10 citações de Grande Sertão: Veredas

Não preciso dizer aqui o quão fascinado eu sou por Guimarães Rosa e sua literatura modernista, uma das mais autênticas já produzidas no Brasil. Não só já devorei quase tudo o que ele escreveu como já corri quase 150km pelos sertões que o inspiraram tanto lá no meio de Minas (veja o relato aqui).

A literatura roseana é carregada de contradições estilísticas, eu diria. Se, por um lado, contos se confundem com romances e capítulos inexistem em sagas que duram centenas de páginas sem uma única divisão, por outro há pequenas frases ou trechos que, por si só, valem livros inteiros.

Grande Sertão é assim: um épico digno de Tolstoi recheado de microgenialidades no estilo de Drummond. Hä como pedir mais a algum autor?

Dia desses o blog Litera Tortura publicou 10 citações incríveis da obra. Devo alertar que há spoliers envolvidos….  mas que  vale cada letrinha pregada na tela. Clique aqui para acessar.

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Artista cria “pinturas” impressionantes usando livros como telas

Tá: esse post não é exatamente algo literariamente denso, por assim dizer.

Ele também não é nosso: é um repost do excelente blog Livros e Pessoas.

Ainda assim, é curioso – e curiosidade sempre inspira.

Sugiro, então, que cliquem na imagem abaixo ou aqui para acessar a matéria. Ou você já viu livros servindo de telas desta maneira??

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Cuidando do seu blog de autor

Recentemente, postei por aqui minha experiência usando um blog para abrir o livro inteiro que estava escrevendo, capítulo a capítulo. Em uma nota à parte: estou fazendo isso de novo com um outro livro neste exato momento e, se quiser, você pode conferir no www.genedocaos.com

Pois bem: minha experiência foi muito bem sucedida por motivos que já expressei neste post aqui. Mas esse relato acabou trazendo questionamentos novos de autores: um blog, afinal, não é apenas uma ferramenta de divulgação – é um outro meio de se fazer literatura. Basta, portanto, apenas sair escrevendo?

Não. é preciso montar um blog visualmente interessante, cuidar do seu conteúdo com frequência e constância e, enfim, deixá-lo sempre bem nutrido e sedutor o suficiente para captar leitores.

O Papo de Autor fez um outro post bem interessante que recomendo a leitura, listando erros comuns que ocorrem em blogs literários. Se você está seguindo este caminho, vale muito a pena ler clicando aqui, na imagem abaixo ou diretamente no link http://www.papodeautor.com.br/5-erros-comuns-dos-blogs-literarios/!

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Vale a pena abrir seu livro em um blog?

Antes de mais nada, um aviso: prometo não usar este post para me autopromover ou obter alguma vantagem indevida qualquer frente a outros autores. 

A ideia aqui é outra. É contar uma experiência. 

Sempre que autores me perguntavam sobre como usar o mundo digital para se divulgar, minha resposta girava em torno do óbvio: montar audiência nas redes, manter um blog ou página com conteúdos frequentes, se transformar em onipresente para leitores. E mantenho tudo, claro: não há como um autor galgar seu próprio espaço, hoje, sem aprender a se divulgar. 

Mas volta e meia alguém perguntava sobre a eficácia de se manter os textos todos abertos, postados no blog, para quem quisesse. E eu respondia que não, que isso seria a melhor forma de afastar leitores que, afinal, não teriam motivo algum para comprá-lo. 

Ano passado conheci uma autora aqui do Clube, a Nath. Por muito tempo ela figurou na relação das mais vendidas, o que me surpreendeu principalmente por um fato: todo o seu livro estava aberto na Internet para quem quisesse ler. 

“Por que alguém compraria um livro que está gratuitamente disponível na rede?”, me perguntava. 

Uma única resposta me ocorreu: comodidade. 

Se tudo na vida tem um preço, a “comodidade” não haveria de ser diferente. 

Para muitos, ler um livro em um blog pode ser perfeitamente confortável – e esses continuarão fazendo isso. Para outros muitos, no entanto, o farfalhar cheiroso do papel ou a ordenação indexável de capítulos dos ebooks são mais cômodos. E quanto custa essa comodidade? Quanto um leitor está disposito a pagar por ela? 

R$ 10? R$ 20? R$ 30? R$ 40? 

Cada um tem um preço, claro. E quando esse preço imaginado pelo autor bate com o disponível do leitor, uma venda ocorre. 

Fiz um teste com um livro meu e publiquei um capítulo por dia em meu blog. 

O resultado? Dia a dia, a audiência do blog foi crescendo como que por mágica. Mágica não: por internetidade. A cada novo capítulo publicado, um punhado de compartilhamentos em redes sociais fazia a audiência crescer; a cada novo post, mais de mim era indexado nos buscadores; a cada novo comentário, um engajamento diferente me vinculava a leitores que eu desconhecia. 

Esse processo levou pouco mais de um mês, com o livro sendo escrito quase que em tempo real. 

No final do período, havia colecionado algo como dois mil visitantes diferentes no blog. 

Publiquei o livro no Clube e fiz um único post avisando. 

Resultado: algumas centenas de exemplares vendidos – e isso porque a única divulgação que fiz foi o próprio livro sendo postado, dia a dia, na Internet.

Hoje, quando autores me perguntam sobre a eficácia de se deixar seus livros abertos na rede, minha resposta é diferente: “sim, desde que tenha claro que o seu novo produto não será um livro e sim a comodidade do seu leitor”. 


 

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Os detalhes que podem fazer a diferença: capas animadas

Confesso: eu escolho livros pelas capas.

Não todos e nem acima de tudo, claro. Tenho meus temas preferidos e meus autores de cabeceira. Mas quando vejo uma capa bem feita, bem executada, bonita, é impossível não ser atraído pelas suas páginas.

Capas são, afinal, Ímãs para a imaginação sempre fértil de um leitor prestes a escolher a história na qual mergulhará.

E, se há algo que o mundo digital pode agregar facilmente, é o uso de pequenas animações (ou GIFs) justamente às capas expostas em sites. Vi uma matéria no Livros e Pessoas (clique aqui) com alguns exemplos fabulosos, dois dos quais replico aqui no blog.

Ainda não estamos preparados para receber capas animadas aqui no Clube – mas certamente é uma ideia incrível.

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