Clube Select, novo selo do Clube de Autores, seleciona livros via inteligência artificial

Com a nova metodologia, pioneira no mercado editorial brasileiro, escritores independentes têm maior chance de destaque em mídia online e também nas prateleiras de livrarias parceiras

O Clube de Autores, primeira e maior plataforma de autopublicação da América Latina, lança no mercado o selo Clube Select, especializado em títulos que mais se destacam no site. A divisão foi criada com o objetivo de oferecer um maior apoio na produção e divulgação das publicações que tiveram performance geral acima da média e que, com isso, passam a ganhar destaque também nas prateleiras de grandes livrarias parceiras.

De acordo com o presidente do Clube de Autores, Ricardo Almeida, o projeto é algo inédito no Brasil. “É o primeiro selo brasileiro que dá este tipo de atenção a um livro autopublicado com intenção de transformá-lo em sucesso editorial. No mercado tradicional, primeiro é necessário passar pela seleção do editor, e a probabilidade de isso acontecer com o livro de um autor independente é muito pequena”, afirma. Almeida. O site que reúne autores independentes contabiliza cerca de 15% de todos os livros publicados anualmente no País, com um acervo atual de mais de 65 mil títulos em diversas categorias.

Para a concretização do plano e projeção do novo selo, foram feitos investimentos em tecnologia e equipe de cientistas de dados. A empresa utiliza metodologia própria que mede a performance de cada livro usando um algoritmo específico que considera, por exemplo, fatores como volume de vendas, quantidade de leitores, tração do texto, presença do autor nas redes sociais, repercussão da obra autopublicada e potencial do tema, dentre outros.

Em seguida, o algoritmo pontua cada uma das obras do catálogo de maneira dinâmica e em tempo real, indicando quais devem compor o acervo do Clube Select. “A interferência humana é mínima: aquelas publicações identificadas com taxa de conversão elevada no Clube de Autores serão selecionadas e terão apoio para maior exposição em nossa distribuição com grandes varejistas tanto online como off-line”, explica Almeida.

O primeiro a receber a nova impressão é o “Trilhando Sonhos – 365 Dias de Bicicleta pela América do Sul”, de Thiago Fantinatti (379 páginas, R$ 44,90), que relata a experiência de pedalar por 15 mil quilômetros pelo vasto continente Sul-Americano.

Recentemente, a editora firmou acordo com as varejistas Amazon, Livraria Cultura, Submarino, Americanas e Estante Virtual, o que já possibilitou aos autores terem acesso às grandes livrarias para disponibilizarem suas obras em um alcance ainda mais amplo.

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20 dicas quentes para divulgar seu livro

Como divulgação de livros é sempre, sempre um tema demandado e importante por aqui, hoje recomendarei a leitura de um artigo feito no Administradores.com já há algum tempo (mas que continua atual).

Nele, acrescento apenas a minha dica:

Dica 21: JAMAIS PUBLIQUE SEU LIVRO APENAS COMO EBOOK. Afinal, não é só o fato de que 89-98% das vendas no Brasil sejam de impressos, mas também o de que publicá-lo em papel é totalmente gratuito aqui no Clube. Assim, o que exatamente você teria a ganhar ao não publicar no formato preferido dos leitores?

Quer ver as outras 20 dicas? Clique aqui ou na imagem abaixo!

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Como estou divulgando o livro que ainda estou escrevendo

No começo de setembro, fui selecionado como um entre 12 atletas do mundo para participar de um projeto bem ambicioso: o Unogwaja.

Do que se trata? De uma jornada que incluirá, no final de maio de 2018, pedalar 1.650km através da África em 10 dias para, no dia 11, correr uma ultramaratona chamada Comrades, de 89km. Esse projeto tem ainda um propósito bem maior do que o simples suor: cada um dos doze Unogwajas tem uma meta própria de arrecadação de fundos, dinheiro que será inteiramente doado para instituições de caridade africanas.

E por que posto isso aqui, em um blog de literatura? Porque o meu projeto pessoal de arrecadação de fundos inclui escrever um livro sobre essa jornada toda – livro que já está em pre-venda e em plena campanha de arrecadação.

O livro, por si só, tem três enredos que se cruzam: a biografia de um atleta chamado Phil Masterton-Smith, que fez essa travessia de bicicleta no começo dos anos 30; a de um outro atleta chamado John McInroy, que criou e deu caráter beneficente, em 2011, a esse desafio; e a minha, que estou agora treinando feito um insano e aprendendo como é arrecadar dinheiro em nome de uma causa maior.

E escrever esse livro, adianto, tem sido uma aventura dentro de uma aventura. Principalmente a parte biográfica do Phil, a quem chamamos de Unogwaja original: o montante de dados e informações falsas sobre a sua vida é absolutamente inacreditável. Isso tem me tirado do papel de escritor e me colocado no papel de detetive: já conversei com a irmã dele, de 94 anos, que tem uma memória de elefante; já revirei documentos nas escolas que ele supostamente estudou (uma das quais inclusive tem uma placa de bronze em sua homenagem, mas que descobri que ele nunca efetivamente frequentou); já conversei até com colegas combatentes (Phil morreu atingido por um morteiro na II Guerra).

Mas não é nem disso que eu mais quero falar aqui – isso é tudo o básico ao se escrever não-ficção. O que quero compartilhar aqui é a estratégia de divulgação, é como estou fazendo para arrecadar dinheiro para esse livro – tema que interessa a 9 entre cada 10 autores. Até agora, no primeiro mês de projeto (de um total de 9) fiz assim:

  1. Planilhei todos os custos do livro, incluindo leitura crítica, revisão, capa, diagramação, ISBN. Não inclui impressão por motivos óbvios: não sei o tamanho do livro e, ainda que soubesse, me parece pouco efetivo pagar por tiragens grandes quando a impressão no Clube é toda sob demanda.
  2. Ainda assim, estimei um custo de impressão e coloquei um valor de pre-venda. Como toda a arrecadação será destinada a caridade, tomei a liberdade de estipular um valor mais alto – R$ 100 – e contar com a solidariedade dos leitores interessados.
  3. Abri dois canais práticos de venda: um diretamente no site da organização do evento, que tem todas as informações oficiais, e outro no Catarse (em português e mais acessível a brasileiros).
  4. Até agora, foquei a divulgação em dois canais: em grupos de amigos corredores no Whatsapp – um público que naturalmente se interessa pelo enredo e pelo propósito – e em meu blog próprio, que também gira em torno do tema e já tem uma audiência razoável consolidada por 4 anos de postagens. Naturalmente, todos os posts que faço vão também para as minhas redes sociais, tipo Facebook e Instagram.
  5. Para ativar um pouco mais, postei o primeiro capítulo que escrevi no meu blog. Funcionou: foi a primeira vez que as pessoas puderam, afinal, entender melhor como o enredo estava se consolidando.
  6. As postagens acabaram chamando a atenção também da imprensa especializada, que começou a soltar notícias como essa aqui. Claro que isso ajuda bastante.

E como estamos? Novamente, é o primeiro de nove meses de projeto. Mas, somando o site do evento com a página do Catarse, já consegui um total de quase R$ 5 mil em pré-vendas, número que tem me deixado bem satisfeito. O que tenho aprendido com um projeto assim – o primeiro do gênero que faço?

Que as pessoas não querem apenas ler histórias: elas querem participar delas. Basta, claro, que as histórias sejam fortes o suficiente. E, na prática, cada um que compra um exemplar deste livro ainda sendo escrito está escrevendo a história junto comigo, viabilizando essa ideia de atravessar a África com o intuito de mudar, ainda que um pouquinho, o mundo.

Vou postando mais novidades por aqui no futuro!

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Uma forcinha para divulgar o seu livro no Facebook

De todas as plataformas de divulgação existentes em nossos tempos, o Facebook talvez seja a mais eficiente. É prática, barata e, sobretudo, transparente. E sim: todo autor pode fazer a sua própria campanha na rede com uma facilidade incrível, bastando experimentar algumas ferramentas gratuitas que eles próprios disponibilizam.

Mas sabemos, claro, que nem todo mundo se sente íntimo o suficiente da tecnologia para pilotar a sua própria campanha. Por conta disso, estamos inaugurando uma parceria com a Editorias.com inserindo-os como intermediários nessa relação. Basicamente, a divulgação no Facebook é um serviço que eles já oferecem no mercado, com alguns casos bem interessantes de sucesso. A diferença é que, agora, um desconto de 20% está sendo oferecido aos autores do Clube como uma espécie de incentivo.

Está interessado? Simples: confira as informações na página deles, clicando aqui ou na imagem abaixo, e experimente! Depois nos conte como foi :)

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Este ano teremos o Prêmio

Este não é o anúncio oficial, mas um comprometimento.

Ano passado, pela primeira vez desde que o Clube abriu as portas, não fizemos o Prêmio Clube de Autores de Literatura Contemporânea. Confesso que não sei ao certo o motivo de não o termos feito – mas me arrependo ferozmente.

Primeiro, porque ele já era tradicional – foram anos de realização, revelando ao Brasil alguns dos livros mais incríveis que a autopublicação já produziu.

Segundo, porque era uma oportunidade para os autores independentes se destacarem sem precisar pagar nada por isso. E oportunidade de divulgação, todos sabemos, é fundamental.

E, terceiro, porque havia uma participação incrível. Todos os anos somamos centenas – CENTENAS – de livros participantes. Poucos prêmios para autores independentes, no Brasil ou mesmo no mundo, podem alardear números assim.

Não fazer o Prêmio no ano passado foi um des-serviço à própria comunidade do Clube – um des-serviço que não repetiremos.

Este ano ele voltará.

Mais notícias nos próximos meses :-)

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