Somos mais vanguarda do que o que imaginamos ser

Esse não é um post de autoelogio. Ou talvez seja um pouco… embora se estenda para todos nós, autores do Clube.

Compromissos pessoais me trouxeram para a Itália essa semana.

Estou aqui, na terra de Dante e de Calvino, no berço do renascimento, na origem principal, para ficar em apenas um exemplo, do nosso próprio idioma.

Decidi pesquisar o mercado editorial local.

Sabe o que encontrei?

O mesmo que se encontraria aí no Brasil na década passada.

E isso não se resume à Itália: Reino Unido, Alemanha, França, Bélgica e a imensa maioria dos países europeus estão recheados de escritores e livros sem porta alguma para se mostrar ao mundo. Não há um Clube de Autores lá, um site em que publicar passou a ser gratuito para autores e que, portanto, abriu portas que nem sequer se imaginava existentes.

Verdade seja dita, há algo como o Clube apenas nos Estados Unidos e, em menor escala, na Espanha.

Ainda assim, nenhum deles – CreateSpace ou Lulu, nos EUA, ou Bubok, na Espanha – tem uma distribuição minimamente semelhante à que conseguimos viabilizar daqui, incluindo lojas como Estante Virtual, Submarino, Amazon e tantas outras que estão prestes a se tornar realidade.

Às vezes nos habituamos tanto a considerar o Brasil atrasado que nos esquecemos de olhar ao redor para saber se isso é mesmo tão verdadeiro assim.

No caso de autopublicação, decididamente não é.

No caso do mercado editorial, aliás, somos muito mais vanguarda global do que imaginamos ser.

OK… não era a intenção, mas esse post realmente virou um autoelogio.

Peço desculpas :-)

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Mercado de ebooks mostra sinais de estagnação no mundo

Antes de sequer começar o post: desde que começamos as nossas operações, lá nos distantes idos de 2009, sempre afirmei aqui pelo blog que está para surgir algum formato de leitura que aniquile os demais. À época, era grande o temor de que ebooks simplesmente assassinassem o livro impresso.

Não foi o que aconteceu. Já faz mais de um ano, aliás, que a indústria mundial vem relatando queda nas taxas de crescimento de livros eletrônicos enquanto os impressos permanecem ganhando território.

Recentemente, novos dados e estudos reforçam que o ebook está perigosamente próximo da estagnação. Apenas para citar um trecho de matéria publicada na Folha (íntegra aqui) em 2015:

A venda do Kindle, o leitor de e-book da Amazon, que domina o mercado, vem caindo tanto que a rede britânica de livrarias Waterstones abandonou em outubro as vendas do aparelho. E a consultoria Gartner projetou para 2017 uma redução para a metade das unidades vendidas em 2014.

Uma análise mais recente foi feita pelo blog Inteligência Competitiva, com mais números e dados pra lá de interessantes. Vale conferir a matéria na íntegra clicando aqui ou na imagem abaixo – mesmo porque nós, autores, temos a obrigação de nos mantermos informados com relação a qualquer coisa que envolva o hábito de leitura do mundo… certo?

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"De Babá a Patroa", de Nara Vidal, traz contos reais – e outros nem tanto – sobre a difícil convivência entre crianças, babás e patroas na Europa

Ao desembarcar na Europa, em 2001, Nara Vidal se viu dividida entre o sonho de começar uma vida nova em um país desconhecido e a difícil procura pelo emprego para se sustentar. Formada em Letras pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e com ampla experiência em sua área, ela resolveu largar tudo para apostar em um desejo antigo: morar no Velho Mundo.

Ao chegar, Nara tinha dinheiro suficiente para viver pouco mais de um mês. A necessidade de um emprego era grande e a oferta para estrangeiros recém chegados não era muito animadora. “Poderia trabalhar de garçonete ou babá e preferi a segunda opção. Desta forma, além de casa e comida, teria tempo para me dedicar a outros projetos e estudos”.

Mas como qualquer pessoa que trabalha dentro da casa de uma família, Nara vivenciou todo tipo de situação. “Algumas foram engraçadas, como a falsa promessa de conhecer a rainha da Inglaterra, mas também aconteceram momentos bastante embaraçosos e difíceis”, complementa.

Em 2009, a autora começou a reunir as suas histórias – já não apenas como babá, mas também como mãe – e as colocou no papel. “Me sentia mais madura para escrever sobre o assunto criança. Agora não apenas como uma cuidadora do filho dos outros, mas também como mãe. Neste livro abordo os dois lados da moeda, que conheço bem”, comenta.

A obra, que fala sobre a conturbada convivência entre essas profissionais, as crianças de quem cuidam e suas famílias, aborda também a peculiar dinâmica de vida de alguém que, como imigrante, assume para si a tarefa de participar na educação de crianças inseridas em uma cultura já sedimentada por séculos de história.

Publicada aqui no Clube de Autores, a obra em si está fazendo o mesmo percurso da autora e deve ser lançada também, dentro em breve, em toda a Europa.

Quem quiser conhecer melhor as histórias de Nara Vidal pode encontrá-las em “De Babá a Patroa“, clicando aqui ou acessando diretamente o link http://clubedeautores.com.br/book/8517–De_baba_a_patroa .

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