Histórias da Africa

Já faz algum tempo que me apaixonei por literatura africana. Não só por se tratar do mais velho e místico dos continentes, mas por ele também abarcar as maiores minas de ouro da literatura: conflitos.

Conflitos pessoais, étnicos, éticos, políticos, colonialistas, enfim: base para inspiração não falta na Africa. E, de lá, surgiram contadores de história como Chinua Achebe, Alan Paton, V.S. Naipaul (que, apesar de não africano, escreveu um dos romances mais africanos que já li chamado “A Curva no Rio”) etc.

Infelizmente, a literatura africana é distante daqui do Brasil. Nos aproximamos muito mais dos americanos e europeus do que dos nossos irmãos do outro lado do oceano, o que é uma pena. Mas, no globalizadíssimo mundo em que vivemos, basta querermos para conseguirmos mergulhar nas selvas e savanas literárias proporcionadas pela zona mais selvagem do nosso planeta.

Para dar um empurrãozinho, vai aqui uma palestra incrível sobre histórias da África:

 

 

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Livros antigos renascidos como arte complexa

Livros nunca perdem a validade, certo? Mmmm… não é bem assim. 

Por mais que seja um pensamento poético, o que dizer de velhas enciclopédias? Muitas delas descrevem contextos que nem existem mais – e todas, absolutamente todas, perderam em eficácia para a nossa amada Internet. 

Um artista americano, Brian Dettmer, decidiu “brincar” com o conhecimento de outra forma: transformar velhos livros em matéria prima para esculturas – e buscando reviver os seus conceitos justamente por meio dessa nova “leitura”. 

Vale conferir no vídeo abaixo: 

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O mini livro de grandes eventos

Ao navegar pela Web nesses últimos dias, acabei me deparando com uma obra de arte no mínimo inusitada: um mini-livro contando, em pouquíssimas páginas, toda a história da humanidade (sintetizada em palavras e imagens). 
Por “mini”, estou sendo bem literal aqui: o livro tem 1,2cm de altura por 1,5cm de largura e soma 14 páginas. Escrito por Evan Lorenzen, ele veio para o Centro Cultural do Banco do Brasil (CCBB-RJ) no começo do ano e agora está rodando o mundo. 

Bom para quem pôde conferir ao vivo. Para os demais, no entanto, resta essa imagem abaixo que mostra o exemplar. E por que ele importa? 

Porque nos faz pensar em como uma narrativa pode transcender o que entendemos como modelos tradicional de se contar histórias. 

  

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Vendo histórias a partir de suas ausências

Há uma espécie de anexo à Pinacoteca de São Paulo onde funciona o Memorial da Resistência. Nos anos mais negros da história recente do Brasil, o temido DOPS – Departamento de Ordem Política e Social – ficava ali. Traduzindo: naquelas dependências, um sem número de brasileiros foi detido e torturado até os limites da humanidade.

Hoje, uma pequena exposição ilustra alguns dos efeitos daquela era: ausências, do fotógrafo Gustavo Germano.

São duplas de fotos das mesmas pessoas, todas combatentes políticas, tiradas dos mesmos lugares, separadas apenas por algumas décadas.

E, nas fotos, os olhares de antes e de hoje revelam um abismo desesperador. Em alguns casos, revelam pessoas que se foram; em outros, lembranças para sempre presas à carne, traduzidas em uma mescla de medo com ódio.

E por que estou postando isso aqui no blog? Porque essa exposição acaba contando histórias de maneira tão profunda quanto instantânea. Não há enredos longos, não há tramas complicadas que se desenrolam por horas, não há, em muitos casos, nem pessoas em frente a paisagens.

Mas há uma inspiração incrível despertada a partir da fotografia.

Recomendo fortemente a todos os autores que estiverem por aqui por Sampa.

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