Participe da FLIBA, o primeiro evento feito por e para autores independentes do Brasil!

No próximo dia 19 de setembro – uma terça-feira – o Clube de Autores realizará a I FLIBA – Festa Literária do Baixo Augusta – em São Paulo. Será o primeiro evento 100% voltado pra autores independentes do Brasil.

A FLIBA acontecerá na Passagem Literária – uma galeria subterrânea que une a Rua da Consolação à Avenida Paulista, em São Paulo, e que sempre foi dedicada à literatura como um todo. Todo o evento terá um formato inovador – a começar pelo seu estilo. Ao invés de organizá-lo em um local distante do público (como é o caso da Flip, em Paraty, ou mesmo das grandes feiras de livro que acontecem nos sempre fora de mão centros de exposição), a FLIBA acontecerá em um ponto de passagem tradicional de milhares de pessoas. Ou seja: aqui, o evento em si é que irá até onde o público estiver.

E as atrações? Isso depende de você. 

Temos um total de oito espaços/ momentos de exposição para autores – e você pode ocupar um deles. Através do site (http://fliba.clubedeautores.com.br) ou do atendimento@clubedeautores.com.br, você mesmo poderá se candidatar a ocupar um desses espaços para expor o seu trabalho. Qualquer forma de manifestação artística relacionada a literatura vale: encenação, leitura de trechos da obra, saraus, debates, palestras etc.

A mecânica é simples: você diz o que deseja fazer e nós levamos a um comitê de avaliação e seleção. Caso aprovado, o espaço será seu para que divulgue o seu livro, as suas ideias e a sua história para um público de milhares de leitores que, todos os dias, cruzam a Passagem Literária de São Paulo.

Quer participar? Envie sua ideia agora da forma mais detalhada possível até o dia 29 de agosto e leve a sua arte até o grande público!

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Escapando do Khmer Vermelho

Na quarta passada, fiz um post aqui sobre o infame livro do Hitler. Minha tese, sempre aberta à opinião alheia, é simples: somente conhecendo a história é que conseguiremos evitar que erros da humanidade se repitam.

Ou, em outras palavras, proibir qualquer lado da história de ser divulgado e interpretado apenas terá como consequência gerar um viés cujas consequências podem ser exatamente as mesmas que queremos evitar.

Nós, humanos, vivemos de histórias. Aliás, é o hábito de transformar fatos e imaginações em histórias repassadas por gerações que nos diferencia dos outros seres vivos que compartilham nosso conhecimento conosco. Vamos a um outro exemplo, saindo da ideologia nazista mas permanecendo no rol dos grandes desastres humanitários do nosso passado recente: o Khmer Vermelho.

Veja esse depoimento de Sophal Ear (que já postei aqui há algum tempo), que conheceu o regime a fundo. Aprendamos com ele.

Aprendamos a ouvir as vozes que sempre estarão dispostas a falar.

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Sentindo o próprio derrame

Já imaginou se você pudesse perceber, conscientemente, todas as suas funções cerebrais se fecharem uma a uma durante um derrame?

Eu sou da crença firme de que a maior fonte de inspiração de qualquer ser humano é a sua própria vida – incluindo um entendimento mais aprofundado do seu próprio corpo. E, claro, na medida em que passamos por experiências dramáticas, vamos somando mais e mais capacidade de expressão.

Essa palestra que achei fala muito disso a partir de uma experiência real – e é absolutamente inspiradora.

E, afinal, se somos uma comunidade de contadores de história, ouvir histórias impactantes é no mínimo parte do que mais amamos fazer :-)

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Uma visão de futuro a partir dos idiomas mais falados do mundo

Recentemente, o jornalista Alberto Lucas Lopez montou um “mapa-mundi” baseado não em fronteiras geográficas, mas sim no alcance das línguas nativas. Não dá para dizer que foi tarefa fácil: há, afinal, 7.102 línguas diferentes faladas por uma população de 7,2 bilhões.

Os dados abaixo referem-se a uma parcela de 6,3 bilhões, sendo que 4,1 bilhões falam um dos 23 idiomas mais comuns (60% deles orientais).

Três dados curiosos saem dessa análise:

1) O mundo é muito mais oriental que ocidental, principalmente se colocarmos na balança os outros idiomas fora da lista dos “top 23″. Em uma estimativa simples, dá para considerar que algo entre 70% e 75% são “do lado de lá do mundo”.

2) Idioma oficial reflete mais o passado que o futuro: afinal, ele é resultado de uma soma de séculos de hábitos, conquistas, imposições e embasamentos culturais. O gráfico traz, em menos destaque, os idiomas mais aprendidos mundo afora. Dos 7 principais, apenas 2 são orientais: o chinês e o japonês, ocupando, respectivamente, terceiro e sétimo lugares. O inglês é indiscutivelmente dominante, com 1,5 bilhão de estudantes. Mas mesmo traçando um outro comparativo, há mais de 2 vezes mais pessoas aprendendo francês (82 milhões) do que a soma dos diferentes dialetos que podemos considerar como chinês (30 milhões).

3) O português tem uma relevância grande no cenário mundial – mas em grande parte por conta do tamanho da nossa população. Do ponto de vista de volume de estrangeiros interessados em aprender nosso idioma (e, por consequência, nossa cultura), estamos quase no ostracismo.

O que isso nos diz?

Que a crença quase cega que temos de que o futuro pertence à China e que o ocidente está em uma espécie de processo de neo-colonização por eles não encontra respaldo cultural prático nas estatísticas. O chinês é um idioma importantíssimo? Óbvio que sim – mas em muito por conta da globalização que, subitamente, colocou um mercado de mais de um bilhão de pessoas no horizonte do Ocidente.

Mas, se um idioma é a principal arma de dominação cultural, então esse infográfico deixa claro que o futuro pertence muito mais a países de língua inglesa – principalmente os Estados Unidos – do que qualquer outro.

E que nós, aos poucos, estamos sendo deixados de lado. Que triste.

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