Como definir o preço de um livro

Essa é uma das maiores dúvidas de autores independentes: como se definir o preço de um livro? Deve-se buscar sempre o preço mais baixo? Até que ponto vale a pena ou é efetivo abrir mão de direitos autorais para vender mais? 

O Clube de Autores acaba de lançar um guia sobre Como Definir o Preço do Seu Livro, disponível gratuitamente aqui. Quer saber como funcionam os modelos de estabelecimento de preço tanto no caso de editoras tradicionais quanto na autopublicação? E na comparação entre impressos e ebooks? 

Tudo está lá no guia. Mas, antes, cabe uma pequena introdução teórica sobre a dinâmica da precificação:

O preço é o elo universal entre autor e leitor, oferta e demanda; quanto maior a demanda, mais valiosa pode ser a oferta

O único ponto comum que liga todos os livros já publicados no mundo, em todas as sociedades e por toda a história, é que todos têm e sempre tiveram um preço. E sim: esse preço até pode ser subsidiado pelo Estado (no caso de livros didáticos para escolas públicas, por exemplo) ou pelo autor (quando este decide distribuir a sua obra gratuitamente, normalmente em formato ebook). Mas, de uma forma ou de outra, ele existe e, se não houver ninguém disposto a pagá-lo, o livro simplesmente deixará de existir.

No mercado tradicional, no qual todos estamos inseridos, este alguém costuma ser o leitor, o consumidor. E como ele toma a sua decisão? Da mesma forma que ele decide sobre a compra de um novo smartphone ou de uma barra de chocolate: medindo o tamanho do seu desejo pelo livro e desenhando uma conta em sua mente que define quanto esse desejo efetivamente vale.

Se um leitor estiver extremamente interessado em uma determinada história, ele estará também disposto a pagar mais por ela; se seu interesse for pequeno, no entanto, qualquer quantia mais significativa será potencialmente proibitiva.

Quer um exemplo óbvio?

O livro Sapiens – Uma Breve História da Humanidade, de Yuval Noah Harari, passou meses nas listas de mais vendidos do Brasil e do mundo entre 2017 e 2018. Em outubro de 2018, ele estava sendo vendido por R$ 59,90 – cerca de 50% acima do preço médio de um livro no Brasil no mesmo período (R$ 40,31, de acordo com o Sindicato Nacional de Editores de Livros – SNEL – e a Nielsen).

Se a lógica do leitor fosse exclusivamente financeira, portanto, esse livro seria um fracasso, e não um campeão absoluto de vendas.

O que, então, fez a diferença? O que permitiu que Sapiens tivesse um sucesso tão astronômico mesmo custando tão mais caro que a média? A maneira com que sua oferta foi feita.

Sapiens tem um enredo quase único, abordando sob uma ótica extremamente peculiar fatores como história, evolução e biologia. Ou seja: a concorrência em torno do tema é praticamente nula.

Sua sinopse é bem trabalhada; suas críticas são extremamente positivas e publicadas em sites e veículos de comunicação de peso; sua capa salta aos olhos; o autor é facilmente encontrado nas redes sociais, seja em vídeos de palestras ou artigos públicos. Traduzindo tudo isso em um só raciocínio: conseguiu-se criar uma desejabilidade em torno do livro que fez com que o leitor julgasse justo o preço de R$ 59,90.

E, daqui, extrai-se a primeira regra: ao invés de concentrar toda a estratégia comercial no preço do seu livro, foque-se na criação de desejabilidade. Faça as pessoas quererem comprar a sua história pela força magnética dela, e não apenas pelo preço.

Quanto mais desejabilidade você conseguir gerar sobre sua obra, mais conseguirá cobrar por ela – e mais conseguirá ganhar.

Mas, claro, há aspectos técnicos importantes e que vão muito além disso na definição de um preço. Quer conhecê-los? Então clique aqui e baixe o nosso manual gratuito!

 

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Livros do Clube de Autores estarão disponíveis gratuitamente no Buscapé

O Clube de Autores (www.clubedeautores.com.br), site que possibilita publicação de livros sem qualquer custo para os escritores, e o BuscaPé (www.buscape.com.br), maior comparador de preços da internet na América Latina, anunciam a efetivação de uma parceria negociada nos últimos meses.

A partir de agora, todos os livros publicados gratuitamente no Clube de Autores estarão automaticamente no BuscaPé, aumentando a disseminação dos livros na web.

Trata-se de um acordo que amplia a plataforma digital de distribuição de vendas para o Clube de Autores e que agrega produtos inéditos à base de dados do BuscaPé. A disponibilização das obras no site segue o preceito do Clube de Autores e também é feita sem nenhum custo para os autores.

“Estamos aliando a capacidade incrível de alcance do BuscaPé com o mote de distribuição e fomento da cultura do Clube de Autores. Além disso, também consolida-se nesse negócio a possibilidade de interação que as ferramentas online têm. É uma parceria, acima de tudo, inovadora”, analisa Indio Brasileiro Guerra Neto, sócio-diretor do Clube de Autores.

Desde seu lançamento oficial, em 15 de maio, o Clube de Autores contabiliza mais de 4 mil livros vendidos em apenas quatro meses. Cerca de 10 novos livros são publicados por dia.

“Para o BuscaPé, é muito importante participar desse objetivo de fomento e distribuição de cultura. Nossas ferramentas vão proporcionar ao Clube de Autores a possibilidade de aumento do alcance, além de também conseguirmos agregar um produto inovador ao nosso site”, afirma Romero Rodrigues, CEO do BuscaPé.

Para Ricardo Almeida, Diretor Geral do Clube de Autores, os números registrados até o momento ratificam que o mercado literário carecia da ferramenta de publicação gratuita e venda sob demanda. “Não podemos nos contentar com algo que limita a produção cultural. E também não devemos ignorar as ferramentas de busca e tratar a produção cultural como bens de consumo. A parceria com o BuscaPé é enriquecedora para ambas as empresas, mas muito mais para os autores e para o próprio consumidor”, comemora Almeida.

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