A força da poesia

A poesia costuma ser o gênero literário mais escrito e mais desprezado.

Temos tanto poetas quanto críticos acusando-os de serem expositores da própria definição de pieguice. Uma pena.

Schopenhauer dizia que os dois trabalhos mais fundamentais para a humanidade eram a filosofia e a poesia. Basta ler Drummond, Bandeira e João Cabral de Melo Neto para concordar.

Mas não irei no vasto arcabouço de poetas brasileiros hoje. Hoje, recorrerei a um vídeo de uma poeta de Darfour para provar o meu ponto.

Vejam o relato abaixo.

Há como entender bem o drama da realidade humana sem que ele seja contado assim, por alguém como Emi Mahmoud relatando sua fuga de um genocídio?

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Escapando do Khmer Vermelho

Na quarta passada, fiz um post aqui sobre o infame livro do Hitler. Minha tese, sempre aberta à opinião alheia, é simples: somente conhecendo a história é que conseguiremos evitar que erros da humanidade se repitam.

Ou, em outras palavras, proibir qualquer lado da história de ser divulgado e interpretado apenas terá como consequência gerar um viés cujas consequências podem ser exatamente as mesmas que queremos evitar.

Nós, humanos, vivemos de histórias. Aliás, é o hábito de transformar fatos e imaginações em histórias repassadas por gerações que nos diferencia dos outros seres vivos que compartilham nosso conhecimento conosco. Vamos a um outro exemplo, saindo da ideologia nazista mas permanecendo no rol dos grandes desastres humanitários do nosso passado recente: o Khmer Vermelho.

Veja esse depoimento de Sophal Ear (que já postei aqui há algum tempo), que conheceu o regime a fundo. Aprendamos com ele.

Aprendamos a ouvir as vozes que sempre estarão dispostas a falar.

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