Como publicar um ebook

Você deve, afinal, investir na publicação de um ebook?

Sim, é verdade: ebooks não têm e, ao menos por um longo tempo, não deverão ter uma fatia super expressiva do mercado. Aliás, é possível que eles nunca tenham uma fatia de mercado tão gigantesca quanto se costumava prever há uma década.

Vamos primeiro aos números

Mesmo se pegarmos o digitalíssimo mercado norte-americano, onde os ebooks fecharam o ano passado (2017) com uma fatia 42% do total das vendas de livros, as notícias são desanimadoras. No primeiro semestre deste ano, houve uma queda de vendas de ebooks de 4,4%; em julho, outra queda de 16%; em agosto, novo tombo, desta vez de 9,6% – tudo isso enquanto o volume de vendas de impressos vem subindo consistentemente há anos. Aliás, de acordo com Marcus Dohle, CEO da Penguin Random House, o mercado vai acabar se estabilizando em uma proporção de 80% para impressos versus 20% para ebooks.

Isso nos EUA, claro. No Brasil, estamos muito, mas muito distantes dessa realidade. Por aqui, o livro digital representa apenas 1,9% do mercado.

Se ficar parado nessas notícias, o autor independente logo se questionará: vale a pena publicar um ebook?

A resposta é óbvia: sim. Porque não estamos falando de se publicar um ebook em detrimento de um livro impresso, afinal. Ao contrário: o melhor que um autor deve fazer é publicar o seu livro em todos os formatos possíveis, até porque fazer isso, por exemplo, aqui no Clube de Autores, é 100% gratuito.

Quer dois outros argumentos?

O primeiro é você mesmo. A venda de ebooks pode não ser tão alta quanto a de impressos, mas ela está totalmente concentrada em autores independentes. No mundo, aliás, estima-se que de 30%-40% do total de ebooks vendidos sejam de escritores independentes. E 30%-40% de 1,9% de TODO o mercado brasileiro de livros não é, exatamente, algo a se desprezar. Principalmente, repetimos, quando o custo de se brigar por espaço seja zero.

O segundo argumento – e é ele que veremos aqui agora – é a facilidade. Se nunca foi tão fácil publicar um ebook, por que deixar a oportunidade passar?

A questão dos formatos: PDF versus EPub

A primeira coisa a se ter em mente é que o mercado costuma trabalhar com dois formatos diferentes de ebook: PDF e EPub.

O PDF é, de fato, o formato mais fácil de se trabalhar e pode ser gerado a partir do seu livro em formato Word. Além disso, como já é o formato padrão do Clube de Autores para se publicar em formato impresso, basta utilizar o mesmo arquivo e pronto: seu ebook já estará disponível.

MAS (e este “mas” é bem considerável), PDF é também o formato mais pobre de ebook – pobre ao ponto de não ser sequer aceito pelas principais plataformas.

Há motivos para isso. Um arquivo em formato PDF funciona como uma espécie de imagem do texto e, na maior parte dos programas de leitura, ele não permite que o texto se molde confortavelmente à tela. Isso é especialmente relevante no Brasil, onde 56% dos usuários lêem ebooks em seus smartphones.

Em outras palavras: se não tiver alternativa nenhuma, deixe seu ebook em formato PDF. Mas se quiser um desempenho melhor, converta seu arquivo para EPub.

Como fazer isso?

Se seu livro for simples (essencialmente composto por texto, sem imagens ou ilustrações), você encontrará programas gratuitos na Internet que farão essa conversão diretamente. Já fizemos, aqui mesmo no blog, um post sobre ferramentas para se escrever livros – e a maioria delas já converte os arquivos para EPub.

Mas, se seu livro for mais complexo, vale a pena contratar algum profissional que faça essa conversão de maneira mais bem cuidada e personalizada. Há uma série de profissionais no mercado capazes de fazer isso, sendo que muitos vendem seus serviços neste site daqui. Escolhe com cautela, lendo comentários e recomendações de ex-clientes (disponíveis na própria plataforma).

Que plataformas revenderão o ebook – e em que formato?

Já comentamos, aqui neste post, que 56% dos usuários brasileiros lêem ebooks em seus smartphones – e isso inclui toda uma maioria que usa ferramentas de suas próprias operadoras de celular ou apps terceiras, muito pouco famosas, para isso.

Aliás, a pesquisa Retratos da Leitura de 2016 apontou que apenas 4% dos brasileiros usam plataformas como Kindle, Apple, Google ou Kobo para ler ebooks. E, por mais que 2016 esteja há 2 longos anos no passado, dificilmente esse número tenha chegado a significativos 40% hoje.

No mesmo ano do Retratos da Leitura, a PublishNews fez uma matéria comparando as principais plataformas de leitura de ebooks. Em outras palavras: onde esses 4% de leitores de ebooks lêem seus ebooks?

O Kindle, da Amazon, tem destaque aqui, com 55% do mercado. ele é seguido pelo GooglePlay (18%), Apple (13%), Saraiva Lev (8%) e Kobo (8%).

O Clube de Autores distribui, hoje, para todos esses formatos – além de diversos outros pequenos aplicativos que fazem a maioria do mercado de ebooks, como já mencionado aqui.

Voltando às principais plataformas, apenas o GooglePlay trabalha com o formato PDF. As demais – Kindle, Apple, Saraiva Lev e Kobo – todas exigem que o livro esteja em formato EPub para oferecê-lo aos seus leitores.

O EBook precisa ter ISBN?

Idealmente, sim. Há inclusive uma categoria específica para isso, o eISBN, feito par livros eletrônicos. Temos um post completo sobre o registro do ISBN aqui no blog, mas ele de fato é mais voltado para o registro de livros impressos (embora o processo seja semelhante).

E por que não falamos especificamente sobre ebooks? Porque, hoje, nenhuma das plataformas de ebook efetivamente exige o ISBN. E, se elas não exigem, isso significa que você poderá revender o seu livro lá sem se preocupar com isso.

Vale a pena eu publicar exclusivamente na Amazon?

Os números aqui neste post já respondem por si só: o Kindle, hoje, tem algo como 55% de 4% do mercado brasileiro de ebooks. Isso dá 2,2% de mercado. Ainda que ele tenha crescido imensamente nos últimos dois anos, dificilmente terá decuplicado essa participação. E ainda que tenha decuplicado, isso significa que ele terá 22% do mercado (e olhe que essa previsão é absolutamente irreal).

A pergunta, portanto, é: vale a pena dar exclusividade a uma plataforma que tem, hoje, algo na casa de 2,2% de mercado, propositalmente ignorando 97,8% dos leitores?

Obviamente que não.

Se você não precisa dar exclusividade a ninguém – e, hoje, você não precisa – não dê. Esteja em todos os lugares que conseguir.

Como fazer para publicar seu ebook? 

Vistos todos esses pontos, é simples: basta acessar o Clube de Autores, clicar em Publique seu Livro e seguir as etapas. Montamos um guia de autopublicação que detalha todo o processo e que pode ser acessado aqui.

Apenas para reforçar: ao publicar (gratuitamente) no Clube de Autores, seu ebook (da mesma forma que seu impresso) estará disponível em todas as suas plataformas e você controlará as suas vendas online, de maneira centralizada.

Quer saber mais? Conheça o Clube de Autores clicando aqui e seja bem-vindo à maior comunidade de autores independentes da América Latina!

 

 

 

 

 

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Como registrar o ISBN para seus livros

Alguns autores entraram em contato conosco perguntando sobre o ISBN para os seus livros. Por prestar um serviço de publicação de livros completamente gratuito para os autores, o Clube (www.clubedeautores.com.br) não pode garantir o ISBN (que tem custo) às obras – ficando isso a cargo dos próprios escritores.

Mas podemos (e devemos), claro, ajudar. Então, vamos a alguns esclarecimentos:

O que é o ISBN?

Segundo o site da Biblioteca Nacional, “o ISBN – International Standard Book Number – é um sistema internacional padronizado que identifica numericamente os livros segundo o título, o autor, o país, a editora, individualizando-os inclusive por edição. Utilizado também para identificar software, seu sistema numérico é convertido em código de barras, o que elimina barreiras lingüísticas e facilita a sua circulação e comercialização.

É preciso ter ISBN para cadastrar o livro no Clube de Autores?

Não, não é. O ISBN é uma forma de catalogar livros – mas não é ele que define o que é e o que não é uma obra literária. O foco do Clube de Autores é permitir que os autores publiquem as suas obras – considerando o seu conteúdo como a peça mais importante.

No entanto, uma série de livrarias parceiras do Clube de Autores exige o ISBN para aceitar revender os livros – incluindo Livraria Cultura, Amazon, Estante Virtual. Ou seja: se você publicar o seu livro sem o ISBN, ele será vendido normalmente no Clube de Autores; se publicar com, ele será vendido tanto no Clube de Autores quanto em todas as livrarias parceiras, o que, de longe, garante um alcance muito, MUITO maior. 

Qual a importância de ter o ISBN?

A principal importância é facilitar que a sua obra seja encontrada e distribuída, como comentamos acima. Por exemplo: se você quiser que seu livro seja revendido nas livrarias parceiras do Clube de Autores, precisará ter o ISBN. Alguns sites ou redes sociais focadas em livros, por sua vez, também exigirão. Assim, por mais que não seja obrigatório ter um ISBN, é aconselhado. Como o custo é relativamente baixo, vale a pena.

Quanto custa o ISBN? 

Na verdade, você precisará se cadastrar como editor-autor antes de poder fazer o registro do seu ISBN. Hoje, 17/10/2018, os valores são: 

Cadastro de editor-autor: R$ 270,00 (pagos uma única vez)

ISBN: R$ 20,00 (pago a cada livro cujo ISBN você precisar registrar)

De qualquer forma, o site da Agência de ISBN tem uma tabela de preços sempre atualizada e que você pode utilizar para conferir. 

Como fazer para conseguir o registro?

O processo pode parecer complicado, mas não é. Na verdade, é até bastante simples, desde que você siga os passos esclarecidos aqui neste post. 

A primeira coisa a se fazer é acessar o site da Agência Brasileira do ISBN, onde todo o processo será feito. Não se assuste: o volume de informações e a forma que elas estão dispostas na página parecem feitos para te confundir, mas mantenha o foco aqui e te guiaremos por todo o processo.

Passo 1: Cadastre-se como editor-autor

A primeira dúvida que costuma aparecer é sobre a editora. Bom… se você é um autor independente, então a editora é você mesmo. Esse ponto é importante, pois volta e meia recebemos emails de autores perguntando se o Clube de Autores pode ser considerado como editora (e a resposta é “não”).

Como, então, fazer o cadastro? 

Vá diretamente a este link aqui, da página de cadastro de editor.

Uma vez lá, preencha os campos da seguinte maneira: 

Preenchimento do cadastro

Identificação: Entre com seu email e digite a senha que pretende cadastrar (com 6 dígitos)

Dados do Editor: Selecione a opção “pessoa física” e insira seu nome completo, seu CPF e, se quiser, um pseudônimo (opcional).

Aqui também cabe uma observação: editores pessoa física podem registrar até 30 ISBNs sob seu nome. Se tiver mais obras, você precisará abrir um CNPJ e fazer o cadastro por pessoa jurídica (o que pode ser feito no mesmo site, bastando que escolha a opção de “pessoa jurídica” nessa etapa). 

Dados complementares: Auto-explicativo, não? é só preencher o seu endereço completo e seguir adiante. 

Confirmação de dados: Última etapa do preenchimento, bastará que você confirme os dados e siga adiante.

Confirmação de cadastro e login

Feito isso, você receberá um email para validar o cadastro contendo um link. Basta que clique nesse link. Feito isso, você irá para uma tela de confirmação que terá, abaixo de um box informativo, o seguinte texto: clique aqui para realizar o login de editor e preencher a primeira solicitação de ISBN

Bom… obedeça. Clique ali e você começará o processo de registro de ISBN. 

Passo 2: Solicitação do ISBN

Login

A tela que se abrirá será esta aqui, por onde você poderá fazer o seu login (inserindo email e senha cadastrados na etapa anterior) e iniciar o registro. 

Após acessar a área de editor, você irá para uma tela com uma espécie de resumo do seu histórico e um menu no lado esquerdo. Clique na opção Histórico Editorial

Solicitação de Prefixo Editorial

Como você é um editor pessoa-física, essa etapa será bem rápida: basta que preencha o campo que aparecerá com o pseudônimo que cadastrou ou, caso não o tenha cadastrado, com o seu nome completo. 

Feito isso, confirme a solicitação do prefixo editorial e siga adiante. 

Solicitando o ISBN

Dados principais

Preencha as informações do seu livro. Perceba que apenas os itens marcados com asterisco (*) são obrigatórios. No entanto, exceto pelo preço, recomendamos que preencha tudo. 

Por que recomendamos que deixe o preço em branco? Porque, aqui no Clube de Autores, você poderá mudá-lo quando quiser para, por exemplo, se acomodar à demanda que perceberá apenas depois do seu livro estar no mercado. 

Os dados principais, portanto, são: 

Título

Tipo de obra: Escolha a opção “título independente”

Assunto: Escolha uma das opções disponibilizadas pela própria Biblioteca Nacional, mesmo que entenda que seu livro não se enquadre exatamente em uma delas. Se quiser, veja aqui a lista completa de assuntos.

Preço: Deixe em branco

Idiomas: Escolha o idioma em que seu livro estiver escrito. Caso seja um livro bilíngue, você pode escolher mais de um idioma ao clicar nas opções enquanto mantém a tecla “control” (CTRL) pressionada. 

Tradução: Se o livro for de sua autoria, selecione a opção “não traduzido”. Se você for o tradutor, selecione a opção “traduzido”.

Dados complementares

Aqui a coisa começa a parecer mais complicada, principalmente para o modelo de autopublicação (que não tem pre-definições tradicionais como, por exemplo, tiragem). Vamos fazer algumas recomendações de preenchimento para você mas, claro, se perceber algo de diferente entre o que recomendamos e o seu livro, fique à vontade para mudar. Seja como for, procure não entrar em pânico com o formulário :-) 

Tipo de Suporte: Escolha “papel”. 

Acabamento: Escolha “econômico”

Capa: Escolha o tipo de capa que pretender usar no Clube. Na imensa maioria dos casos, a capa é “brochura”, que é o que recomendamos que selecione. 

Páginas: Número de páginas do seu livro

Edição: Número de edição (normalmente, “1”; preencha apenas com números)

Ano da edição: O ano atual

Cidade: Escolha a cidade em que você vive

Estado: Escolha o estado em que você vive

Tamanho: Escolha o tamanho (exato ou o mais o próximo) da sua obra. No Clube, o formato padrão, mais utilizado, é o A5 (ou 14×21). 

Comercializado: Escolha “sim” (afinal, seu livro será vendido).

Escala: Deixe em branco.

Salve e siga adiante.

Participações

Aqui é o local em que você inserirá os nomes de todos os autores da obra. Se for apenas você, basta deixar os seus dados – nome, tipo de participação (autor) e país – clicar em adicionar e, depois, em avançar. 

Se for uma obra em coautoria, apenas vá adicionando os dados dos co-autores, sem esquecer de selecionar o tipo de participação de cada um, e depois avance. 

Anexando a documentação

A tela seguinte pedirá quatro diferentes documentos que você deverá anexar. São eles: 

Documentos Complementares referentes ao seu cadastro: Esta parte é meio confusa, então recomendamos que anexe apenas caso a Agência solicite depois (há como voltar a esta etapa).

Cópia do CPF/ CNPJ: Clique em “informar” e cadastre uma cópia simples e legível do seu CPF.

Folha de Rosto: Clique em “informar” e cadastre a sua folha de rosto (página “oficial” que “abre” o livro). Há dois modelos de folha de rosto que você pode baixar aqui e copiar:

Documentos Complementares referentes ao seu ISBN: Esta parte é meio confusa, então recomendamos que anexe apenas caso a Agência solicite depois (há como voltar a esta etapa).

Quando terminar de anexar tudo de acordo com as instruções, clique na opção “voltar para solicitação”.

Pagamento

Você irá para uma tela de confirmação de dados. Lá, se quiser, você poderá editar qualquer parte do cadastramento feito até aqui ou simplesmente seguir adiante. 

Para seguir adiante, simplesmente clique em “fechar pedido” e, depois, na opção “tela inicial”.

Sabe aquele resumo de sua conta que comentamos lááááááá no começo do processo, depois da tela de login? Pois é: é para lá que você irá e será lá que a opção de pagamento aparecerá. 

Apenas clique na opção “boleto” e pronto: o boleto será gerado. A partir daí você deverá efetuar o pagamento (online ou em qualquer agência bancária). 

Normalmente, boletos levam de 2 a 3 dias úteis para serem compensados. Depois desse prazo, o status do seu pedido (nessa mesma tela inicial” mudará e o registro do ISBN será avaliado pela Agência. 

Se você tiver preenchido tudo corretamente, o ISBN será aprovado e você receberá instruções por email sobre como proceder a partir daí. 

Se faltar algo, você também receberá um email com as pendências e instruções sobre como resolvê-los. 

De qualquer forma, como email nunca é um meio 100% confiável (pois, às vezes, as mensagens simplesmente vão parar na caixa anti-spam sem que você sequer veja), recomendamos que faça o login no site e veja a tela inicial em uma ou duas semanas para conferir se há atualizações. 

Seja como for, cabem algumas observações importantes: 

  1. Se houver algum tipo de pendência que você precise resolver, não entre em pânico. Você precisará, sim, voltar ao site da Agência do ISBN e desbravar o seu caminho até a solução. No entanto, eles têm este manual aqui que pode te auxiliar. 
  2. Você não precisa solicitar o código de barras do ISBN para cadastrar seu livro no Clube. Basta ter o número do ISBN: com ele e o nosso próprio sistema gerará o código de barras gratuitamente e o posicionará na contracapa. 
  3. Você pode fazer o registro do ISBN para livros impressos e digitais (sendo necessário usar ISBN’s diferentes para cada formato). Se precisar, por questões financeiras, escolher um, vá no impresso. Para ebooks, a maioria das livrarias não exige o ISBN, o que significa que a utilidade prática do código acaba caindo por terra por enquanto. 

É preciso ter um novo ISBN para mudanças na obra?

De forma geral, mudanças nas obras devem, sim, ter um novo ISBN atribuído a ela. Segundo o site da Agência de ISBN, deve-se atribuir um novo ISBN:


– a cada edição de uma publicação;
– a cada edição em idioma diferente de uma publicação;
– a cada um dos volumes que integram uma obra em mais de um volume e também ao
  conjunto completo da obra (coleção);
– a toda reedição com mudança no conteúdo(texto) da obra;
– a cada tipo de suporte, tipo de formato, tipo de acabamento e tipo de capa;
– as reimpressões fac-similares;
– as separatas (desde que apresentem títulos e paginação próprios);

Obs:
– a reimpressão pura e simples de um livro NÃO requer outro ISBN;
– mudança na cor da capa, formato de letras e correção ortográfica do texto da obra, NÃO requer outro ISBN.

No caso de publicações eletrônicas, no entanto, exige-se apenas que a obra não seja atualizada com frequência – sem que uma periodicidade seja definida.

Precisa de mais ajuda?

Buscamos, aqui, ser o mais detalhado e prático possível para esta tarefa. A nossa sugestão é que você “enfrente” essa pequena burocracia sem medo pois, de fato, é só seguir as instruções e em pouco tempo seu ISBN estará em suas mãos e seu livro será comercializado nas maiores livrarias do país. 

De qualquer forma, se precisar de mais detalhes sobre o processo, recomendamos que baixe este manual de registro de ISBN feito pela própria Agência de ISBN. 

Se quiser/ precisar, temos também este manual sobre como publicar seu livro gratuitamente aqui no Clube de Autores.

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Como lançar um livro sem burocracia

Conheça os passos que você precisa dar para lançar o seu livro no Brasil

Foi-se o tempo em que lançar um livro era uma tarefa hercúlea, restrita aos poucos abençoados que tinham relacionamentos fabulosos com grandes editores ou acesso a montanhas de dinheiro necessárias para fazer uma história chegar às prateleiras das grandes livrarias.

Lançar um livro, hoje, é um tipo de missão ao alcance de todo e qualquer escritor, bastando uma combinação de dedicação intensa com algum investimento (ainda que minúsculo se comparado aos tempos passados).

Mas cabe, aqui, uma ressalva fundamental: embora publicar e lançar um livro, hoje, seja algo relativamente simples, não se trata de algo simplório. Explico-me: um bom livro, para ter mercado, precisa ter uma capa atrativa, uma sinopse que engaje, um português revisado, registro do ISBN (International Standard Book Number, uma espécie de CPF do livro) etc.

Parece complicado? Não é. Aliás, é justamente para facilitar a vida do escritor que decidimos aqui listar tudo o que você precisa saber para lançar seu livro.

Como precisamos ter um ponto de partida, vamos imaginar uma situação onde o autor já tenha o texto bruto “pronto”. Ou seja: imagine um autor com o Word aberto e toda a sua história escrita no computador, do título ao último capítulo. Por um lado, ele fica eufórico: sua obra já tem forma, substância, vida; mas, por outro, a mãe das dúvidas de muitos escritores começa a assombrá-lo: “e agora?”

Etapa 1: Leitura Crítica

 Um livro precisa de mais do que o enredo para ser considerado “pronto”. E não estamos falando aqui – ainda – de coisas como revisão ou diagramação.

Estamos falando da leitura crítica.

Há profissionais que fazem isso, que lêem o original e apontam pontos que devem ser melhor trabalhados. Mas, se não tiver dinheiro para isso, sempre se pode contar com algum amigo crítico.

Não muitos: distribuir o arquivo do seu livro para um universo de amigos e pedir opiniões dificilmente renderá bons frutos (além de matar compradores em potencial da obra).

Escolha um. Um cuja opinião literária você realmente confiar, um que você possa contar com a sinceridade, um que efetivamente se comprometa a ler e a derramar opiniões sinceras.

Basta isso: opiniões sinceras de alguém confiável.

O que você fará com elas?

As levará em consideração. Simples assim.

Mudará o que julgar cabível, desconsiderará o que entender como supérfluo e refinar seu texto.

Será, afinal, a primeira opinião crítica que terá. Não faz sentido obtê-la antes da publicação, de maneira privada e a tempo de impor mudanças no texto?

Etapa 2: Revisão ortográfica e gramatical

O livro já está criticado? Ótimo. Agora é hora de revisá-lo.

Por quê? Porque não existe nada mais desastroso que um livro publicado cheio de erros ortográficos ou gramaticais de português. Isso gera críticas negativas, afasta leitores e livrarias e, em suma, tem o potencial de destruir o que poderia ser uma obra prima.

Aqui também não adianta muito pedir para “aquele amigo que você julga escrever bem”. Revisão é coisa séria, é um dos pontos em que mais vale se investir em um profissional.

Por sorte, serviços de revisão costumam ser extremamente acessíveis. Assim sendo, busque na sua rede de relacionamentos contatos de revisores que possam ajudá-lo. Se não conhecer ninguém, não se estresse: acesse o Profissionais do Livro, site que agrega milhares de prestadores de serviço, pesquise e contrate um revisor online com total transparência e segurança.

Etapa 3: Capa e diagramação

Sabe aquela máxima de que o leitor escolhe o livro pela capa?

Pois é: você pode até discordar, mas é a mais pura verdade. Na prática, não adiantará muito você escrever uma história fabulosa de “encapsulá-la” em uma capa feia, daquelas que parecem feitas para repelir leitores.

Sendo bem direto: contrate um capista. Primeiro, tente negociar com algum artista/ designer que você confie, que admire, principalmente se ele já tiver feito capas de livros.

Se não achar, use a mesma tática que indicamos no caso de revisores: vá ao Profissionais do Livro e pesquisa capistas.

Normalmente, você pode negociar o projeto gráfico do livro junto com a capa. O que é o projeto gráfico? O estilo visual das páginas e a diagramação em si (o que inclui tipo e tamanho de fonte, cabeçalhos e rodapé etc.). Todo livro, afinal, precisa ser gostoso de ler – e essa experiência vai muito além do texto, casando-o com a forma que cada frase, parágrafo e capítulo se “encaixa” na página.

No caso do projeto gráfico, no entanto, grande parte dos autores independentes costuma fazer isso por conta própria, usando o bom senso como ferramenta de trabalho, para economizar. Se esse for o seu caso, temos, aqui no Clube de Autores, uma série de modelos de arquivos (em formato MS Word) já devidamente diagramados e que podem ser utilizados livremente.

Etapa 4: ISBN

Sabe aquele código de barras que aparece atrás de cada livro? Aquilo se chama ISBN, ou International Standard Book Number, e é uma espécie de CPF do livro com validade internacional.

Ter um ISBN é algo obrigatório? Sendo bem sincero, não. Por outro lado, sem o ISBN, a grande maioria das livrarias simplesmente não revenderá o seu livro.

E aqui precisamos ser práticos: se você tem a possibilidade de ter o seu livro revendido pela Cultura, pela Amazon, pela Estante e por tantas outras que trabalham em parceria com o Clube de Autores, para quê deixar isso de lado?

Há, de fato, uma leve burocracia para se fazer o registro do ISBN – mas nada que deva assustá-lo. Ao contrário: temos um post bem detalhado com todas as instruções para se fazer o registro do ISBN

Em termos práticos, você precisará:

  1. Se cadastrar como Editor Pessoa Física
  2. Solicitar o ISBN

Sim, tudo isso custará algum dinheiro – mas nada que seja proibitivo.

A propósito: na hora de comprar o ISBN, não se preocupe em comprar também a imagem do código de barras – o próprio site do Clube de Autores gera o código gratuitamente, online, durante o processo de publicação.

Etapa 5: Impresso ou E-Book?

Não deixaremos essa dúvida pairar por muito tempo e seremos enfáticos aqui: publique seu livro em TODOS os formatos.

No caso de impresso, basta seguir os processos de autopublicação gratuita do Clube de Autores para que seu livro seja não apenas disponibilizado no site como também distribuído para as maiores livrarias do país como Livraria Cultura, Estante Virtual, Amazon, Submarino etc.

Todo o processo de publicação é detalhado no próprio site do Clube mas, para facilitar, criamos um manual que você pode acessar a qualquer momento.

No caso de e-book, há algo importante que você precisa saber. Apenas algumas livrarias online aceitam arquivos em formato PDF (que é o que você utilizará para publicar no Clube de Autores.

A maior parte das livrarias (Amazon Kindle, Apple iBookstore, Kobo etc., todas integradas ao Clube de Autores) exige o arquivo em um formato específico chamado de EPub.

E sim, você encontrará na Internet alguns sites que prometem fazer a conversão gratuita de Word ou PDF para E-Pub, mas… nenhum deles funciona direito. Na maior parte dos casos os arquivos saem com um volume tão grande de erros de diagramação que as próprias livrarias online se recusam a revendê-los.

A solução? Se você não conhece alguém que saiba fazer a conversão, contrate. Onde? Aqui também o Profissionais do Livro vem a calhar.

Etapa 6: Estabelecer o preço

Quanto mais barato o livro, melhor. Certo? Errado.

Estabelecer o preço de um livro é algo muito mais delicado, parte de uma estratégia comercial importantíssima para o sucesso da obra.

Nós também montamos uma espécie de guia que poderá ajudá-lo a estabelecer o preço do seu livro e recomendamos a leitura!

Etapa 7: Publicar

Não nos alongaremos muito aqui porque a resposta para esta etapa é óbvia: basta acessar o Clube de Autores e seguir todas as etapas de publicação. Como já comentamos anteriormente, há este guia aqui que poderá ajudá-lo em todas as etapas .

Vale lembrar também que o Clube de Autores é a única plataforma no mundo que distribui os livros autopublicados por uma gama grande de livrarias online, inlcuindo Livraria Cultura, Estante Virtual, Amazon, Submarino (para impressos) e Google Play, Apple iBookstore, Amazon Kindle e Kobo (para e-books).

Etapa 8: Divulgar!

Esta é, oficialmente, a última etapa – mas tão (ou até mais) importante que as anteriores. Afinal, de nada adianta ter um livro maravilhoso publicado se ninguém souber de sua existência.

A boa notícia é que, hoje, as ferramentas de divulgação de livros estão ao alcance de qualquer um com um mínimo de boa vontade – algo que imaginamos que todo autor tenha quando se trata da sua própria obra e carreira.

Como esse é denso demais, com muitas possibilidades, não vamos entrar em detalhes aqui neste post. Para facilitar, criamos um manual de divulgação de livros que inclui desde o uso de blogs e redes sociais até a organização do evento ideal de lançamento para você.

Faça parte do Clube de Autores!

Bom… ninguém disse que lançar um livro seria uma tarefa fácil! Um livro é como um filho: é preciso criá-lo para que ele esteja devidamente preparado para enfrentar o mundo. E criá-lo, aqui, é precisamente atentar a cada um dos detalhes que, na prática, transformam um conjunto de palavras arranjadas em um arquivo em um livro.

Mas, como você pôde ver pelas próprias etapas aqui neste post, lançar um livro não é exatamente uma tarefa complicada ou burocrática. Ao contrário: é até simples e, dependendo da sua rede de relacionamentos, pode até ser gratuito.

Se você vier para o Clube de Autores, aliás, não precisará sequer comprar uma tiragem mínima de exemplares para revender: o modelo inteiro do Clube se baseia na impressão sob demanda, de maneira que cada exemplar é produzido apenas depois de ser vendido, um a um.

E sabe quantos autores fazem do Clube sua casa? No momento que este post foi escrito, quase 70 mil – o equivalente à maior base de autores independentes de toda a América Latina.

Está esperando o que, então? Faça parte do Clube de Autores!

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11 coisas que você precisa fazer para lançar o seu livro

Chegam aqui no Clube, diariamente, algumas dúzias de emails perguntando o que um autor deve fazer para lançar o seu livro. Bem… cada caso é único, sem dúvidas, e eu estaria louco se tentasse impor uma espécie de receita de bolo geral.

Ainda assim, me arriscarei aqui a fazer uma espécie de checklist, de relação de itens que eu, pelo menos, considero essenciais para que um livro possa ser considerado pronto.

1) Relê-lo. Livros escritos de uma toada só podem esconder alguns becos sem saída que passaram despercebidos até pelo escritor. Faz sentido: nem sempre sabemos, afinal, como terminará a história que começamos. A possibilidade de haver inconsistências, erros de enredo etc. é muito, muito grande. Quer acredite ou não, não custa nada reler o seu livro.

2) Terminá-lo. Pode parecer brincadeira, mas não é: uma das maiores dificuldades de um livro pode ser justamente terminar a sua primeira versão, evitando a tentação de reescrever cada parágrafo de novo e de novo e de novo. Se você não tiver uma primeira versão pronta, de nada adiantará seguir adiante.

3) Arrume um crítico. Já falei sobre isso nesse post aqui: contratar um crítico literário é muito, muito importante. O papel dele? Ler a sua obra com o olhar de um advogado do diabo. O crítico apontará trechos que ele julgar mal escritos, sublinhará inconsistências que você não percebeu e, enfim, dará uma espécie de parecer geral muito importante. Por isso mesmo, é bom que ele seja alguém em quem você confie bastante – e é fundamental que seja um leitor ávido até para que tenha um bom repertório sobre o qual basear as suas opiniões.

4) Capa. Já falei sobre isso aqui, aqui e aqui. Sem uma capa empolgante, interessante, sedutora, as possibilidades de seu livro serão, no mínimo, reduzidíssimas.

6) Projeto gráfico e diagramação. Sabe quando você pega um livro, abre e vê o texto com fontes minúsculas, espremido e praticamente sem margens? Qual a reação imediata que isso gera? Preguiça. Pois é: a forma do texto precisa ser fluida, interessante, instigante. Fuja da cilada de espremer o conteúdo para reduzir a quantidade de páginas e, consequentemente, o preço. Leitores são, sobretudo, apreciadores de arte – e toda arte precisa ser bem emoldurada, por assim dizer.

7) Ebook. FUNDAMENTAL. Aqui no Clube, 20% de todas as vendas ocorrem em formato eletrônico, seja de maneira direta ou via canais como Google, Amazon, Apple. Um ebook bom precisa ser tecnicamente trabalhado, convertido em formato epub por um profissional que entenda disso. Dica: vá ao www.profissionaisdolivro.com.br : você achará dezenas de pessoas que poderão te ajudar a preços baixíssimos.

8) ISBN, ficha catalográfica etc. Sim, há uma burocracia para isso: mas ela não mata. Você pode contratar um profissional para te assessorar no www.profissionaisdolivro.com.br ou seguir você mesmo as etapas necessárias junto à Biblioteca Nacional mas, seja como for, não deixe de registrar o seu livro.

9) Site. Esse ponto pode não ser absolutamente fundamental… mas ajuda. É importante que o leitor não apenas encontre o livro, mas consiga mergulhar no universo dele, descobrir melhor o autor e ver todas as opções de compra que ele tem. O site pode ser um guia importantíssimo nisso, mesmo porque a probabilidade do seu livro ser vendido apenas via Internet (o que não é, nem de longe, um problema) é imensa.

10) Estratégia de divulgação. OK, aqui confesso que precisarei ser vago. Cada autor tem a sua própria estratégia, possivelmente incluindo a construção de uma audiência prévia em redes sociais, a organização de um evento de lançamento, o envio de exemplares para formadores de opinião. Não vou aqui criar uma receita de bolo: ela não existe. Mas incumba-se da responsabilidade de montar a sua estratégia de divulgação e de acompanhá-la de perto. Acredite: sem isso, não ha livro que seja um sucesso.

11) Publique no Clube de Autores! Ponto óbvio, esse. Na verdade, a publicação pode ser feita em qualquer lugar – mas o Clube de Autores tem vantagens que podem ser consideradas únicas. Além de gratuito para autores, seu livro será distribuído automaticamente pelas maiores livrarias online do mundo, você poderá acompanhar as vendas em tempo real.

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Tire as suas dúvidas sobre registros no site do ISBN

Recentemente, começamos a receber MUITAS dúvidas de usuários sobre ISBN (International Standard Book Number), registro que rege, em termos oficiais, a literatura no mundo.

Na maior parte, o que acabamos respondendo inclui informações que constam no próprio site do ISBN, que foi renovado recentemente e conta com uma riqueza de dados e processos bem práticos. Assim sendo, ao invés de apenas intermediar, aproveitamos esse primeiro post da semana para divulgar o site do ISBN, onde todas as dúvidas certamente poderão ser selecionadas ;-)

Para acessar, clique aqui, na imagem abaixo ou vá diretamente ao link http://isbn.bn.br

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