Como escrever um livro no Word

Como utilizar o principal editor de textos do mercado para escrever o seu livro?

Já fizemos um post aqui, há algum tempo, sobre programas feitos para se escrever livros. Há toda uma lista de programas específicos lá – mas a indiscutível realidade é que o Word continua sendo, de longe, o mais utilizado.

Isso é um problema? Claro que não. Afinal, mesmo sendo o avô dos editores de texto, o Word é extremamente poderoso e se manteve prático ao longo de todos os seus anos de “envelhecimento”. A grande questão é – e isso vale para todos os programas – saber utilizá-lo direito.

Antes mesmo de prosseguir já dou uma dica que pode ser importante aqui: temos, aqui no Clube de Autores, modelos de arquivo prontos para livros dos mais diversos tamanhos. É só acessar esta página aqui e escolher o “template” (modelo) que preferir, fazendo download diretamente e utilizando como base para a sua obra.

Os passos abaixo, no entanto, ignoram esses modelos e partem do princípio, do instante a partir do qual você abrir um arquivo em branco no Word. O que fazer a partir daí?

1. Comece ajustando o tamanho do papel

A primeira coisa que você deseja fazer é configurar o tamanho da página. Seu livro, afinal, precisará estar em um dos tamanhos padrão do Clube de Autores – e já é muito, mas muito mais prático começar escrevendo-o nas medidas corretas do que tentar ajustar tudo depois de pronto.

Aqui vem uma pequena dificuldade: cada versão do Word, para cada tipo de sistema operacional (Mac ou PC, por exemplo) costuma ter “caminhos” diferentes para se configurar a página. De qualquer forma, não há muito segredo aqui: basta ir a “arquivo” ou “layout” e localizar a opção de configurar página.

Se você encontrar o tamanho ideal (como A5, A4 ou outro), ótimo: selecione-o e você já estará pronto para seguir adiante. Se não encontrar, será necessário inserir as medidas de maneira personalizada. Para facilitar, use essa tabela de referência com base em todos os formatos aceitos aqui pelo Clube:

  • A5 (14,8cm x 21cm)
  • A4 (21cm x 29,7cm)
  • Pocket (10,5cm x 14,8cm)
  • Quadrado (20,0cm x 20,0cm)

2. Configure as margens

Se você parte do princípio de que quanto mais páginas “economizar”, mais conseguirá publicar o seu livro a um preço competitivo, pense novamente. Livros com margens apertadas e fontes (letras) minúsculas cansam leitores, geram um tipo de preguiça que costuma afastar leitores e indicações instantaneamente. Isso sem contar com o óbvio: ma prática, a economia de páginas dificilmente somará mais que alguns centavos no preço final.

Criar um livro confortável começa por trabalhar margens agradáveis e eficientes. Agradáveis para o leitor, que precisa se sentir bem ao folhear as páginas; e eficiente para as gráficas, uma vez que margens apertadas podem gerar cortes nos textos durante a etapa de impressão.

O Clube de Autores costuma recomendar as seguintes margens (embora você possa utilizaras que preferir):

  • Para livros A5 > Superior e inferior: 2,54cm; Laterais: 1,91cm
  • Para livros A4 > Superior e inferior: 2,54cm; Laterais: 1,91cm
  • Para livros Pocket > Superior e inferior: 1,50 cm; Laterais: 1,20cm
  • Para livros Quadrados > Superior e inferior: 2,54cm; Laterais: 2,54cm

Como configurar as margens? No mesmo lugar que você configurou o tamanho do papel, bastando que você selecione a opção de margens e insira as que desejar.

3. Insira numerações, cabeçalhos e rodapés

O Word também permite que se insira números e informações básicas de arquivo de maneira simples. O caminho – que novamente depende da versão e plataforma operacional que estiver utilizando – costuma ficar sob a opção de “inserir”, no menu principal.

Uma vez lá, escolha a opção de inserir números de página: é simples assim.

A opção para se inserir cabeçalhos e rodapés costumam ficar sob a área de “elementos do documento”, mas normalmente pode ser acessada quando se dá um duplo-clique sobre a área onde costuma ficar o cabeçalho ou o rodapé, na própria página que estiver editando.

A partir daí é só escolher o tipo de texto que deseja inserir ou mesmo se deseja alterná-lo entre páginas pares e ímpares (por exemplo, deixando o título do livro nos cabeçalhos pares e o nome do autor nos ímpares). Não há regras editoriais aqui e nossa sugestão é que você mesmo veja em livros que tiver à mão algumas opções e tome sua decisão com base nelas.

4. Utilize os estilos de textos

Isso pode parecer besteira, mas acredite: não é. Estilos de texto servem para facilitar todo o trabalho, incluindo a formatação de índices dinâmicos.

O caminho é simples: escreva o texto livremente, sem se preocupar com formatações. Quando terminar, aplique os estilos nos lugares certos.

Como? Selecione, por exemplo, o título do capítulo e, em seguida, ache no menu a opção de formatar e clique em estilos. Uma janela se abrirá com uma lista imensa de estilos. Seja prático: selecione algum estilo de título (ou “heading”) para os títulos e o estilo “normal” para o restante do texto.

Siga assim para o livro inteiro. Você verá já já como isso será útil.

5. Trabalhe com quebras de página, não “enter”!

Terminou um capítulo e deseja passar para a próxima página? A pior coisa que você pode fazer é sair clicando em “enter”, no teclado, até chegar à página seguinte. Por que? Porque qualquer edição mínima que fizer no texto demandará que você o revise por completo para garantir que todos os capítulos não tenham “se movido” quando você acrescentou uma ou outra linha.

Ao invés disso, seja prático. Terminou um capítulo e deseja mudar de página? Dê um “enter” depois do último texto, apenas para garantir, e depois vá ao menu “inserir” e selecione a opção de “quebra de página”.

Pronto: isso garantirá que cada capítulo comece e termine de maneira independente do anterior e do próximo e evitará erros do gênero.

6. Insira índices dinâmicos

É aqui que os estilos entram em cena. Cada texto que você marcou como “título” será devidamente entendido como título pelo Word. E daí?

Daí que basta que você abra uma página no começo do livro (usando a instrução de quebra de página que comentamos acima, no item 5) e simplesmente selecione a opção de “inserir” (no menu) “índices e tabelas” (ou, dependendo da versão do Word, apenas “índice”). Você poderá escolher o modelo do índice que preferir e, depois disso, mágica: um índice automático se formará, com numerações automáticas, de acordo com a paginação em que cada título seu se encontrar.

Há, aqui, uma dica importante: o Word não costuma manter o índice atualizado automaticamente. Assim, sempre que mudar qualquer coisa no texto, vá ao índice, clique com o botão direito do mouse sobre ele e selecione a opção de atualizar. É simples assim.

E agora?

Bom… agora é escrever o livro! Perceba que essas seis instruções são simples, práticas, e podem ser seguidas sem muito estresse. Mas fique atento a essas questões de versões. É possível que você precise passear um pouco pelo menu do Word até encontrar essas opções que mencionamos aqui, mas não se assuste: elas estarão lá.

Isso é o suficiente para escrever um livro? Claro que não: o Word é apenas o programa por onde fazê-lo.

Se quiser mais dicas, desta vez sobre o conteúdo, recomendamos que acesse um desses três posts: como escrever um livro, como escrever um livro infantil e como escrever um livro de romance.

 

 

 

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Como escrever um livro de sucesso

Quais os segredos para que o seu livro seja um sucesso?

Muitos se perguntam como, exatamente, os grandes escritores do mundo conseguiram se sagrar best-sellers e se alçar ao posto de grandes influenciadores do pensamento humano.

Há, é claro, o óbvio: a qualidade dos seus textos. Não há história que resista a um texto ruim, mal escrito, com personagens frágeis e tramas desconexas.

Mas se tudo dependesse apenas disso, grandes autores jamais teriam colecionado fracassos.

J. K. Rowling, a “mãe” de Harry Potter, foi rejeitada por 12 editoras antes de conseguir ser publicada. “Tempo de Matar”, de John Grisham, foi rejeitado por nada menos que 27 (!!!) editoras. “Carrie”, de Steven King, foi ainda pior: teve 30 rejeições. Aliás, dê uma olhada nessa listinha daqui para ter uma dimensão maior.

Todos eles, vale ressaltar, tinham as óbvias qualidades literárias que acabaram transformando-os em alguns dos maiores best-sellers da história da humanidade.

A primeira conclusão a que podemos chegar? Qualidade literária é fundamental, mas não é a única coisa que importa. O que mais um autor deve considerar?

1. Sonhe grande

Sabe a diferença entre um objetivo gigantesco e um pequenininho? O efeito deles.Sonhar grande dá o mesmo trabalho que sonhar pequeno.

Não tenha medo de sonhar em ser um best-seller. Ao contrário: nutra esse sonho, incentive-o, acredite nele custe o que custar. Até porque, convenhamos, se você não acreditar em si mesmo, como espera convencer um leitor?

Tem mais: só um sonho grande te forçará a agir de acordo, o que nos leva ao segundo ponto.

2. Tenha um plano claro

Onde, exatamente, você quer chegar? Se isso não estiver claro, se a ideia for apenas publicar e esperar os ventos e as marés trazerem resultados, esqueça: eles dificilmente chegarão. Você precisará assumir o comando do seu negócio – e isso inclui entender que um livro é, sim, um negócio.

E todo negócio precisa de um plano. Como o produto será finalizado? Como ele será lançado? Como ele alcançará influenciadores relevantes? Como ele será distribuído? como você manterá seu público engajado? Quanto você deseja vender e como imagina chegar nesse número?

São, sim, perguntas difíceis e complexas: mas você precisará responder a todas elas caso queira ter sucesso.

3. Publique uma obra de arte

Assegure-se de que o seu livro esteja realmente bom. Isso inclui trabalhar revisão, capa e diagramação, convidar ou negociar o trabalho de algum crítico que você confie e, enfim, transformar a obra em uma obra de arte.

Não sabe por onde começar? Há inúmeras referências na Internet – como essa aqui.  Pesquise, estude, siga as melhores práticas. Evite, sobretudo, cair na cilada de publicar algo “ruim” às pressas só por não saber como fazer para ter algo melhor. Quer um exemplo? Capa. Livros vendem pela capa – isso é tão verdade que virou até piada em círculos literários. De que adianta você correr para lançar o seu livro se uma das principais forças de venda dele – a capa – estiver ruim?

Isso deve fazer parte do seu plano, diga-se de passagem. Você precisa de uma capa boa. Como consegui-la? Pode ser com algum amigo artista, contratando algum profissional, negociando com alguma agência etc. Há inúmeras formas e, sim, você terá que se virar para descobrir a sua. O que você não pode ou deve fazer é ignorar e lançar algo “de qualquer jeito”. Traduza sempre o “de qualquer jeito” por “de jeito nenhum” e tenha claro de que não adianta nada cumprir um prazo de publicação para colocar algo que ninguém lerá no ar.

Nesse sentido, recomendamos que veja esse checklist aqui com tudo o que seu livro precisa para ficar pronto, finalizado.

4. Organize seu lançamento 

Sim, um lançamento é importante. Mais: ele é fundamental. Organize o seu. Há inúmeras opções para isso como fazer uma parceria com livrarias ou mesmo cafés ou bares locais. Tenha em mente o óbvio: você levará pessoas – os seus convidados – para esses lugares. E pessoas consomem – o que é precisamente o que todos os estabelecimentos comerciais buscam.

Esse post aqui pode te ajudar com uma série de dicas relacionadas à organização de um lançamento.

5. Garanta sua distribuição

É fundamental que seu livro esteja disponível no máximo possível de lugares. Garantir que todas as livrarias físicas o exibam não será algo exatamente fácil (ou mesmo viável) – mas isso não é um problema. Por que? Porque o principal lugar que as pessoas vão para encontrar um livro é sempre o mesmo: a Internet.

No caso de livros, isso significa que o seu deve estar nas principais livrarias online do Brasil.

Se seu livro está aqui no Clube de Autores, ótimo: nós já distribuímos para uma imensa gama de livrarias como Cultura, Estante Virtual, Amazon e outras, muitas outras. Para saber como publicar seu livro, dê uma olhada nesse post aqui ou nesse manual de autopublicação

6. Monte um plano de divulgação

Seu objetivo é responder à seguinte pergunta: como as pessoas saberão e se interessarão pelo menu livro? Há n maneiras de se responder a isso – mas o fundamental é que a resposta parta de você.

A própria Internet te dará uma imensa gama de dicas e conteúdos relevantes. Pesquise, converse, discuta, escreva seu plano. Facilitaremos o caminho por aqui: baixe esse guia de divulgação de livro, totalmente gratuito, feito com base em nossa experiência.

7. Permita-se errar, aprenda a acertar

Acredite: não há inovação sem erro. E todo livro novo é, quase que por definição, uma inovação. Por que estamos dizendo isso? Porque existe a possibilidade de alguma ação sua ser o fracasso. O nome do livro pode ser pouco impactante; a capa, mesmo sendo bem trabalhada, pode não chamar a atenção o suficiente; a sinopse pode ser pobre; o evento de lançamento pode ser um fracasso de público por algum motivo qualquer.

Problemas acontecem: aprenda a lidar com eles. Observe o que deu errado e busque a correção, seja alterando o produto em si ou organizando um outro evento.

8. Não fuja dos fatos brutos

Fatos brutos são aquelas realidades que doem. Quando lançamos algo tão pessoal quanto um livro, costumamos quase que caçar desculpas para eventuais fracassos. O livro não vendeu tanto quanto você imaginava? Não perca tempo achando alguém ou alguma coisa a quem culpar. Culpe-se a si mesmo: só assim você conseguirá mudar algo e dar uma guinada nos resultados.

Aceite a realidade que se colocar à sua frente, estude-e, ajuste seu plano para alterá-la.

9. Seja disciplinadamente resiliente

Essa talvez seja a maior das dicas. Sabe o plano que você montou lá no começo? Atenha-se a ele.

Sim, variáveis entrarão em cena, fatos não planejados cairão como bombas pelo seu caminho e problemas surgirão. Conte com isso.

E saiba manusear as suas ações para que elas sempre, sempre sigam em direção aos objetivos que você traçou em seu plano.

Se você fizer isso, garantimos: os resultados virão.

 

 

 

 

 

 

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Já conhece nossos materiais de apoio para escritores?

Nos últimos tempos, montamos uma série de materiais de apoio para escritores com base em nossa experiência. Há de tudo aqui – e, de quando em quando, sempre vale parar para postar aqui no blog uma lista com essas recomendações.

Universidade do Autor

A primeira (e talvez mais importante de todas) é a Universidade do Autor. É um ambiente gratuito onde você encontrará guias que poderão de ajudar a escrever, diagramar, precificar, publicar e divulgar o seu livro. De maneira geral, tentamos sempre deixar esse conteúdo o mais acessível possível e em formato livre para que os escritores possam utilizar como consulta.

O acesso à Universidade do Autor se dá pelo rodapé do site do Clube de Autores mas, claro, você também pode clicar diretamente aqui.

Posts mais completos

Além do material da universidade, sempre publicamos posts hiper completos com checklists e guias e melhores práticas. Alguns deles estão aqui:

Como ter ideias para escrever um livro

Como escrever um livro

Como lançar um livro sem burocracia

Como registrar o ISBN para seus livros

Quais os melhores programas para se escrever um livro

Checklist: meu livro está pronto para ser publicado?

Está na dúvida sobre um ou outro ponto relacionado à publicação do seu livro? Pare um tempinho e leia esses conteúdos. Certamente eles te ajudarão!

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Como escrever um livro de romance

O que você deve levar em conta ao escrever uma história de amor?

Antes de começar este ost, cabe de imediato um esclarecimento: um romance não é, necessariamente, um livro de romance. Por algum motivo qualquer, no nosso idioma, um romance é todo e qualquer livro, em prosa, que narre uma história (mesmo que ela sequer contenha menções a amor ou coisas do gênero). Um livro de romance, no entanto, já envolve, sim, histórias de amor. E é deles que falaremos aqui.

Primeiro, porque mais de 25% de todos os livros publicados aqui no Clube são relacionados, de alguma forma, ao amor. E, segundo – mas não menos importante – pelo óbvio: o amor é, provavelmente, o mais importante dos assuntos da humanidade e o único ao qual todos da nossa espécie, de alguma forma, têm algum tipo de experiência ou vivência pessoal. E, se somos uma espécie que se diferencia das demais justamente pela nossa capacidade de contar histórias, nada mais natural que escolhermos como base para elas o mais universal dos assuntos: o amor.

Exemplos de obras primas não nos faltam: Machado de Assis esculpiu Bentinho e Capitu em um extremo, Guimarães Rosa entregou Riobaldo e Diadorim em outro, Hemingway, Garcia Marquez, Pamuk, Kazuo Ishikuro e tantos mais nos brindaram com as maiores pérolas da literatura baseadas justamente nesse gênero máximo.

Mas, se amor é um sentimento universal, a técnica de se estruturar um romance envolvente certamente é bem mais individual. Basta, aliás, comparar alguns desses exemplos que citei acima. Por mais incríveis que sejam, em nada o platonicismo do Amor nos Tempos do Cólera (Garcia Marquez) sequer se assemelha com a distopia de Não me Abandone Jamais (Kazuo Ishiguro). ainda assim, ambas são obras primas indiscutíveis.

E aqui entramos com um punhado de dicas (ou boas práticas) algo que, se não servirão como livro de receita – pois não há receitas aqui – certamente ajudarão a inspirar ou ao menos a “guiar” o escritor.

1. Leia muito, muito, MUITO.

Esse negócio de querer escrever e não gostar de ler é algo simplesmente desfuncional. E mais: as desculpas comuns (como falta de tempo) são ridículas. Sempre, sempre se arruma tempo para o que se realmente deseja fazer. É tudo uma questão de prioridades.

E se você quer ser um escritor, o primeiro passo é abraçar a leitura de todas as formas. Cada vez que você mergulhar em um universo criado por outro autor, afinal, você terá uma aula de estilo, de construção de trama, de personagens. Você pode não encontrar o seu estilo neles, mas certamente colecionará exemplos que o ajudarão a entender o que prende o leitor.

Nesse sentido, dê bastante espaço para os clássicos, os livros que se imortalizaram no tempo. O motivo? Se u Dom Quixote, para ficar em um exemplo, está há séculos encabeçando a lista dos mais vendidos da história da humanidade, é certamente pela capacidade narrativa de Cervantes.

Aproveite: os melhores professores do mundo, afinal, estão logo ali, na livraria mais próxima de você.

2. Viva na realidade, não na utopia

A maior diferença entre realidade e utopia é a complexidade. Em utopias, tudo funciona como um reloginho: quem ama é sempre correspondido, os conflitos são superficiais, mesmo os problemas são de uma facilidade irrealmente ingênua.

Bom… a vida não é assim e o leitor sabe. A consequência: a capacidade de retenção de atenção, de engajamento, despenca.

E é precisamente isso que desejamos evitar ao mergulhar mais a fundo na realidade. Ao estruturar uma trama qualquer, baseie-se no mundo real: agregue complexidade, contratempos, dificuldades e, em suma, “normalidade”. Deixe seus personagens mais tridimensionais, com qualidades e falhas, acertos e erros.

Se, ao terminar uma leitura crítica, você sentir que algo estiver perfeito demais para ser verdade, sente e reescreva. A verdade é o que mais se deve buscar em um livro, mesmo que seja uma ficção.

3. Cace o espírito do tempo

Sabe uma das principais regras que Shakespeare utilizava para compor as suas peças? Ele sempre, sempre criava alguma trama com base nos “trending topics” da Inglaterra. Othello foi escrito quando Elisabeth I expulsava os mouros de Londres; o Rei Lear se baseou em um caso jurídico real que se transformara na grande fofoca do reino; MacBeth foi feita para celebrar, por meio de metáforas, a linhagem do monarca James I , para quem a peça foi escrita.

O que aprendemos com o grande mestre? Simples: que um pano de fundo popular, principalmente quando assume proporções gigantescas, é perfeito para fazer a audiência se conectar com a trama e se deixar envolver pelas histórias dos personagens.

4. Não há boas histórias românticas sem grandes conflitos

Tá… talvez até haja uma ou outra que não tenha me ocorrido – mas o fato é que são raras. O que envolve o leitor, afinal, não é a estrutura do personagem em si, mas sim as suas reações seguindo momentos de conflitos internos e externos.

Naturalmente, quanto mais conflitos, mais fácil construir reações à altura (desde que sejam consistentes com a personalidade dos personagens.

5. Crie personalidades para seus personagens

Entramos em um quinto e fundamental ponto aqui: personagens não devem ser descritos apenas como rostos e atitudes. Todos devem ter um passado próprio, um histórico que dê consistência a cada uma de suas atitudes quanto a tudo.

Não que você precise, claro, se alongar infinitamente nos detalhes da infância de um personagem secundário – a questão não é essa. Mas, na medida em que um personagem vá ganhando prioridade na história, a importância de fazer o leitor entender o seu passado vai ficando cada vez mais relevante. Somente assim, afinal, aquele senso de intimidade entre leitor e protagonistas vai ganhando um espaço fundamental para que o engajamento com a história seja efetivamente construído.

Quer uma dica? Monte uma linha de tempo e um resumo da história de cada um dos seus personagens antes de se alongar muito na trama. Pode ser que você nem utilize partes desse histórico mas, no mínimo, ele servirá para garantir que você não coloque ações e palavras na boca de um personagem que dificilmente as executaria.

6. Cuidado com o piegas

Um dos maiores riscos de um livro de romance é deixá-lo escorregar para o piegas, forçando a barra em situações naturais e trocando a densidade pelo sentimentaloidismo.

A solução, aqui, normalmente foge de algo que o próprio autor possa resolver sozinho: envolve um leitor crítico.

Há, normalmente, dois caminhos aqui: selecionar um ou mais amigos críticos ou contratar um crítico literário. Seja qual for o caminho, o importante é que você escolha alguém realmente crítico em quem confie (evitando envolver alguém que você sabe que vai te elogiar livremente pela própria relação que já tenham) e que deixe de lado o ego (preparando-se para receber e lidar com eventuais críticas mais pesadas).

Esteja disposto a reescrever trechos inteiros do seu livro, aliás. E entenda que isso faz parte do processo.

7. Siga todas as outras recomendações que servem para todos os outros gêneros

Isso pode parecer genérico demais (e talvez seja mesmo)… mas já escrevemos aqui uma série de dicas importantes sobre como escrever um livro que se aplicam tanto a romances quanto a outras temáticas diversas. Elas incluem, por exemplo:

Como escrever um livro

Como lançar um livro sem burocracia

Como publicar um livro no Clube de Autores

E agora? O que fazer? 

Bom… a parte mais complexa de se escrever um livro, naturalmente, é sentar e escrevê-lo! Esse compilado de dicas aqui deve ser visto mais como uma espécie de caminho, de recomendação nossa com base na experiência de lidar com mais de 70 mil títulos e de ler muitos, muitos livros – principalmente de romance.

Mas nada, nada substituirá a sua própria veia de escritor. Assim sendo, procure ao menos observar as nossas recomendações e mergulhar na sua própria trama. Do nosso lado, desejamos toda a sorte do mundo e esperamos tê-lo publicado aqui, no Clube de Autores!!!

 

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O que funciona melhor na autopublicação?

Muitos autores que aparecem por aqui costumam perguntar o que funciona melhor na autopublicação.

Mais: eles perguntam até mesmo se a autopublicação funciona.

E normalmente respondemos com toda uma série de números e dados que existem para comprovar e afirmar o óbvio: a autopublicação, hoje, é o único caminho bom para novos autores.

Isso significa que todos terão sucesso, que basta publicar e aguardar os louros da vitória? Não, óbvio que não.

Aliás, de antemão já recomendamos que você acesse os guias que montamos aqui sobre como publicar, como escrever, como precificar, como divulgar etc. São compilados valiosos feitos com base em anos e em dezenas de milhares de livros que já vimos e continuamos vendo passar por aqui.

Mas, voltando à pergunta original, o que funciona melhor na autopublicação?

Considerando que seu livro esteja bem escrito, com o português devidamente revisado, com uma capa sedutora, o ISBN registrado… o que ele precisa para decolar?

Em uma palavra: distribuição.

Não que seu livro precise estar nas prateleiras de todas as livrarias físicas do país: acredite, isso é impossível até para as grandes editoras. Mas ele precisa estar localizável nas maiores lojas das maiores redes.

E quais sãos as maiores lojas? Os sites das maiores redes.

Amazon. Livraria Cultura. Estante Virtual.

Somadas, apenas essas três já chegam a dezenas de milhões de leitores país afora.

Somadas, essas três já garantem que qualquer consumidor consiga encontrar e comprar o seu livro.

Somadas, essas três elevam o seu potencial de sucesso ao máximo possível, bastando “apenas” que você trabalhe bem os outros fatores de sucesso (qualidade do texto, revisão, capa, preço, divulgação).

E sabe do melhor? Essas três – além de toda uma gama de outras lojas e marketplaces – já fazem parte da rede do Clube de Autores. Ou seja: basta publicar aqui (com ISBN, claro) que seu livro será distribuído para todas essas lojas online sem que você precise pagar nada por isso.

Ainda não publicou?

Então baixe nossos guias, acesse nosso site e publique agora mesmo! Seus leitores, afinal, certamente estão por aqui, esperando suas histórias!

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