Conteúdo sobre a Universidade do Autor

Muitos autores tem nos pedido dicas específicas sobre como lançar seus livros, como achar o lugar perfeito e, em suma, como montar um plano de divulgação.

Esse post é para relembrar a todos da Universidade do Autor: uma página, no próprio site do Clube, em que publicamos uma série de aulas online gratuitas especificamente sobre o tema. Não conhece ainda?

Simples: clique aqui ou vá direto ao link https://www.clubedeautores.com.br/webpage/universidade-do-autor para saber mais!

Screen Shot 2016-05-30 at 10.09.24 AM

Leia Mais

Alforrie a cultura brasileira!!

Nossas prateleiras foram tomadas por best-sellers traduzidos para o português. Nossa música virou um copy-paste dos gringos. Nossa arte foi esquecida. Nossa cultura não é boa o suficiente para nós mesmos?

Está na hora de resgatarmos a originalidade brasileira. Honrar nossos heróis antropófagos, os gênios da tropicália, os mestres da MPB. Sonhamos com a quebra de paradigmas que nos limitam e nos acorrentam. Chegou o momento de fazermos aquilo que sabemos melhor: criar, reinventar, miscigenar.

Publique seu livro!

#AlforriaBrasileira

Leia Mais

O que política tem a ver com literatura?

Ultimamente tenho feito alguns posts com um teor mais político que literário.

Como todos, tenho também as minhas crenças políticas que sempre tentei manter distante daqui do blog e do Clube como um todo. E juro: na medida do possível, busco sempre ser o mais neutro que consigo.

A questão é que é impossível dissociar política de literatura pelo simples fato de que a segunda é filha direta da primeira.

Como? Ora… se a literatura é o conjunto de histórias nascidas em um determinado período, e se um determinado período tem seus contornos desenhados pelos efeitos das decisões políticas tomadas pelas suas lideranças, como negar a relação entre ambas?

Como negar a incrível análise de poder de Tolstoi em Guerra e Paz ou os efeitos da falência do “establishment” em Crime e Castigo, de Dostoiévsky? E nem precisamos ir tão longe, claro: como negar que uma obra prima como Memórias do Cárcere, de Graciliano Ramos, foi escrita também pela perseguição política que manteve preso por tanto tempo?

E Castro Alves com seu discurso abolicionista? E Alcântara Machado com sua biografia de uma São Paulo tomada por imigrantes italianos na primeira metade do século XX?

E a literatura de periferia que, hoje, já é praticamente um gênero completo que nasceu a partir da desigualdade social gerada – claro – pelas decisões políticas brasileiras?

Tenho para mim que, como a política é uma arte empírica, ela se impõe a sociedades como ondas com efeitos imprevisíveis. Essas ondas geram tanta beleza quanto desastre – tudo depende das suas forças e dos seus efeitos, claro. Mas a cada vazante, duas consequências são sempre deixadas: os desastres e as histórias que os acompanham.

E, se não há como entender a literatura senão como filha direta da política, que todos nos aprofundemos o máximo possível nesse pano de fundo onipresente de todas as histórias que escrevemos em nosso cotidiano de autor.

Leia Mais

Testemunhando uma revolução

O Brasil está em pandarecos. Já expressei a alguns amigos que, em minha opinião, estamos vivendo uma revolução à brasileira. O raciocínio é simples: o brasileiro, em sua essência, detesta conflitos mais agudos. Não foi por outro motivo que, enquanto sangue era derramado nos EUA e na França lá pelos idos do século XVIII, o máximo que testemunhamos aqui foi a Inconfidência. Não quero desmerecer este que talvez tenha sido um dos mais emblemáticos acontecimento da nossa história – mas não dá para comparar o enforcamento de um mártir e o degredo de um punhado de (grandes) poetas com as tantas cabeças que rolaram pelas ruas de Paris em nome dos ideais de liberdade, igualdade e fraternidade. 

Avancemos alguns anos até a nossa independência. Alguém conhece algum outro país que fez a sua libertação ao declarar como imperador o filho do que então reinava – e ainda se comprometer a pagar fortunas a título de indenização à metrópole? Pois é: foi assim, com mais canetas e menos balas, que nos libertamos. O mesmo imperador acabou saindo para se tornar rei da metrópole original, deixando seu filho no lugar. D. Pedro II foi considerado um monarca altamente popular e capitaneou inegáveis avanços – até que os quartéis decidiram se rebelar sob o comando de Deodoro da Fonseca em um movimento que poucos, possivelmente até o próprio marechal, realmente acreditavam que vingaria. E sabe porque vingou? 

Porque D. Pedro II, já cansado, simplesmente desistiu. 

O Brasil se revoluciona assim, a fogo brando. E é isso que está acontecendo agora. 
Não temos os presos políticos que apareceram no Egito, não temos as cisões da Síria e do Iraque, não temos o anarquismo que impera nos tantos países que decidem mudar tudo. Temos apenas – e esse “apenas” não deve ser menosprezado – manifestações populares pedindo mudanças radicais em um governo falido, com ideais espúrios, incompetência clara e corrupção escancarada. E, não tenho dúvidas, essa mudança acabará vindo. 

A Presidente Dilma já caiu. Lula dificilmente escapará das grades. Temer provavelmente assumirá – mas dificilmente se perenizará no poder. O vácuo que hoje é virtual se tornará real, concreto. A crise em si piorará? Talvez sim, se um novo governo, ainda que provisório, não mostrar um mínimo de competência de articulação para colocar o trem nos trilhos. Ou talvez não, se a briga pelo poder impedir os seus atores de perceberem que, na guerra, todos perderão. Ainda é cedo para dizer. 

E por que escrevo isso aqui, no blog do Clube de Autores? Porque, embalados por ânimos acirrados e por vozes que rococheteiam das ruas para as redes e das redes para as TVs, temos uma oportunidade única para nos inspirar no que fazemos de melhor: registrar histórias. 

Aqui, pouco importa se somos de direita ou de esquerda, se defendemos o PT ou não, se somos contra ou a favor do impeachment. Importa que somos escritores.

E, como escritores, vivemos sempre à busca de inspiração, de algum tipo de tempestade que empurre nossos dedos para os teclados e faça nascer relatos daqueles responsáveis por contar às gerações futuras o que realmente aconteceu nos nossos tempos. 

Somos escritores e estamos testemunhando a história do Brasil acontecendo sob os nossos narizes, possivelmente com a nossa participação mais ou menos ativa, certamente carregando a esperança que pulsa nas veias de todo revolucionário de ver mudanças se concretizarem. 

E quer saber? Poucos foram os escritores abençoados com um período de acentuada efervescência política e social como a que estamos testemunhando; poucos foram os escritores que puderam contar, em vida, com uma transição de cenários como essa que pode mudar a face do nosso país. 

Como você está testemunhando a mudança do Brasil? 

Escreva. Não como um comentário aqui neste post, algo passageiro, temporário, fugaz. Escreva em uma história. 

Marque a sua visão. 

Publique-a para o mundo. 

O entendimento dos nossos tempos pelas gerações futuras depende unicamente de nós, escritores.

Escrevamos.

  

Leia Mais

O que fazer para aproveitar esse final de ano?

Sim, sei que muitos ainda estão trabalhando – afinal, Natal e Reveillon estão a alguns dias de distância. Mas também é inegável que, aos poucos, o país vai entrando naquela marcha lenta que caracteriza o final de dezembro.

E o que fazer para aproveitar melhor?

Pensar.

Sim: pensar nesse ano tão tumultuado que foi 2015, nos planos feitos e feitos realizados, nos sonhos para 2016. E, claro, fazer o que mais costuma surtir efeito para “ligar” a mente: escrever. Se, por algum acaso, você estiver com algum tempo livre, vá a algum canto isolado – como a Biblioteca Mário de Andrade em SP, o Instituto Moreira Salles no Rio ou a Ponta de Humaitá lá em Salvador – e deixe o ano sair pelas palavras.

Em minha modestíssima opinião, o melhor presente que um fim de ano dá é tempo inspirado para escrevermos.

instituto-moreira-salles8

Leia Mais