fica superestimulado, “cansado” e deixa de “responder”. Isso te deixa apenas com os outros dois tipos de cone temporariamente, o que, consequentemente, o faz enxergar as cores complementares (como vermelho versus verde ou azul versus amarelo).

Depois de alguns segundos, os cones voltam a funcionar normalmente e pronto.

Abstraindo o experimento, é o mesmo que acontece quando ficamos expostos em demasia a uma única visão de mundo: nos cansamos e passamos a ver “o outro lado”. Lembra de Laranja Mecânica, que “tratou” o protagonista estuprador com uma overdose de cenas de sexo? A mecânica é a mesma.

Para ajudar: ao ver o vídeo abaixo, haverá um momento em que você verá uma bola azul no centro da imagem. Foque-se nela e percebe como verá a imagem “preto e branca”.

 

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Por que um bom livro é uma porta secreta?

A infância é surreal. Já comentei isso no post da quarta passada quando me alonguei, talvez mais do que o necessário, sobre como livros permitem que crianças criem mundos de acordo com as suas próprias e pessoalíssimas visões de mundo.

Nessa linha, vale muito conferir a palestra do autor Mac Barnett sobre a escrita que escapa das páginas abrindo todo um caminho para a imaginação:

 

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Fazer pelo menos uma coisa impossível em 2015

O post de hoje não é, exatamente, sobre literatura. Ou é: depende da ótica.

Enquanto navegava pela Web, acabei me deparando com um site no mínimo diferente: o Impossible HQ. Sua proposta: convencer pessoas a fazerem o que elas julgam impossível, transformando cada uma em pura inspiração para si mesmo e para os outros. E isso pode parecer piegas… mas já imaginou a quantidade de novas e empolgantes histórias que nós, escritores, teríamos para contar se saíssemos mais do nosso status quo e buscássemos nos aventurar para além das fronteiras do possível?

O autor do site, Joel Runyon, já correu ultramaratonas, escreveu livros, construiu escolas em áreas carentes da América Central e somou um volume tão grande de experiências que a sua vida em si já é uma história daquelas que vale a pena ser contada. E isso tudo partindo de um começo duvidoso, quando ele estava desempregado morando na casa dos pais.

Moral da história: até o impossível pode se transformar em possível – basta querer.

Estamos em final de ano, época em que todos costumam repensar o seu passado, analisar o presente e sonhar com o futuro. E que tal colocar como uma das metas para 2015 a realização de pelo menos uma coisa que, hoje, você considera impossível?

Eu, pelo menos, certamente seguirei esse caminho!

Ricardo.

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