Trabalhe seu livro

Você está buscando o devido reconhecimento como escritor?

A hora é agora.

Não será, já antecipo, uma jornada fácil: há dezenas de milhares de novos escritores competindo por olhos todos os anos, meses, semanas, dias. A cada hora que passa – ainda bem – novas histórias incríveis são publicadas aqui no Clube, todas contribuindo com um movimento evolucionário sem paralelos do mercado editorial brasileiro.

E cada uma delas, claro, está atrás da mesma coisa: a atenção, a concentração, a imaginação sempre esfomeada da massa anônima de leitores.

Para autores, o mercado editorial sempre foi um dos mais ferozes campos de batalha.

O que mudou?

A democratização da oportunidade.

Se você não leu ainda os últimos posts aqui no blog sobre o Clube Select, recomendo que o faça. Pela primeira vez no mundo, livros autopublicados estão recebendo tratamentos tão sofisticados quanto os grandes bestsellers em um movimento pioneiro de desvendamento de novos talentos.

Se acredita em suas histórias e em sua carreira, publique seu livro aqui no Clube. E esforce-se, escute críticos, aprimore seu “produto”, deixe-o nas condições perfeitas para que ele possa fazer parte do acervo do Select.

Trabalhe seu livro.

Nós, daqui do Clube, faremos o possível e o impossível para apoiá-lo.

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Tomara que as boas livrarias físicas voltem logo

Fazia tempo que eu não ia à Cultura do Conjunto Nacional, aqui em São Paulo, um dos pontos de origem das grandes livrarias brasileiras. Fui recentemente e confesso que não tive a melhor das experiências do mundo.

Na minha lembrança, ela costumava ser um templo do saber com os seus devidos guias espalhados pelos diferentes andares. Estava interessado em artes? Havia ali um especialista ímpar que conhecia cada título, autor e tema pronto para ajudá-lo. Literatura portuguesa? Outro especialista brotava do chão para te guiar entre Camões e Saramago. Negócios? Um terceiro, amigo íntimo de Kotler e Porter.

Por muito tempo, a Livraria Cultura foi a minha Meca pelo simples fato de empregar pessoas que eram nitidamente apaixonadas por livros. Algo óbvio para uma livraria? Talvez em outros tempos.

Por favor me entendam: não quer fazer nenhuma crítica isolada à Cultura em si, que mesmo hoje segue como uma das melhores livrarias paulistanas. Mas esses especialistas, esses apaixonados por livros que falavam com propriedade de Platão a Sartre simplesmente evaporaram não apenas dela, mas do mercado inteiro.

Em seus lugares, profissionais clonicamente treinados para encontrar rapidamente títulos disponíveis ou para lamentar a inexistência de outros no estoque. Tudo rápido como mandam as leis do mercado, claro… mas tudo absolutamente descolado de um ambiente que deveria ser pautado pelo Saber.

Os especialistas em livros não sumiram só da Cultura, repito: eles foram, aparentemente, abduzidos em massa do planeta Terra. Exceto por um ou outro sebo escuro escondido em alguma rua de algum centro, todas as grandes livrarias se transformaram em ambientes tão assépticos quanto a sala de espera de uma clínica ortopédica.

“São as leis do mercado”, dizem muitos. Será? Leis de mercado costumam ser infalíveis por unir, em um casamento perfeito, o que o consumidor busca ao que o empreendedor oferece. Só que, se o mercado editorial tradicional está à beira do colapso, certamente é porque as tais leis do mercado foram, no mínimo, mal interpretadas.

Falando como consumidor, quando quero comprar algum livro específico, dificilmente vou a uma livraria física: a Internet me satisfaz com maior velocidade, menor preço e garantia de “encontrabilidade”. Mas e quando eu preciso ser “guiado” em um tema qualquer, quando ainda estou tateando um assunto imerso naquela típica insegurança socrática? Aí só a opinião alheia pode ajudar.

E sim: certamente conseguirei encontrar uma diversidade de opiniões alheias na Internet… mas às vezes há simplesmente caos demais no ambiente digital para que se consiga extrair dele um rumo mais claro, uma curadoria confiável.

É esse tipo de rumo que eu, pelo menos, esperaria encontrar em uma livraria física.

É precisamente ele que não existe mais lá.

Não é de se surpreender que a própria Cultura, assim como muitas outras redes de livrarias, estejam fechando lojas e diminuindo seus espaços: esse “nivelamento por baixo” generalizado que elas encamparam acabou se mostrando diametralmente distante das leis do mercado que pregam, acima de tudo, que se conheça bem tanto o consumidor quanto o próprio produto.

Tomara que alguma livraria acorde para o fato de que vender livro não é o mesmo que vender bananas.

Tomara que as boas livrarias físicas voltem logo.

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Adicionando a curadoria como forma de receita dos autores

Nos tempos românticos, ter sucesso como autor era simples: bastava escrever um livro, ser escolhido por um editor e ver a sua obra nas vitrines de todas as livrarias do mundo.

É claro que, no mundo real, esses tempos nunca existiram: ter sucesso como autor sempre foi algo de dificuldade colossal desde os primórdios. Mas uma coisa era fato: o modelo de negócios era simples e muito direto.

Uma vez que o autor conseguisse uma editora e o livro fosse distribuído, tudo se desenrolava como um cálculo aritmético partindo do preço pago pelo leitor.

Hoje, no entanto, a fórmula é mais complexa. A oferta de conteúdo explodiu, os preços despencaram depois do surgimento dos ebooks e a Internet proporcionou acesso a zilhões de conteúdos relacionados, de artigos a recomendações – muitos dos quais gratuitos, diga-se de passagem.

Onde isso entra na vida de autores como nós? No entendimento de que não somos, necessariamente, apenas criadores de conteúdo. Somos coletores e curadores.

Se um leitor chega à página de venda de nosso livro ele precisa de mais informações. Precisa de sinopse, de um contato, de acesso a opiniões de terceiros, claro. Mas, hoje, ele precisa de – ou pelo menos quer – mais.

Se você escreveu um livro, provavelmente tem sua própria coleção de inspirações que delineiam o universo do livro: outros títulos que leu, artigos, músicas, lugares, pesquisas, referências etc.

Ou seja: você criou um conteúdo próprio, escreveu um livro – mas, para isso, também agiu como curador de uma base maior de conteúdo para si mesmo, escolhendo o que devia ou não utilizar como sua inspiração.

No mercado tradicional, esse conjunto de fontes, essa curadoria particular, sempre foi mantida em sigilo (possivelmente por falta de opções de divulgação). Hoje, no entanto, esse universo pode ser escancarado (e melhor explorado).

Já imaginou se, além da obra prima Os Miseráveis, pudéssemos ter acesso a todas as fontes de pesquisa utilizadas por Victor Hugo na época? Ou viajar pelos livros, artigos e filmes aue inspiraram Saramago a escrever o Ensaio sobre a Cegueira?

De certa forma, o universo de conteúdo que orbita, escondido, em torno de cada livro, pode ser tão ou até mais inspirador do que o livro em si – e pode permitir uma experiência de leitura fora de série.

Mas, novamente, entra a pergunta: o que o autor ganha com isso?

A partir do momento em que seu papel de curador passa a ser oficializado, ele pode ganhar uma merecida remuneração. Afinal, se ele fez tanta pesquisa valiosa para chegar a um livro, nada mais natural do que receber também pelo acesso a essa pesquisa – abrindo uma oportunidade mais rica de aprofundamento em conteúdo para os seus leitores e, claro, uma bem vinda fonte adicional de renda para si mesmo.

No mercado literário, esse modelo ainda não existe – ao menos não exatamente dessa forma. Mas foi uma das possibilidades aventadas aqui na Feira do Livro de Londres e considerada como tendência em tempos onde buscas de novos modelos de negócio estão sendo nuscados quase como o Eldorado.

Devemos considerar isso em um futuro próximo aqui no Clube, possivelmente acoplando um modelo de curadoria remunerada para autores no Pensática (que está já saindo do forno). E, como tudo o que fazemos, queríamos antes compartilhar com todos os autores.

Qual a sua opinião sobre isso? Como soa a possibilidade de abrir para os leitores todas as suas fontes de pesquisa e agregar uma nova fonte de receita com isso?

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COM CURADORIA DO CLUBE DE AUTORES FLIV GARANTE FIM DE SEMANA RECHEADO DE ATRAÇÕES CULTURAIS

Poesia é o tema da roda de conversa neste domingo, com Antonio Cícero e Francisco Bosco; Atol recebe Frederico Barbosa e Reynaldo Damazio na 2ª

O final de semana em Votuporanga está recheado de arte, cultura e educação devido à terceira edição do FLIV (Festival Literário de Votuporanga). O destaque fica por conta da presença dos poetas Antonio Cicero e Francisco Bosco, que participarão de uma roda de conversa no domingo (5 de maio), além dos escritores Frederico Barbosa e Reynaldo Damazio, que trocam ideias com os leitores na segunda-feira (6 de maio), sob curadoria do Clube de Autores.

Com o tema “Vida e Poesia ou Infinito Enquanto Dure”, a roda de conversa com Antonio Cicero e Francisco Bosco será no domingo, às 16h, no auditório do Centro de Convenções Jornalista “Nelson Camargo”. Quem nunca ouviu uma letra de Antonio Cicero, parceiro de Marina Lima, sua irmã? Poeta e filósofo, dono de uma serenidade muito sua, ele publicou, em 2012, um de seus poucos livros de poesia: “Porventura”. Seus poemas têm algo de clássico, mas o que vemos em sua poesia é a mais pura manifestação da vida.

Francisco Bosco, também poeta e filósofo (ensaísta é o termo que ele usa para se definir), publicou seu primeiro livro, “Da Amizade”, nos anos 1990. Ganhou alguma reputação pelos poemas deste livro. Pouco tempo depois, lança o disco “Malabaristas do sinal vermelho”, ao lado do seu pai e parceiro em todas as horas, o cantor e compositor João Bosco. Ele lança no FLIV 2013 o seu mais recente livro, “Alta Ajuda”.

A roda de conversa terá como mediador o poeta e crítico literário Frederico Barbosa, que é o patrono da terceira edição do FLIV. Conhecido pelo seu trabalho à frente da Casa das Rosas, em São Paulo, Barbosa participará de uma roda de conversa na segunda, às 19h30, no espaço da Atol Cultural, ao lado de Reynaldo Damazio, poeta, editor e crítico literário.

 

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