Capas contam. Muito.

Já fiz aqui post atrás de post falando sobre a importância do ISBN para se conseguir distribuir o seu livro por livrarias. Não vou considerar o assunto superado: tenho a mais absoluta certeza de que nunca será demais relembrar que quanto maior a presença de um livro, maior a chance dele vender bem.

Mas passemos agora a outro assunto: capas.

“Livros não devem ser comprados pelas suas capas”, dizem alguns. “Só no Brasil se compra pela capa”, dizem outros.

Bom… não falarei aqui apenas com a experiência de quase 10 anos acompanhando o mercado editorial no mundo inteiro. Falarei o óbvio: se capas não fossem essenciais para se vender livros no mundo inteiro, então todas seriam iguais: fundo monocromático com um título escrito.

Não é isso que acontece – e por motivos óbvios.

Seja em uma livraria online ou física, sempre haverá um sem número de livros brigando pela atenção do possível leitor. E o que esse leitor fará, principalmente se não conhecer bem o autor ou se não entrar na loja sabendo o que deseja comprar?

Sem tempo para ler todas as milhões de sinopses disponíveis, ele primeiro se deixará guiar pelos olhos. E para onde irão esses olhos? Para as capas, obviamente.

A capa de um livro é a primeira curadoria feita pelo leitor. Pode ser superficial, pode ser imediatista, pode ser insuficiente para se tecer qualquer julgamento: mas é assim no mundo inteiro.

Assim, seu eu puder deixar um conselho a todos os autores independentes daqui do Clube, ei-lo: invista na capa da sua obra. Uma capa bem feita pode não ser sinônimo de vendas excepcionais – mas uma capa mal feita quase sempre é sinônimo de fracasso comercial.

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Cuidado com atalhos: prefira sempre os caminhos oficiais

Semana passada, uma autora nos contatou com uma reclamação sobre um dos serviços que ela contratou no Profissionais do Livro. O que aconteceu? Ela contratou um serviço de diagramação e capa, pagou, o profissional sumiu e ela ficou a ver navios.

Nossa política aqui no Clube é BEM prática e feita justamente para proteger o autor: se qualquer serviço comprado pelo Profissionais do Livro não for entregue ou for entregue com má qualidade, a compra em si é cancelada e o autor é integralmente reembolsado no mesmo dia.

Onde estava o problema, então? Essa autora não contratou o profissional pelo site. Ela o achou por lá, o contatou diretamente via email e efetuou o pagamento como depósito em sua conta bancária. Pois bem: este post é quase um alerta, um pedido para outros autores. A única maneira que nós temos de garantir um serviço é se ele for comprado através de nós. No caso dessa autora, como ela saiu dos canais oficiais e efetuou o pagamento de maneira direta, ela realmente acabou ficando à mercê da má fé do fornecedor, o que lhe custou caro.

Quer contratar um serviço profissional para seu livro? Faço-o por aqui pelo Profissionais do Livro – mas evite atalhos desnecessários. A nossa maior vantagem não é apenas reunir milhares de prestadores de serviço em um mercado aberto – é poder intermediar a relação com total segurança para todos.

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Não abra mão de uma boa capa para seu livro

Já disse aqui uma, duas, três, dez vezes: se tem uma coisa que a experiência no Clube me ensinou, é que capa é fundamental para o resultado de um livro. Sim: disponibilizamos alguns modelos pre-prontos no site para facilitar a vida dos autores. Mas aceite um conselho: não os use. Crie a sua.

Não sabe como fazer? Contrate alguém. É caro? Dependendo do capista, sim, sem dúvidas. Mas dê uma olhada no Profissionais do Livro (www.profissionaisdolivro.com.br): opções de qualidade para todos os bolsos e gostos não faltam.

O importante é entender que um livro é, para dizer o mínimo, a alma aberta do seu autor, a sua vida, seus pensamentos mais íntimos, sua autobiografia metaforizada. Algo tão importante assim merece um invólucro à altura.

Se não concordar comigo, se achar que o que importa é sempre só o conteúdo, então apelo para o óbvio: há muitos, mas muitos leitores que escolhem pela capa. E, se uma capa fantástica não é garantia de venda, uma sofrível pode facilmente ser uma garantia de fracasso.

Não se iluda: uma boa história começa antes que um leitor mergulhe nas suas páginas. Uma boa história começa no instante em que o leitor decide entrar em seu universo.

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Cores aparecem negativadas nas capas?

De vez em quando, notamos que alguma capa de livro publicada aqui no Clube aparece com efeito negativado (em cores invertidas). Ao verem seus livros no ar assim, a primeira reação dos autores é de medo: que tipo de impacto ela causará no público? Como será a impressão? E, principalmente, onde está o erro que gerou essa estranheza na tela?

A boa notícia é que evitar isso é bem simples.

Em linhas gerais, há três principalmente três grandes tipos de padrão de cores utilizados em design gráfico: RGB, CMYK e Pantone.

Não vamos nos ater ao Pantone por ser muito pouco usado aqui no Clube: vamos aos dois outros formatos.

RGB é uma sigla para Red (vermelho), Green (verde) e Blue (azul). É um padrão de cores aditivas, obtidas pela decomposição (natural ou artificial) de focos de luz. Elas são utilizadas prioritariamente em monitores porque, basicamente, emitem luz.

O CMYK – Cyan (ciano), Magenta (magenta), Yellow (amarelo) e Black (preto) – é o oposto. As cores são subtrativas, o que significa que o parte das cores que visualizamos vem da luz que não é refletida. É ideal, portanto, para mídias impressas, que não tem focos de luz diretos como monitores.

Aí entra uma dúvida: o que é ideal no caso do Clube? Afinal, as capas são vistas em um monitor – mas impressas em papel!

A resposta é simples: RGB.

Ao utilizar esse padrão de cores para as capas, você garante que elas fiquem perfeitas para visualização dos usuários. Do lado de cá, um tratamento automático é dado sempre que ela vai para impressão, garantindo também que tudo saia perfeitamente bem no papel.

Talvez isso tudo seja grego para a maior parte dos autores – o que não chega a ser um problema uma vez que a maior parte dos software já tem RGB como padrão. Mas, se for contratar serviços de um capista, não esqueça de observar que a arte precisa ser feita sempre em padrão RGB e nunca em CMYK!

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Você escolhe um livro pela capa?

Antes de responder à pergunta no título desse post, pense nas seguintes situações:

1) Você está no deserto, morrendo de sede, e de repente se depara com dois copos: um, meio manchado e de madeira gasta, com aspecto pouco convidativo; e outro limpo, reluzente e com um design que o “pinta” com cubos de gelo refrescantes.

2) Você está com fome e precisa se decidir entre dois restaurantes: um escuro, com garçons de aspecto mal humorado na porta e com cadeiras vazias encostadas em mesas já gastas pelo tempo; e outro novinho, com pessoas sorrindo nas mesas cuidadosamente arranjadas em um interior iluminado e bem decorado.

A não ser que você cultive a imagem de “ser do contra” por puro prazer, é altamente provável que escolha o copo com layout de gelo e o restaurante novo, lindo e limpo. E o motivo é simples: nós todos começamos a “interpretar” uma mensagem a partir do momento em que nos deparamos com ela pela primeira vez. E a capa, em geral, é o primeiro contato que um leitor tem com um livro.

Ela pode não ter tanta importância quanto o interior da obra – mas tem o fundamental papel de aguçar a criatividade do leitor e puxá-lo, quase que como um ímã, para um mergulho em suas páginas.

E isso sempre foi assim: Hemingway, por exemplo, observou que, nos sebos parisienses da década de 20, livros confeccionados nos Estados Unidos vendiam menos do que livros confeccionados na França por uma pura questão de acabamento estético.

Da França de 1920 até o Brasil de 2011, o mesmo se observa aqui, nas prateleiras virtuais do Clube. Ao se ordenar os resultados da livraria pelos mais vendidos – ou ao se observar a lista dos 10 mais da semana que publicamos em nossa newsletter – sempre se constatará uma predominância de capas bem trabalhadas, desenhadas, com um apelo mais forte ao leitor.

O mesmo acontece por todo o mundo, em editoras dos quatro cantos e com as mais diversas especializações. Não fosse assim, aliás, certamente já não haveria capistas empregados!

Dizem alguns que uma imagem vale mais do que mil palavras. Não estamos tão de acordo com isso aqui no Clube – mas não há como negar que, no mínimo, uma boa imagem ajuda a vender melhor milhões de palavras.

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