Participe da FLIBA, o primeiro evento feito por e para autores independentes do Brasil!

No próximo dia 19 de setembro – uma terça-feira – o Clube de Autores realizará a I FLIBA – Festa Literária do Baixo Augusta – em São Paulo. Será o primeiro evento 100% voltado pra autores independentes do Brasil.

A FLIBA acontecerá na Passagem Literária – uma galeria subterrânea que une a Rua da Consolação à Avenida Paulista, em São Paulo, e que sempre foi dedicada à literatura como um todo. Todo o evento terá um formato inovador – a começar pelo seu estilo. Ao invés de organizá-lo em um local distante do público (como é o caso da Flip, em Paraty, ou mesmo das grandes feiras de livro que acontecem nos sempre fora de mão centros de exposição), a FLIBA acontecerá em um ponto de passagem tradicional de milhares de pessoas. Ou seja: aqui, o evento em si é que irá até onde o público estiver.

E as atrações? Isso depende de você. 

Temos um total de oito espaços/ momentos de exposição para autores – e você pode ocupar um deles. Através do site (http://fliba.clubedeautores.com.br) ou do atendimento@clubedeautores.com.br, você mesmo poderá se candidatar a ocupar um desses espaços para expor o seu trabalho. Qualquer forma de manifestação artística relacionada a literatura vale: encenação, leitura de trechos da obra, saraus, debates, palestras etc.

A mecânica é simples: você diz o que deseja fazer e nós levamos a um comitê de avaliação e seleção. Caso aprovado, o espaço será seu para que divulgue o seu livro, as suas ideias e a sua história para um público de milhares de leitores que, todos os dias, cruzam a Passagem Literária de São Paulo.

Quer participar? Envie sua ideia agora da forma mais detalhada possível até o dia 29 de agosto e leve a sua arte até o grande público!

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A poesia está morrendo?

Escrevi em algum outro post que o mundo tem perdido suas metáforas para os discursos diretos, menos carregados de simbolismos que no passado. O papo hoje é invariavelmente reto: há, afinal, liberdade de expressão demais para se perder tempo escondendo significados em teias literárias meticulosamente engendradas. 

Não gosto disso, confesso: prefiro, e muito, o universo dos códigos multisignificantes que nos deu Shakespeare, Tolstoi, Guimarães Rosa. Mas tenho também total ciência de que minha opinião aqui é absolutamente irrelevante. 

O fato é: se poesias formam um estilo rebuscado por natureza, tão carregado de lirismo quanto de simbolismo, há como elas sobreviverem em tempos que preferem linguagens tão mais cruas? Há como imaginar Rembrandts para uma plateia que prefere pieguices políticas rabiscadas nos muros das grandes cidades? 

Olhemos o passado. 

Na época dos trovadores, a literatura era praticamente restrita a poesia. Com o tempo, parágrafos foram substituindo versos e endireitando os labirintos. Ainda tínhamos Camões e Anchietas, mas convivendo com artistas mais… digamos… literais que literários. 

Caminhemos um pouco mais. 

Sim, encontraremos Fernando Pessoa, cruzaremos com Drummond, toparemos com Manoel de Barros… mas eles passam a ser mais indivíduos únicos do que representantes de todo um tempo.

E perceba também que, aos poucos, os nomes vão ficando cada vez menos conhecidos, famosos. 

Olhe para nossos tempos. Quais os poetas mais renomados de hoje? Sim, certamente há alguns que minha falha memória não me deixa enxergar… mas esses alguns são mais sobreviventes teimosos do que amostras de um vasto universo artístico.

“Poesia é brega”, ouve-se dizer com cada vez mais frequência. “Não tenho paciência para poesia”, alguém mais completa. 

Mas a pergunta que faço é simples: há espaço para a poesia em tempos de demanda tão direta por informação nua e crua, mais óbvia que sinuosa, mais ilustrada que simbolizada? 

Torço para que sim com a mesma força que lamento que não. 

E torço também para que nossos poetas de hoje sigam na batalha construindo o mundo dos seus sonhos nos mais belos versos. Um dia, espero, o mundo dará uma de suas conhecidas voltas e eles terão o devido valor. 

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Há espaço para grandes feiras no futuro do livro?

Na era pre-Internet, as grandes bienais (principalmente São Paulo e Rio), além de feiras internacionais de grande porte, eram tidas como fundamentais para o segmento editorial como um todo. Nelas, novidades do mercado eram anunciadas, profissionais do livro se reuniam e consumidores conseguiam se aproximar de seus ídolos e se sentirem mais próximos das histórias que consumiam. 

Isso mudou. 

Hoje, as grandes novidades do mercado aparecem antes pela Internet: a era da comunicação transformou encontros físicos em coisa quase desnecessária para este propósito. Isso é especialmente verdadeiro no Brasil: enquanto feiras internacionais são também usadas para lançamentos de títulos poderosos, nosso cenário é outro. Aqui, o investimento em autores brasileiros é tão mínimo – e tem caído tão bruscamente nos últimos anos – que há poucas novidades. Pouquíssimas. 

As grandes feiras se transformaram em feirões de desconto de livros – um péssimo negócio para todos os envolvidos. O motivo? Simples: na era da Internet, com o ecommerce que segue crescendo mesmo a despeito de crise, enfrentar filas e multidões, pagar ingresso, andar quilômetros em ambientes abafados e se estapear para ser atendido para comprar um livro com desconto é desnecessário. E o que tende a acontecer com eventos que solucionam problemas desnecessários? Eles desaparecem. 

Isso não significa que não haja espaço para feiras de livro: há, e muito. Em primeiro lugar, porque é um momento onde se pode reunir, sob o manto da literatura, os amantes das letras; e, em segundo, porque sempre há o que se falar sobre livros. Só há que se mudar o modelo. 

Talvez não haja espaço para feirões gigantescos e tumultuados: da mesma forma que as livrarias modernas, há que se transformar esses eventos, que mudá-los em forma e conteúdo. Talvez o ideal seja mudar o modelo para algo mais intimista e aprofundado – algo como Flips e afins, sempre repletas de palestras e bate-papos relevantes. 

Eventos mais intimistas quebram a barreira entre autor e leitor: todos viram participantes ativos de um processo de narrativa, interagindo, se conhecendo, trocando experiências e expectativas. 

O Clube de Autores nunca participou de grandes bienais justamente por isso: nosso papel em eventos é, antes de mais nada, o de trocar histórias: contar a nossa, ouvir as dos nossos autores e buscar sinergias para que construamos novas histórias juntos. Temos dificuldade em sequer entender eventos literários que buscam algo diferente disso. 

Aparentemente, estamos deixando de ser os únicos pensando assim. Na medida em que o mercado editorial brasileiro entra em uma crise sem precedentes, muitos de seus principais expoentes começam a repensar tudo: modelo de negócios, de comunicação, de interação.

Que bom: nenhuma hora é melhor para mudar o que não está funcionando do que o agora. E sabe o que é perfeito? No mundo todo, quem mais está ganhando espaço e oportunidade com essas mudanças é o setor de autopublicação e, claro, os autores independentes que estão desbravando os novos territórios literários. 

Eventualmente, não se discutirá mais como autores independentes podem participar de eventos, mas sim como os eventos podem ser construídos de maneira a destacar e fortalecer a autopublicação, principal berço dos novos talentos em todo o mundo.

  

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Use-nos na sua divulgação

Volta e meia divulgamos, aqui no Clube, eventos de lançamentos de livros, matérias sobre obras que saíram na imprensa e assim por diante. Em todos esses casos, quem nos mantém informados são sempre os próprios autores que, como parceiros, nos informam de datas e eventos que podem encontrar nos leitores desse blog – cerca de 100 mil usuários por mês – um público de grande interesse.

Nós já chegamos a deixar claro que as portas estão abertas e reforçamos com esse post.

Tem um evento de lançamento do seu livro programado? Nos envie um email para lancamentos@clubedeautores.com.br com os detalhes!

Tem fotos do seu lançamento? Envie-as como anexo para lancamentos@clubedeautores.com.br

Seu livro saiu na imprensa? Mande o link ou uma imagem da matéria que reforçaremos a divulgação por aqui.

É fato que não temos como divulgar todos os livros publicados aqui no Clube por pura falta de espaço – mas com certeza podemos reforçar os esforços de divulgação dos próprios autores utilizando as nossas plataformas de presença, seja aqui no blog ou no Facebook ou Twitter!

Assim sendo, a nossa mensagem para todos nessa segunda-feira é uma só: aproveite-nos! ;-)

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