Autor do Clube bate recorde com poema gigante

Leandro Campos Alves entra para o RankBrasil por ter escrito o Maior poema do país. Publicado em julho de 2017, aqui no Clube de Autores, o livro ‘O Viajante’ tem 421 páginas, possuindo 2.022 estrofes e 10.875 versos.

 

Natural de Liberdade (MG), o recordista reside atualmente em Caxambu (MG). Sua obra supera ‘Os Lusíadas’ de Camões, composto em 1556 com 1.102 estrofes e 8.816 versos, e também o poema épico da atualidade ‘História da Cidade Maravilhosa’, de Sérgio Gramático Júnior, que foi publicado em 2015 com mais de 9.700 versos.

‘O Viajante’ traz um jovem em suas andanças que se torna ouvinte para os desabafos de muitas pessoas, as quais revelam histórias de vidas, algumas tristes, outras radiantes e muitas intrigantes. Parte do livro foi composta por ficção, mas algumas histórias são verdadeiras.

Para saber mais sobre O Viajante, clique aqui ou na imagem abaixo:

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Confira a programação da FLIBA, primeiro evento literário exclusivamente voltado para autores independentes!

Festa Literária do Baixo Augusta, organizada pelo Clube de Autores, contará com manifestações artísticas em uma galeria subterrânea que une a Rua da Consolação à Avenida Paulista, em São Paulo

O Clube de Autores, primeira e maior plataforma de autopublicação da América Latina, realiza no dia 19 de setembro, em São Paulo, a primeira edição da FLIBA – Festa Literária do Baixo Augusta. Foram mais de 120 projetos inscritos, sendo oito selecionados para serem apresentados no primeiro evento voltado para autores independentes do Brasil.

“Tivemos uma aceitação muito grande por parte dos autores independentes. A programação traz destaques como Alex Rangel, Alessandra Benete, Danilo Dias, Giselle Del Pino e outros nomes que estão se destacando no cenário literário. Serão diversas manifestações artísticas relacionadas à literatura: encenação, leitura de trechos da obra, saraus, debates e palestras”, explica Ricardo Almeida, presidente do Clube de Autores.

A FLIBA acontecerá em uma galeria subterrânea que une a Rua da Consolação à Avenida Paulista, e que sempre foi dedicada à literatura como um todo. Aberta ao público, a manifestação terá no total dez espaços/momentos de exposição para os autores apresentarem seus trabalhos. Confira abaixo a programação do evento:

10h: PARA TUDO QUE NÃO DEU CERTO – Por Alessandra Benete

Uma apresentação artístico-literária, informal e contudente, de crônicas do livro “Para tudo que não deu certo”. Marcada pela interação informal com os transeuntes de forma poética, precisa e sedutora, durante a apresentação, será encenada a jornada do autor mostrando a importância de um livro sem “amputação” do “eu” do autor.

11h: SARAU MUSICADO – Por Quistue e Junior Azuos

Sarau musicado, em que o autor Daniel Elias recitará seus textos e interpretará personagens, fazendo o público mergulhar no mundo da literatura, da poesia e das artes. Todos os transeuntes serão convidados a participar deste sarau que terá, como fundo, trilhas sonoras improvisadas ao piano, interpretadas pelo músico Junior Azuos.

12h: O MUNDO ENCANTADO DOS MINISTROS DO RISO – Por Alex Rangel

Uma apresentação cheia de alegria com música, contação de histórias e interações artísticas, tudo isso em um ambiente circense em meio a mini gincanas. Alex Rangel é fundador, criador, diretor, produtor dos Ministros do Riso, incluindo textos e personagens, escritor de mais de 20 livros publicados.

13h: A FOICE, UMA INTERVENÇÃO ARTÍSTICA – Por Danilo Dias

Uma leitura imersiva do primeiro capítulo do livro “A Foice”. Durante a apresentação, o público poderá se maquiar com cortes e machucados iguais aos de filmes de terror, além de tirar fotos com o personagem que dá título à obra, sob a trilha sonora de terror especificamente composta para a obra.

14h: UMA TARDE EM PARIS – Por Giselle Del Pino

Nessa apresentação, a artista valorizará os textos contidos dentro das canções para extrair o cerne o sumo e a poesia falada. Tudo isso será feito aplicando a música como subtexto revelando-a como profundo instrumento de organização sensorial.

15h: ILHA DE DESTROÇOS – Por Caco Pontes e Caleb Mascarenhas

Num elo perdido entre a era primitiva e a industrial pós-apocalíptica, um poeta e um cientista social multimídia se unem para filtrar frequências sonoras, ruídos e mensagens telepáticas da quinta dimensão, por meio de narrativas que variam entre o caos e a física quântica, em busca do sagrano-profano presente nas ruas.

16h: COMPARTILHANDO EXPERIÊNCIAS – Por Alex Rocha

Através de um varal literário, o público será convidado a interagir e apreciar textos literário, com viés político, visando experimentar e refletir a respeito de episódios de ódio gratuito racial vivenciadas pelo artista.

17h: UMA TARDE EM PARIS – Por Giselle Del Pino

(Acima)

18h: O MUNDO ENCANTADO DOS MINISTROS DO RISO – Por Alex Rangel

(Acima)

19h: INTERVENÇÃO LITERÁRIA – Por Igor Pires

Nesta intervenção, os transeuntes da passagem serão abordados de forma lúdica, com trechos de obras literárias visando retirá-los da sua zona de conforto e se permitir contemplar o instante através das lentes dessa arte.

20h: SARAU DA CONEXÃO CULTURAL E PONTES – Por Bruno Capão

O objetivo é estreitar os laços de afeto entre as pessoas de São Paulo. Para isso, convida o Conector Cultural Bruno Capão, cofundador do Sustenta Capão e Fundador da Associação Lado B, para criar um espaço generativo de conexão através do sarau, da cultura e da arte.

Parceira do Clube de Autores, a AlphaGraphics, especialista em soluções de impressão digital e comunicações personalizadas, será responsável pelo apoio na produção de backdrops, cartazes, placas e banners do evento. Além disso, a empresa distribuirá aos participantes da FLIBA brindes especiais do agBook , divisão de livros sob demanda da AlphaGraphics, por meio de marcadores de página com códigos especiais de descontos.

“A participação da AlphaGraphics no evento representa uma oportunidade de ajudarmos a promover a cultura brasileira e consolidarmos nossa liderança no gerenciamento de impressão de livros sob demanda no Brasil”, assinala Rodrigo Abreu, sócio-presidente da AlphaGraphics Brasil.

Serviço
Evento: FLIBA – Festa Literária do Baixo Augusta

Local: Rua da Consolação, 2525 – São Paulo

Data: 19/09/2017

Horário: 10h às 20h

Site: http://fliba.clubedeautores.com.br/

 

 

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Clube de Autores começa a distribuir livros no Submarino e na Americanas.com

Há alguns dias, fizemos um post sobre a distribuição de livros na Estante Virtual. Bom… esta semana temos mais duas novidades: Submarino e Americanas.com.

Pois é: os livros impressos do Clube também estão seguindo seu caminho para esses dois grandes varejistas, ampliando ainda mais o alcance de todos aqui. No caso deles, no entanto, há uma observação que se faz importante: apenas os livros com ISBN serão distribuídos lá.

Assim, se você tem seu livro com ISBN publicado no Clube e nos autorizando a distribui-lo, pode comemorar! Com uma pequena observação: como o volume de títulos do Clube é alto, ainda levará alguns dias até que todo o acervo esteja disponível – os títulos estão subindo em “ondas”, por assim dizer. 

Se você ainda não tem ISBN, recomendo que vá a www.profissionaisdolivro.com.br e contrate uma assessoria para obtenção de ISBN ou tire o seu diretamente no isbn.bn.br . O processo é simples, barato e, acredite, vale muito a pena!

ATUALIZAÇÃO: SUBMARINO E AMERICANAS NÃO PEDEM ISBN, O QUE SIGNIFICA QUE TODOS OS LIVROS AUTORIZADOS PELOS AUTORES A SEREM DISTRIBUÍDOS POR NÓS IRÃO PARA LÁ.

E, claro, reforço abaixo as regras de distribuição:

Hoje, quando se autoriza a distribuição de ebook pelas lojas virtuais (Apple, Google, Amazon etc.), se aceita também regras novas de remuneração para que possamos incluir o repasse financeiro de parte do preço de capa para essas lojas. As regras que adotamos aqui serão as mesmas. Ou seja: 

Se seu livro custar, hipoteticamente, R$ 35,00 no Clube, dos quais R$ 5,00 são de direitos autorais, este montante continuará valendo apenas para vendas feitas através do site do Clube. Caso o livro seja vendido, por exemplo, via Amazon, a sua remuneração será fixa de 20% sobre o preço final – ou seja, de R$ 7,00. Apenas para frisar: custe o que custar o livro, o preço no Clube ou nas lojas será o mesmo e, no caso de vendas pelas lojas, o autor receberá sempre 20% do preço de capa. 

Se você já tem um ebook autorizado a ser distribuído, não precisará fazer nada – a mesma regra se aplicará ao impresso. Caso não tenha e deseje distribuir o seu livro pelos canais, basta que vá a Sua Conta, clique em Livros Publicados, clique no botão de ações e vá a Gerenciar Publicações em Livrarias, seguindo as instruções na tela. 

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1Q84 e a Lei de Tchekhov

Tchekhov dizia que, se um revólver aparecesse em uma cena qualquer de uma história, é porque ele eventualmente seria disparado. 

Histórias, ao menos sob a ótica do mestre russo, não tinham espaço para elementos supérfluos, para desnecessidades. Nas histórias, tudo devia ser calculado, medido, intercalado em uma relação simbiótica de causas e consequências.

Tudo devia ser construído para conduzir a concentração do leitor pela imaginação do autor: qualquer possível desvio, qualquer brecha deixada por descuido poderia soprar a imaginação do leitor para longe, fazendo-o criar versões paralelas repletas de “se’s” e costurar hipóteses que seriam, em essência, estradas abertas para a total perda de interesse no enredo real.

Tchekhov morreu em 1904.

Anos depois, um outro mestre da literatura, o japonês Haruki Murakami, publicou a sua obra prima 1Q84 – uma espécie de thriller psicometafísico tão impressionante que as suas 1.500 páginas terminam quase que em um susto só, deixando um surpreendente gosto de “quero mais”.

Em um ponto específico da história, um personagem entrega um revólver para uma amiga mencionando a “Lei de Tchekhov” e, portanto, profetizando que ela eventualmente atiraria em alguém. Ela teria que atirar, afinal.

E há oportunidades para isso. Inúmeras.

A personagem, Aomami, chega a um ponto em que a arma vira quase uma extensão de seu próprio corpo. Mas… o livro chega ao fim e o revólver nunca cumpre o papel para o qual foi criado.

Alguns podem argumentar que, talvez, o papel do revólver tenha sido justamente esse: o de representar algo, de agregar alguma sensação de segurança para guiar a personagem pelo sempre tenso enredo. Talvez a sua própria existência tenha sido uma espécie de fim em si mesmo.

O fato, no entanto, é que tanto na arte quanto na vida as histórias são invariavelmente resultados dos seus tempos.

Na Rússia do final do século XIX – a mesma de Tolstoi e Gorki, diga-se de passagem – a vida real era tão rústica e prática que uma arma não disparada simplesmente não faria sentido em nenhuma história: geraria estranheza, angústia, incômodo. No passado, tudo tinha um motivo de ser, um destino a ser cumprido – e a arte, enquanto mímica da vida, não poderia ser diferente.

Hoje, nossos tempos são outros.

Hoje, lemos livros enquanto prestamos atenção na estação de metrô que devemos saltar, assistimos à televisão enquanto navegamos no Facebook e escrevemos as nossas histórias enquanto absorvemos as críticas feitas em tempo real sobre seus trechos inacabados.

O autor de hoje é tão multitarefa quanto seu leitor: vive escolhendo, a cada piscar de olhos, a que deve prestar atenção e o que deve ignorar. Hoje, portanto, todos estamos acostumados não a uma, mas a toda uma coleção de “desnecessidades” supérfluas nos cenários das nossas vidas reais. Nossas vidas reais, arriscaria dizer, são muito mais recheadas de coisas supérfluas do que de elementos que realmente fazem parte dos nossos destinos.

O próprio conceito de destino mudou: de algo pre-determinado e imutável ele se metamorfoseou em algo essencialmente volúvel, dependente das pequenas escolhas nossas de cada dia.

No mundo de Tchekhov, um revólver não faria sentido se não fosse disparado. Era a finalidade que definia o ser, o objeto.

No mundo de Murakami, no nosso mundo atual, basta que um revólver exista para que sua função seja cumprida. O objeto em si é também a sua própria finalidade.

E isso muda toda a forma com que interpretamos as grandes obras dos nossos tempos de uma maneira revolucionária, somando sutilezas nos enredos que tendem a acrescentar muito mais sentido a cada capítulo, a emprestar muito mais realidade à ficção.

Para quem costuma achar que a “boa literatura” já estava morta (algo infelizmente corroborado por fatos como Bob Dylan receber o Nobel ou José Sarney ser membro da Academia Brasileira de Letras), é bom despir-se de preconceitos e ler novos livros com novos olhos.

As obras primas de hoje são muito mais complexas, sutis e densas que as do passado: os novos autores estão revolucionando a literatura como em nenhum outro tempo da nossa história.

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