Que ferramenta você deve utilizar para escrever seu livro?

Costumamos acreditar que livros são peças complexas, de um tipo de sofisticação além do alcance para meros mortais.

Vale desconstruir essa crença.

A complexidade e sofisticação de um livro – que, sim, obviamente existe – não está no formato, no acabamento: está no conteúdo.

Não que o acabamento não precise ser bem feito: livros sem uma boa capa, uma revisão bem feita e uma diagramação interessante tem chances muito, muito maiores de não performarem bem. Mas perceba que tudo isso – capa, diagramação, revisão – é um conjunto de serviços autorais que, da mesma maneira que o conteúdo do livro, depende muito mais do artista, do autor.

Sim, preste muita atenção a isso na seleção de um time perfeito para garantir um bom acabamento ao seu livro. Mas nada disso – absolutamente nada disso – tem a ver com ferramenta.

Que ferramenta você deve utilizar para escrever? Word, notepad ou qualquer outra que preferir.

Para fazer uma capa, caso seja você mesmo o capista? A que se sentir mais confortável.

Ou seja: não se prenda a ferramentas. Prenda-se ao resultado final delas, quaisquer que sejam.

Nesse sentido, vale conferir esse post aqui sobre como escrever um livro (e navegar também por outros posts e materiais ligados a ele).

De toda forma, o importante é: concentre-se no resultado final. É o resultado que deve importar, que deve ser próximo da perfeição. Os meios para chegar nele, as ferramentas, são essencialmente irrelevantes.

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Qual a média de preço de livro no Brasil?

Definir o preço de um livro não é exatamente uma tarefa fácil – há toda uma série fatores a se levar em conta que vão desde as características físicas da obra (quantidade de páginas, gramatura do miolo e da capa etc.) até o tema abordado nela. 

E não, não acreditamos ou aconselhamos que se tome como regra sagrada a máxima de se estabelecer o preço de um livro no menor patamar possível ou mesmo cirurgicamente dentro da média brasileira. Cada livro é um livro, cada realidade é uma realidade. 

Ainda assim, parâmetros são sempre importantes para nos dar uma base, uma visão de quanto, ainda que na mais grosseira das médias, o brasileiro costuma pagar por um livro. 

O dado mais recente que temos é o do ano passado, 2017, que fixa o valor em R$ 40,31 (pouco mais de 1% acima de 2016 e de 10% acima de 2015). Veja no gráfico abaixo: 

 

 

E o seu livro? Quanto ele está custando? Está dentro, acima ou abaixo da média? 

Quer saber quais outros parâmetros você deve levar em consideração na hora de definir o preço do seu livro? Simples: baixe o nosso manual :-)

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Modelos práticos de arquivos nos tamanhos ideais do Clube

Via atendimento, nós sempre recebemos dúvidas relacionadas a margens para livros, tamanho de fonte, uso de índice etc. Na prática, fora o tamanho da página, todas essas questões são livres, sendo que temos recomendações feitas lá na Universidade do Autor e na página de Dúvidas.

Mas, claro, às vezes é preciso mais do que apenas uma orientação: modelos, por exemplo. Temos esses modelos (ou ‘templates’, como se costuma dizer tecnicamente) prontos no site do Clube, podendo ser acessados diretamente por aqui: https://www.clubedeautores.com.br/webpage/universidade-do-autor

Um ponto importante: esses arquivos são apenas exemplos, já em formato Word, de livros diagramados em alguns dos tamanhos daqui do Clube (como A4 e A5, por exemplo). Quem quiser pode fazer o download e escrever o livro diretamente sobre o arquivo – a ideia é facilitar. Mas já adianto respostas a perguntas que costumamos ouvir:

1) Você pode mudar tudo do arquivo – ele é só um modelo, um exemplo que fizemos para facilitar a vida de quem sentir a necessidade de ajuda

2) Não, não é obrigatório se ater a nenhum desses modelos

3) Caso mude, pedimos que preste especial atenção às margens lateriais, superior e inferior – o ponto mais importante é justamente esse

Assim sendo, segue o link para a Universidade do Autor, onde os modelos podem ser encontrados na parte inferior da página: https://www.clubedeautores.com.br/webpage/universidade-do-autor

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Mercado de ebooks mostra sinais de estagnação no mundo

Antes de sequer começar o post: desde que começamos as nossas operações, lá nos distantes idos de 2009, sempre afirmei aqui pelo blog que está para surgir algum formato de leitura que aniquile os demais. À época, era grande o temor de que ebooks simplesmente assassinassem o livro impresso.

Não foi o que aconteceu. Já faz mais de um ano, aliás, que a indústria mundial vem relatando queda nas taxas de crescimento de livros eletrônicos enquanto os impressos permanecem ganhando território.

Recentemente, novos dados e estudos reforçam que o ebook está perigosamente próximo da estagnação. Apenas para citar um trecho de matéria publicada na Folha (íntegra aqui) em 2015:

A venda do Kindle, o leitor de e-book da Amazon, que domina o mercado, vem caindo tanto que a rede britânica de livrarias Waterstones abandonou em outubro as vendas do aparelho. E a consultoria Gartner projetou para 2017 uma redução para a metade das unidades vendidas em 2014.

Uma análise mais recente foi feita pelo blog Inteligência Competitiva, com mais números e dados pra lá de interessantes. Vale conferir a matéria na íntegra clicando aqui ou na imagem abaixo – mesmo porque nós, autores, temos a obrigação de nos mantermos informados com relação a qualquer coisa que envolva o hábito de leitura do mundo… certo?

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A queda dos ebooks

Há alguns anos, o futuro do livro era claramente digital. Em pouco tempo, ebooks dominariam os mercados, todos teriam um eReader nas mãos e o impresso passaria a ser artigo de museu. 

Eu mesmo tinha isso como uma certeza, embora sempre achasse que o futuro levaria mais tempo para chegar – quase 20 anos trabalhando com Internet, afinal, me ensinaram que fatalismos raramente viram verdades no curto prazo. Comecei a mudar de opinião há 2 anos quando, de férias em um país coalhado de americanos, passei a observar os hábitos de leitura do povo tido como mais tecnologicamente avançado do planeta.  

O que vi? Jovens de 20 a 40 anos grudados em seus Kindles e tablets lendo de tudo enquanto os mais velhos e crianças – sim, crianças – liam impressos. Antes que me corrijam: sim, é óbvio que crianças mergulhavam nos tablets quando queriam jogar alguma coisa qualquer – mas a leitura delas era praticamente toda feita em impressos. 

E por que isso importa? Porque há algum tipo de espaço entre a adoção ansiosa e empolgada de uma tecnologia e a consolidação dessa adoção nas gerações futuras. Se as previsões mais fatalistas fossem concretas, então se deveria observar uma curva inegavelmente crescente de adoção de ebooks na medida em que as faixas etárias fossem ficando mais novas. Ou seja: se 20% dos jovens liam livros digitais, então 50%, 80% das crianças deveriam fazê-lo. Certo? 

Teorias nem sempre condizem com a prática. 

O que aquela viagem me ensinou foi que há espaço para tudo, diferente do que o sempre ansioso mercado pregava. 

Tive a confirmação desta minha (solitária) tese este ano. 

De acordo com o New York Times, as vendas de ebooks cresceram cerca de mil porcento entre 2008 e 2010, em grande parte impulsionadas pela chuva de leitores digitais no mercado. Não se deve negar os benefícios: carregar ebooks é fácil, os devices comportam milhões de títulos e, desconsiderando o custo dos leitores em si, as histórias são mais baratas. 

Só que o ritmo de crescimento foi diminuindo nos anos seguintes com a mesma intensidade. Sabe o que aconteceu em 2015? As venda de ebooks caíram 10%. E não, isso não se deve a um abandono de hábito de leitura: os impressos cresceram cerca de 8,4% durante o primeiro semestre do ano só na Amazon, a Mecca dos livros digitais.

E por que alguém compraria um impresso se ele é mais caro e tão mais limitado? 

Bom… Primeiro, porque é difícil passar em uma livraria e folhear um livro digital até comprar o que mais apetecer. Há situações em que o mundo físico dificilmente encontra substituto no virtual. 

Mas há outros pontos. Qual a grande vantagem, por exemplo, de carregar um aparelho que armazena milhões de exemplares se só se lê um por vez? E como considerar uma equação que desconsidera o preço de eReaders como Kindles – algo realmente custoso principalmente em um país com tão pouco hábito de leitura como o Brasil? 

Além disso, será que apenas os mais velhos apreciam histórias contadas em páginas ao invés de bits? Aparentemente não. Talvez – apenas talvez – o papel ajude a dar um clima importante para as histórias.

Seja como for, o fato é que os diferentes formatos devem conviver ainda por muito, muito tempo. 

Que bom: quanto mais formas de se ler, afinal, melhor para todos nós que ganhamos opções. 

  

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