Número de livros publicados por mês cresce no Clube

Nós tínhamos uma média histórica, aqui no Clube, de cerca de 20 a 25 livros novos publicados todos os meses. Era uma média relativamente estável, que, salvo algum período de pico qualquer, nao mudava por nada.

Bom… pelo menos até esses últimos meses.

Pela primeira vez em alguns anos, o mês de abril registrou uma média maior: 893 livros novos, com 29 publicados por dia.

Poderia ser uma exceção, claro… mas os meses seguintes mostraram que era uma tendência. Em maio, saltamos para 918 títulos; em junho, 1.156; e, em julho, de acordo com nossas previsões baseadas nos primeiros 23 dias do mês, devemos bater o marco de 1.200 livros.

1.200.

Isso dá quase 39 livros novos publicados todos os dias – e também significa que praticamente dobramos de tamanho de um ano para cá.

Há duas coisas para se comemorar aqui: a primeira, claro, o próprio número, reflexo do trabalho que fazemos incansavelmente aqui no Clube desde que começamos a operar, em 2009.

Mas o segundo talvez seja ainda mais importante: mais livros independentes significa, necessariamente, mais público sendo alcançado, mais leitores, mais espaço para autores brasileiros.

Temos visto e sentido isso em nosso cotidiano, aliás: com presença dos nossos livros em livrarias tradicionais, mais e mais gente passou a ter acesso a um volume imenso de conhecimento e de experiência que, em outros tempos, estaria trancada nas mentes dos nossos escritores.

Hoje, não mais.

Ainda bem.

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O crescimento de ebooks e o preconceito ao contrário

Segundo a Câmara Brasileira do Livro (CBL), a venda de e-books no Brasil cresceu 225,13% entre 2012 e 2013. Número alto, sem dúvidas, e que deixa claro uma adoção crescente do meio eletrônico para leitura.

O curioso é que dados como esse tem gerado uma espécie de preconceito inverso por parte de escritores: muitos começaram a publicar os seus livros apenas no formato eletrônico, auto-declarando-se “early adopter” e buscando uma parcela de leitores que acreditam ser o futuro.

E até podem ser – mas futuro costuma ser um conceito com prazo indeterminado. Sabe, por exemplo, quanto esse crescimento de 225% representa? 2,6%.

Em outras palavras: restringir a publicação ao formato digital é o mesmo que desprezar, por ideologia, 97,4% do público em potencial.

Há ainda um outro dado: em nenhum momento a venda de impressos diminuiu. Ao contrário: no mesmo período ela cresceu 4,13%. Sim: 4% é menos que 225%. Mas percentual é sempre um dado relativo – principalmente quando a base de crescimento é tão diferente.

O que isso tudo significa? Que qualquer tipo de preconceito quanto a formato não faz sentido.

Publicar só como impresso é, com certeza, perder uma oportunidade maior de venda e uma distribuição global instantânea e sem fronteiras.

Publicar só como ebook é desprezar a maior parte do mercado.

Para que, então, tomar decisão em nome do leitor? Se é possível, então por que não publicar em ambos os formatos?

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