Como se fez o caos de São Paulo

Nenhuma cidade nasce gigante e desorganizada – claro. Urbes como São Paulo são fruto de uma destruição de um ecossistema caoticamente organizado mas inadequado para pretenções civilizatórias.

Aos poucos, a cidade foi encontrando novas ordens para acomodar as suas necessidades e, com um planejamento certamente menor que o plausível, foi se erguendo, tijolo sobre tijolo, até virar um monstro disforme de concreto.

Da ordem veio o caos, contra o caos se impôs uma nova ordem, danova ordem surgiram novos incontáveis caos. Ciclo infinito e muito bem exemplificado neste documentário abaixo que encontrei flutuando pelo Youtube.

Vale assistir para entender como algo se transforma nessa ordenada confusão que é a maior cidade do país. Vale assistir para entender como cenários e histórias se desenrolam assim, a partir da união de tantas efemeridades caóticas, gerando – incrivelmente – berços culturais como poucos que existem no mundo.

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Vamos ao Machado de Assis

Ele é sempre o exemplo que utilizo quando me perguntam sobre autopublicação.

Há uma imagem de que o mercado para escritores hoje é muito mais difícil do que o do passado – que, lá atrás, existia todo um grupo de editores que apoiavam ferozmente novos talentos e os deixavam com a tarefa única de escrever.

Isso nunca foi verdade. Esse modelo de escritores descobertos pelo mercado e ganhando a possibilidade de dedicar o seu tempo única e exclusivamente em escrever nunca foi real, pelo menos não do ponto de vista da normalidade. Há exceções? Claro. Mas sempre foram poucas e raras.

A regra sempre foi outra. É difícil imaginar um escritor famoso, em qualquer canto do mundo, que não tenha dominado as ferramentas de marketing e autopromoção.

Machado de Assis, nosso grande mestre, não está fora dessa esfera. Ser negro, epiléptico e pobre no Rio de Janeiro do século XIX dificilmente abria portas.

Mas ele, no entanto, as abriu.

Vale conferir esse pequeno documentário sobre sua vida- e se inspirar com este que é provavelmente o maior mestre da nossa literatura. Mesmo porque, verdade seja dita, se tem uma coisa que os nossos tempos possibilitaram foi uma quantidade muito maior de portas que podem ser abertas mais facilmente do que nos séculos passados.

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