Vídeo da Fliba saindo já já

Quer saber como foi a I Fliba – Festival Literário do Baixa Augusta – primeiro evento exclusivamente voltado para autores independentes do Brasil?

Bom… tome minha palavra: foi sensacional. O primeiro de muitos, arriscaria dizer.

Mas não precisa se ater a ela: estamos trabalhando em um vídeo que mostra exatamente o que aconteceu lá na Passagem Literária.

Aguarde. Já já você verá como foi a primeira edição desse evento que se tornará regra no calendário literário brasileiro!

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Clube de Autores começa a distribuir livros no Submarino e na Americanas.com

Há alguns dias, fizemos um post sobre a distribuição de livros na Estante Virtual. Bom… esta semana temos mais duas novidades: Submarino e Americanas.com.

Pois é: os livros impressos do Clube também estão seguindo seu caminho para esses dois grandes varejistas, ampliando ainda mais o alcance de todos aqui. No caso deles, no entanto, há uma observação que se faz importante: apenas os livros com ISBN serão distribuídos lá.

Assim, se você tem seu livro com ISBN publicado no Clube e nos autorizando a distribui-lo, pode comemorar! Com uma pequena observação: como o volume de títulos do Clube é alto, ainda levará alguns dias até que todo o acervo esteja disponível – os títulos estão subindo em “ondas”, por assim dizer. 

Se você ainda não tem ISBN, recomendo que vá a www.profissionaisdolivro.com.br e contrate uma assessoria para obtenção de ISBN ou tire o seu diretamente no isbn.bn.br . O processo é simples, barato e, acredite, vale muito a pena!

ATUALIZAÇÃO: SUBMARINO E AMERICANAS NÃO PEDEM ISBN, O QUE SIGNIFICA QUE TODOS OS LIVROS AUTORIZADOS PELOS AUTORES A SEREM DISTRIBUÍDOS POR NÓS IRÃO PARA LÁ.

E, claro, reforço abaixo as regras de distribuição:

Hoje, quando se autoriza a distribuição de ebook pelas lojas virtuais (Apple, Google, Amazon etc.), se aceita também regras novas de remuneração para que possamos incluir o repasse financeiro de parte do preço de capa para essas lojas. As regras que adotamos aqui serão as mesmas. Ou seja: 

Se seu livro custar, hipoteticamente, R$ 35,00 no Clube, dos quais R$ 5,00 são de direitos autorais, este montante continuará valendo apenas para vendas feitas através do site do Clube. Caso o livro seja vendido, por exemplo, via Amazon, a sua remuneração será fixa de 20% sobre o preço final – ou seja, de R$ 7,00. Apenas para frisar: custe o que custar o livro, o preço no Clube ou nas lojas será o mesmo e, no caso de vendas pelas lojas, o autor receberá sempre 20% do preço de capa. 

Se você já tem um ebook autorizado a ser distribuído, não precisará fazer nada – a mesma regra se aplicará ao impresso. Caso não tenha e deseje distribuir o seu livro pelos canais, basta que vá a Sua Conta, clique em Livros Publicados, clique no botão de ações e vá a Gerenciar Publicações em Livrarias, seguindo as instruções na tela. 

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1Q84 e a Lei de Tchekhov

Tchekhov dizia que, se um revólver aparecesse em uma cena qualquer de uma história, é porque ele eventualmente seria disparado. 

Histórias, ao menos sob a ótica do mestre russo, não tinham espaço para elementos supérfluos, para desnecessidades. Nas histórias, tudo devia ser calculado, medido, intercalado em uma relação simbiótica de causas e consequências.

Tudo devia ser construído para conduzir a concentração do leitor pela imaginação do autor: qualquer possível desvio, qualquer brecha deixada por descuido poderia soprar a imaginação do leitor para longe, fazendo-o criar versões paralelas repletas de “se’s” e costurar hipóteses que seriam, em essência, estradas abertas para a total perda de interesse no enredo real.

Tchekhov morreu em 1904.

Anos depois, um outro mestre da literatura, o japonês Haruki Murakami, publicou a sua obra prima 1Q84 – uma espécie de thriller psicometafísico tão impressionante que as suas 1.500 páginas terminam quase que em um susto só, deixando um surpreendente gosto de “quero mais”.

Em um ponto específico da história, um personagem entrega um revólver para uma amiga mencionando a “Lei de Tchekhov” e, portanto, profetizando que ela eventualmente atiraria em alguém. Ela teria que atirar, afinal.

E há oportunidades para isso. Inúmeras.

A personagem, Aomami, chega a um ponto em que a arma vira quase uma extensão de seu próprio corpo. Mas… o livro chega ao fim e o revólver nunca cumpre o papel para o qual foi criado.

Alguns podem argumentar que, talvez, o papel do revólver tenha sido justamente esse: o de representar algo, de agregar alguma sensação de segurança para guiar a personagem pelo sempre tenso enredo. Talvez a sua própria existência tenha sido uma espécie de fim em si mesmo.

O fato, no entanto, é que tanto na arte quanto na vida as histórias são invariavelmente resultados dos seus tempos.

Na Rússia do final do século XIX – a mesma de Tolstoi e Gorki, diga-se de passagem – a vida real era tão rústica e prática que uma arma não disparada simplesmente não faria sentido em nenhuma história: geraria estranheza, angústia, incômodo. No passado, tudo tinha um motivo de ser, um destino a ser cumprido – e a arte, enquanto mímica da vida, não poderia ser diferente.

Hoje, nossos tempos são outros.

Hoje, lemos livros enquanto prestamos atenção na estação de metrô que devemos saltar, assistimos à televisão enquanto navegamos no Facebook e escrevemos as nossas histórias enquanto absorvemos as críticas feitas em tempo real sobre seus trechos inacabados.

O autor de hoje é tão multitarefa quanto seu leitor: vive escolhendo, a cada piscar de olhos, a que deve prestar atenção e o que deve ignorar. Hoje, portanto, todos estamos acostumados não a uma, mas a toda uma coleção de “desnecessidades” supérfluas nos cenários das nossas vidas reais. Nossas vidas reais, arriscaria dizer, são muito mais recheadas de coisas supérfluas do que de elementos que realmente fazem parte dos nossos destinos.

O próprio conceito de destino mudou: de algo pre-determinado e imutável ele se metamorfoseou em algo essencialmente volúvel, dependente das pequenas escolhas nossas de cada dia.

No mundo de Tchekhov, um revólver não faria sentido se não fosse disparado. Era a finalidade que definia o ser, o objeto.

No mundo de Murakami, no nosso mundo atual, basta que um revólver exista para que sua função seja cumprida. O objeto em si é também a sua própria finalidade.

E isso muda toda a forma com que interpretamos as grandes obras dos nossos tempos de uma maneira revolucionária, somando sutilezas nos enredos que tendem a acrescentar muito mais sentido a cada capítulo, a emprestar muito mais realidade à ficção.

Para quem costuma achar que a “boa literatura” já estava morta (algo infelizmente corroborado por fatos como Bob Dylan receber o Nobel ou José Sarney ser membro da Academia Brasileira de Letras), é bom despir-se de preconceitos e ler novos livros com novos olhos.

As obras primas de hoje são muito mais complexas, sutis e densas que as do passado: os novos autores estão revolucionando a literatura como em nenhum outro tempo da nossa história.

NW cover

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Livros do Clube serão distribuídos para as maiores redes de livrarias

Finalmente, depois de ANOS, os livros impressos do Clube estarão disponíveis nas seguintes lojas: 

  • Amazon
  • Submarino
  • Americanas
  • Buscapé
  • Mercado Livre
  • Shoptime

Ainda estamos em negociação com algumas outras e teremos novidades em breve. Bom… as regras serão as seguintes: 

Hoje, quando se autoriza a distribuição de ebook pelas lojas virtuais (Apple, Google, Amazon etc.), se aceita também regras novas de remuneração para que possamos incluir o repasse financeiro de parte do preço de capa para essas lojas. As regras qiue adotaremos aqui serão as mesmas. Ou seja: 

Se seu livro custar, hipoteticamente, R$ 35,00 no Clube, dos quais R$ 5,00 são de direitos autorais, este montante continuará valendo apenas para vendas feitas através do site do Clube. Caso o livro seja vendido, por exemplo, via Amazon, a sua remuneração será fixa de 20% sobre o preço final – ou seja, de R$ 7,00. Apenas para frisar: custe o que custar o livro, o preço no Clube ou nas lojas será o mesmo e, no caso de vendas pelas lojas, o autor receberá sempre 20% do preço de capa. 

Se você já tem um ebook autorizado a ser distribuído, não precisará fazer nada – a mesma regra se aplicará ao impresso. Caso não tenha e deseje distribuir o seu livro pelos canais, basta que vá a Sua Conta, clique em Livros Publicados, clique no botão de ações e vá a Gerenciar Publicações em Livrarias, seguindo as instruções na tela. 

Deixamos apenas um aviso importante: ainda estamos em processo final de integração com as lojas. Comunicaremos por aqui assim que tudo estiver valendo mas, de antemão, já queríamos compartilhar a notícia com todos os autores. 

Esta é uma vitória importantíssima para todos nós, autores independentes: será a primeira vez que os nossos livros estarão disponíveis em formato impresso para as principais lojas brasileiras! 

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Autopublicação de livros didáticos cresceu mais de 120% no Clube de Autores em 2015

Às vezes, quando paramos para olhar o que está acontecendo ao nosso redor, nos surpreendemos.

Do lado de cá, começamos a olhar para alguns livros que estavam começando a despontar subitamente – até que percebemos que se tratava de toda uma categoria de livros didáticos. Sob os nossos narizes, por assim dizer, livros utilizados em escolas e cursos cresceram 120% em volume de títulos e 53% em vendas no ano de 2015 – mesmo ano que, ressalte-se, o mercado editorial brasileiro como um todo encolheu mais de 5%.

Bom… esse encolhimento do mercado editorial, verdade seja dita, não chegou a atingir o Clube. Na prática, nós crescemos quase 40% no ano – número que, embora alto, ainda assim é menor do que o de didáticos.

Vamos dar uma olhada nesses números a partir de um material que preparamos para a imprensa:

(…) entre 2009 e 2016, cerca de 1.900 livros didáticos foram publicados pelo Clube de Autores. No mesmo período, o número de vendas do gênero superou a marca de 30 mil exemplares. 

Essa nova tendência pode ser representada por Rafael Barbosa da Cunha, 38, professor de ciências do ensino fundamental e médio com mais de quinze anos de experiência no magistério, que após anos de tentativas frustradas de publicação em editoras convencionais, encontrou no Clube de Autores a alternativa ideal para realizar seu sonho: publicar livros didáticos. Hoje, suas obras já fazem parte da grade curricular obrigatória de escolas em Niterói, no Rio de Janeiro.  

“O meu primeiro lançamento foi no colégio Nossa Senhora da Assunção, em 2014. Estávamos realizando uma verticalização e adequação dos conteúdos trabalhados nas diversas séries, quando ficamos sem alternativa de material didático que contemplasse o currículo da disciplina de Biologia. Foi quando apresentei minha obra. Levei os exemplares e, após análise da equipe, resolveram adotá-la”, lembra Cunha. 

O autor se recorda que, na época, o corpo docente da instituição não conhecia as plataformas de auto publicação, em que pais e alunos comprariam livros diretamente pela Internet e que as obras eram editadas pelo próprio autor. Entretanto, a aprovação foi tamanha, que ele desenvolveu no ano seguinte uma coleção didática para o Ensino Fundamental I e II. “A coleção conta hoje com cinco exemplares e é adotada nos colégios Nossa Senhora da Assunção e São Vicente, ambos localizados em Niterói”.  

Atualmente, o autor atua como professor em três turnos, em cinco séries diferentes, coordenador e cursa mestrado na UFF, a Universidade Federal Fluminense. “Eu posso afirmar que, apesar de nova, a auto publicação é uma tendência que veio para ficar”, conclui. 

 

 

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