Aprenda com os livros independentes mais recomendados pelo público

O que a preferência do público pode contribuir com o seu livro?

Desde que implementamos no sistema a recomendação de livros, há alguns anos, todos aqui ficamos curiosos para saber quais obras se destacariam no site. Na prática, as recomendações são feitas com base em parâmetros totalmente técnicos, incluindo a obtenção de selos que, por sua vez, apontam as obras que estão sendo melhor recebidas por parte da comunidade de leitores em diversos aspectos.

Hoje, paramos um pouco e filtramos a primeira página da livraria para que exibisse as obras ordenando pelas mais recomendadas (clique aqui para ver).

Quais as características comuns dos livros mais recomendados?

É claro que, quase sempre, generalizações costumam ser perigosas. O motivo? Padrões não são regras. Ou seja: a partir desses quase dez anos de observação de desempenho de livros independentes, formulamos algumas conclusões extremamente claras sobre o que funciona e o que não funciona – mas isso não significa nem que basta seguir essas conclusões para ter sucesso e nem tampouco que não as seguirem estará fadado ao fracasso. 

Em outras palavras: estamos falando aqui de melhores práticas comprovadas pelas estatísticas, de trabalhos feitos por uma massa de milhares de autores que demonstraram sucesso perante seus públicos (e que, portanto, no mínimo servem de referência para todos)

E quais são as melhores práticas que observamos a partir das recomendações do público? Vamos a elas:

Todas tem capas totalmente personalizadas, chamativas, vendedoras.

Sabe a máxima de que livros vendem pela capa? Ela é real. Assim, de pouco adianta passar meses ou anos trabalhando em um livro se você usar uma capa padronizada, esquisita, que diga pouco sobre sua obra. Este é um ponto que, sim, você PRECISA investir. 

Acesse este post aqui para ver como fazer a capa perfeita para o seu livro.

A grande maioria tem diversos comentários de leitores, seja no site ou nas redes sociais.

É o caso de Trilhando Sonhos, de Thiago Fantinatti, e de Alta Sensibilidade Emocional, de Helena Polak

A maioria dos autores que tem as suas obras como mais recomendadas também possuem páginas biográficas repletas de notícias, deixando claro que tem reconhecimento do mercado – um importante fator de decisão.

É o caso de “Logística Reversa“, que, tem 9 notícias publicadas e 5 sites sobre a autora.

Todos deixam habilitada a opção de contato com o leitor, mostrando abertos e acessíveis.

Em nossos tempos, abrir contato entre autor e leitor é essencial para se criar relacionamento e se fomentar o bem mais precioso que pode existir: a conexão.

A imensa maioria tem ISBN.

Já falamos tanto sobre isso aqui (veja este post, por exemplo) que corremos o risco até de ficarmos repetitivos. Por que ISBN importa? Porque sem esse registro você simplesmente não consegue aproveitar uma das (senão “a”) maio vantagem do Clube de Autores: ter o seu livro distribuído pelas principais livrarias do Brasil

Tecnicamente, para o autores, isso significa uma coisa óbvia: presença. 

A propósito, você pode clicar aqui se quiser saber como registrar o seu ISBN.

E há mais a se considerar, claro: basta que você pesquise

Há ainda diversos elementos importantes a se destacar, mas o fato é que parece indiscutível o empenho dos autores tanto no acabamento quanto na divulgação de suas obras. E há aqui uma diferença importante entre as mais vendidas e as mais recomendadas: enquanto o ranking de vendas expressa um histórico das obras que estão no ar, o de recomendações apresenta o que constatamos ser tendências. Ou seja: é possível que algumas das mais vendidas tenham já extinguido os seus ciclos – mas as mais recomendadas estão ainda sendo comentadas rede afora, crescendo juntamente com os seus públicos.

Que fique como dica nossa para os autores do Clube: vejam os selos de reconhecimento e busquem formas de obtê-lo, pois eles são um atalho prático para que cada obra possa ter mais visibilidade, integrando essa lista das mais promissoras do site.

 

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Quais livrarias trabalham com autores independentes?

Saiba com quem você, autor independente, pode contar para revender o seu livro

Dentre todas as dificuldades que autores independentes sempre enfrentaram para consolidar as suas carreiras, a maior provavelmente é a distribuição.

Claro: há inúmeros fatores fundamentais para ter um livro publicado e fazendo sucesso, incluindo um bom acabamento técnico (capa, diagramação, revisão etc.), ISBN (sem o qual toda e qualquer distribuição para livraria é simplesmente impossível) e, claro, o plano de divulgação como um todo.

Mas sejamos francos: de nada adianta ter um produto final belíssimo, tecnicamente perfeito, se nenhum consumidor consegue comprá-lo nos principais pontos de venda. E é aqui que entra a questão da distribuição.

Primeiro ponto: você PRECISA do ISBN

Para quem não sabe, o ISBN é o CPF do livro. Você até conseguirá revender a sua obra sem esse registro, feito junto à Biblioteca Nacional, tanto na loja do próprio Clube de Autores quanto nas lojas de ebook (chegaremos nisso já já). Mas sejamos francos: contentar-se apenas com a distribuição de ebooks, que representam menos de 2% do mercado brasileiro, faz pouco sentido lógico.

Aliás, faz menos sentido ainda quando se considera que tirar o registro do ISBN é algo extremamente simples, fácil, bastando seguir esse tutorial aqui.

Assim, antes de qualquer coisa, certifique-se de que você tem ISBN registrado e válido. E nem adianta tentar dar uma de esperto e copiar um ISBN de outro livro ou inventar um número: a possibilidade de você ser pego com a boca na botija e de ter o seu livro banido em definitivo das livrarias é grande, muito grande.

Segundo ponto: vale a pena abordar livrarias diretamente?

Há dois caminhos aqui: peregrinar de livraria a livraria, fisicamente, buscando um contrato de revenda do seu livro, ou fazer tudo de maneira mais automatizada.

Os dois são viáveis, mas o primeiro é muito, muito mais complicado. Por que?

Porque a grande maioria (para não dizer todas) as livrarias vive com mão de obra extremamente enxuta e atuando sob um modelo de negócio pautado sobre grandes negociações com médias e grandes editoras. A possibilidade de você sequer conseguir uma reunião com alguém que tenha o poder de comprar o seu livro é mínima. E, mesmo que você consiga, a possibilidade dessa reunião não dar em nada, de nenhum contrato ser sequer enviado para se iniciar uma negociação, é maior ainda. Para piorar, você deverá fazer um acordo com diversas livrarias para isso ter sentido – e controlar o seu próprio estoque, pois as que toparem revender o seu livro exigirão tê-lo em consignação.

Quer fugir disso? É para isso que existe o Clube de Autores.

Como funciona a distribuição pelo Clube de Autores?

Todo o modelo do Clube é bem simples: você publica seu livro gratuitamente, assinala o campo que nos autoriza a revender o seu livro em livrarias terceiras e pronto: seu livro irá para as principais livrarias do país.

Você acompanhará cada venda que ocorrer nelas diretamente pelo site do Clube, na sua área de vendas/ direitos autorais, e receberá por cada uma delas o equivalente a 20% do preço de capa.

No mais, toda a burocracia, tanto envolvendo negociações quanto cobranças, será administrada por nós.

Quais as livrarias de impressos que trabalham com o Clube?

Aqui também cabe uma observação importantíssima: os livros do Clube são vendidos dinamicamente apenas nos e-commerces das livrarias parceiras. Como, afinal, nós só imprimimos depois da venda ter sido feita (que é o que viabiliza que você não precise pagar nada pela publicação), não há como entregar exemplares para disponibilização em lojas físicas.

As seguintes livrarias revendem os livros publicados no Clube de Autores hoje: Livraria Cultura, Amazon, Estante Virtual, Americanas.com, Submarino e Mercado Livre.

Quais vendem mais? Depende do livro. Há casos de sucesso estrondoso na Cultura, outros na Amazon, outros ainda na Estante e assim por diante. Nossa maior recomendação, portanto, a todos os autores, é estar em todas.

Vale também repetir que os livros só vão para essas livrarias se tiverem ISBN válido!

E a Saraiva?

Nós chegamos, há muito tempo, a negociar a nossa presença também na Rede Saraiva, mas algumas questões tecnológicas acabaram atrasando o processo até que ela acabou entrando em Recuperação Judicial e congelando praticamente todos os novos acordos. Não temos, claro, como saber o que exatamente acontecerá com a rede – mas, caso tudo dê certo para ela, é muito possível que nossos livros também acabem indo parar em suas prateleiras.

Os livros do Clube vão para lojas físicas em algum momento?

Sim, vão – mas isso depende muito mais das livrarias. Vamos a um exemplo prático: suponha que seu livro esteja no comércio eletrônico da Livraria Cultura e que comece a vender bem por lá.

O que a própria Cultura faz? Ela adquire livros em maior quantidade e , por conta própria, uma vez que detectou potencial, revende em lojas próprias.

Já tivemos casos de livros do Clube expostos até em vitrines, em pilhas com destaque nas entradas das lojas etc. Ou seja: nem todos conseguirão estar nas lojas físicas – mas a melhor chance de você conseguir isso é, sem dúvidas, seguindo o processo e fazendo a sua distribuição por aqui.

Quais as livrarias de ebook que trabalham com o Clube de Autores?

As principais livraras trabalham conosco, incluindo Apple, GooglePlay, Amazon Kindle e Kobo.

Aqui, no entanto, há outras regras importantes. Apesar do ISBN não ser uma exigência em nenhuma delas, apenas o GooglePlay aceita arquivos em formato PDF. As demais lojas trabalham apenas com ePub, um formato específico de livros eletrônicos.

Se você quer saber como publicar o seu ebook aqui no Clube, incluindo essa questão do epub, vale a pena ver esse post aqui.

E agora? O que você deve fazer?

Publicar no Clube de Autores, claro! Além de gratuito, afinal, é a única plataforma que permite que você esteja em todas as principais livrarias do país (além de revender no mundo inteiro).

Além disso, recomendamos também que você acesse esse material aqui, com conteúdos extremamente relevantes para novos autores e que certamente te ajudarão bastante no processo de escrever, publicar e divulgar o seu livro.

Boa sorte!

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Como fazer seu site de autor?

Divulgação – obviamente – é chave para o sucesso de qualquer livro. Já falamos isso antes aqui e repito agora: apenas publicar um livro, em qualquer que seja a plataforma, seja de maneira independente ou via alguma editora, nem de longe garante que ele venda sequer um exemplar.

Um livro, como absolutamente qualquer produto do mundo, depende de divulgação para ser conhecido pelo público e para, consequentemente, despertar interesse.

Chegamos a fazer um manual específico sobre divulgação de livros, mas queria aqui focar em um tema específico: a criação de um site.

Ter um site próprio é fundamental para que seu livro venda? Não, claro que não. Afinal, a venda ocorrerá aqui no Clube de Autores e em nossos canais de vendas, que essencialmente abrangem a quase totalidade das grandes livrarias online do Brasil.

Mas tê-lo – principalmente se ele incluir um blog que permita a você gerar conteúdo regular como forma de manter seu público constantemente engajado – é, sim, uma excelente ideia.

Indicamos aqui três formas de fazer o seu site que com certeza resolverão o problema, sendo duas por conta própria e uma por intermédio de uma empresa especializada.

WordPress

É, de longe, a principal plataforma de sites e blogs do planeta. O WordPress é simples, prática e tem uma coleção imensa de templates prontos que você pode customizar à vontade.

Lá você pode criar árvores de navegação, levar usuários para páginas de venda de seus livros, falar sobre você e, em suma, ter uma espécie de “casa” na Internet – de graça.

Wix

O Wix é uma plataforma que permite mais liberdade, por assim dizer, que o WordPress – mas desde que você esteja com vontade de passar algum tempo mexendo na ferramenta.

Upsites

Se você não está disposto a fazer um site por conta própria, então vale a pena recorrer a profissionais que possam entender os seus objetivos e estruturar algo de acordo.

Aqui, claro, haverá um custo envolvido. Sempre há, se pararmos para pensar. A questão é se você pagará com seu bolso ou com seu suor :)

De toda forma, a vantagem da Upsites – que trabalha sobre a plataforma WordPress, diga-se de passagem – é que ela conseguirá personalizar seu site para que ele fique perfeitamente de acordo com o que você imagina.

O que mais recomendamos? 

Que você navegue por essas e por outras opções Internet afora e faça a sua escolha. Novamente: livros não se vendem sozinhos e ter um site próprio, principalmente com conteúdo frequente mantendo o engajamento alto, é sempre uma boa ideia.

Sendo assim, pesquise, navegue, escolha. E não deixe de ler o nosso guia de divulgação que, além de sites, tem uma série de outras recomendações importantes!

 

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Como fazer a capa perfeita para seu livro

Capas vendem. Simples assim.

Iríamos até além dessa afirmação acima. Capas não apenas vendem: elas possivelmente são as melhores vendedoras de livro do planeta. E se você acha isso péssimo, se acha que isso reflete uma espécie de estereótipo de mau leitor que depende de uma imagem para se decidir… bem… talvez seja a hora de deixar de preciosismo e pensar de novo.

Por que capas importam tanto?

Toda história começa por algum lugar. No caso de livros, que demandam uma imersão maior por parte de leitores (uma vez que o próprio ato de ler requer mais tempo e concentração que qualquer outra maneira de se absorver histórias), a necessidade de sedução é sempre, sempre grande.

No passado, há um ou dois séculos, era normal que capas mais artísticas sequer existissem. Mas não adianta levar isso em conta como uma espécie de argumento de que, lá no passado, as pessoas liam mais e melhor. É uma afirmação saudosisticamente vazia: os tempos simplesmente eram outros.

Lá naqueles idos do passado, a variedade de livros era muito menor, dependia-se de livrarias fisicamente próximas e decidia-se com base em críticas feitas por jornais que, tendo uma base infinitamente menor de títulos para revisar, conseguia estruturar artigos completos o suficiente para fazer ou matar o sucesso de alguma obra.

Hoje, há uma infinidade de livros sendo lançados todos os dias. Mais de 40 por dia apenas no Clube de Autores, aliás. Hoje, há livros impressos, ebooks, audiolivros. Hoje, há Internet, deixando todos os livros do mundo ao alcance de todo mundo.

Hoje há abundância, não escassez. E abundância se traduz em concorrência. 

Imagine-se agora olhando uma vitrine com dezenas ou centenas de livros de autores que você não conhece. O que você faria para se decidir por um? Ler um trecho de todos? Dificilmente: ninguém tem tempo para isso.

Muito provavelmente você escolheria alguns e os folhearia para ver se se identifica com os textos. E como você escolheria quais folhear? Se você não conhecer os autores ou os enredos, muito provavelmente pela capa. É por isso que ela importa.

O que você JAMAIS deve fazer?

Ignorar a importância da capa por conta da empolgação de ter terminado de escrever seu livro, fazer qualquer coisa, de qualquer jeito, e publicar.

Fazer isso é praticamente dizer para o leitor que nem você mesmo acredita no seu livro ao ponto de ter dedicado um mínimo de zelo e de carinho para construir uma capa condizente com o conteúdo.

Aliás, hoje, é extremamente comum que o leitor “deduza” a qualidade do texto a partir da qualidade da capa. Isso está certo? Está errado? A discussão é irrelevante: se é assim que o leitor pensa e escolhe, é nesse mundo que o autor deve se enquadrar.

1. Saiba o que você quer

O primeiro passo para a capa perfeita é descobrir o que, exatamente, você quer. Isso pode parecer óbvio, mas a quantidade de escritores que não fazem ideia do que desejam ao iniciar um trabalho de criação de capa é assombroso. A regra aqui é simples: se você, que escreveu o livro, não sabe o que quer de capa, dificilmente um capista conseguirá produzir algo bom.

Isso significa que você deve descrever, em detalhes, uma imagem de capa, para que um artista a coloque no papel? Claro que não: você é escritor, não capista.

Mas quer dizer que você deve saber sim, em detalhes, qual imagem, qual percepção você deseja transmitir ao leitor. Isso nos leva ao segundo ponto:

2. Sintetize sua mensagem

Todo livro do mundo tem uma mensagem central, uma ideia básica que funciona como alicerce para toda a sua narrativa. Seja de maneira direta ou indireta, óbvia ou abstrata, você deve ter essa ideia tangivelmente clara, descrita, palpável.

Essa será a essência do seu “briefing”, do seu pedido para o capista que trabalhará em seu livro. E se, ao final do trabalho, você não achar essa mensagem transmitida na capa, é porque ela não está boa (independentemente da sua qualidade artística).

3. Sintetize seu livro

Não adianta também entregar um livro inteiro para um capista e falar “se vire”. Sejamos práticos: a probabilidade de um capista profissional que depende de escala (e, portanto, produz diversas capas por mês para sobreviver) efetivamente ler o seu livro inteiro é mínima.

Sintetize-o. Tenha clara a mensagem que deseja transmitir e entregue ao capista material para que ele possa se aprofundar, incluindo uma sinopse eficiente e trechos que você acredita que sejam “exemplares”.

4. Tenha referências

O capista que você arrumará (falaremos disso logo mais) até pode entender a mensagem do seu livro – mas ele dificilmente saberá o seu gosto pessoal se você não passar referências práticas.

O que são essas referências? Capas de outros livros que você gosta.

Vá a uma livraria no final de semana, pesquise na Internet, tire fotos, enfim: reuna algumas imagens que sirvam de inspiração para o profissional que estiver trabalhando para você.

Referências, aliás, nem precisam ser apenas de capas incríveis, como essas aqui. Dê uma olhada neste link, com uma espécie de coleção das piores capas. É tão importante dizer o que quer quanto dizer o que não quer.

5. Arrume um bom capista

A não ser que você seja um capista – o que certamente facilita a vida – não tenha dúvidas da necessidade de arrumar um para trabalhar para você. Como?

Pode ser um amigo ou um profissional de mercado – tanto faz. O importante é ter em mente que este será um profissional fundamental para seu livro. FUNDAMENTAL.

Nesse sentido, recomendamos que você navegue no Profissionais do Livro, plataforma do Clube de Autores que permite a contratação direta dos mais diversos prestadores de serviço relacionados ao mercado editorial. Lá você encontrará centenas e mais centenas de capistas oferecendo seus serviços a preços com grande variação. Significa que todos sejam incríveis? Não.

Uma vez no Profissionais do Livro (ou em qualquer outra plataforma), você deve vasculhar os comentários de clientes feitos sobre aquele capista e, principalmente, visitar o seu site ou portfolio para ver se realmente gosta do seu estilo. Se não gostar, não contrate. Simples assim.

Se gostar, contrate: mas seja extremamente rígido na sua demanda e aprove apenas se realmente amar a capa.

A capa é só o que eu preciso para o meu livro funcionar?

Claro que não – há muitos livros com capas incríveis que nunca venderam mais que meia dúzia de exemplares. Há mais, muito mais envolvido em transformar uma história em um sucesso de vendas. A capa é só um dos elementos fundamentais.

Quer saber mais? Então recomendamos que acesse esta página aqui, com instruções mais detalhadas sobre como publicar o seu livro e muitos conteúdos que podem te interessar!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Como escrever um livro no Word

Como utilizar o principal editor de textos do mercado para escrever o seu livro?

Já fizemos um post aqui, há algum tempo, sobre programas feitos para se escrever livros. Há toda uma lista de programas específicos lá – mas a indiscutível realidade é que o Word continua sendo, de longe, o mais utilizado.

Isso é um problema? Claro que não. Afinal, mesmo sendo o avô dos editores de texto, o Word é extremamente poderoso e se manteve prático ao longo de todos os seus anos de “envelhecimento”. A grande questão é – e isso vale para todos os programas – saber utilizá-lo direito.

Antes mesmo de prosseguir já dou uma dica que pode ser importante aqui: temos, aqui no Clube de Autores, modelos de arquivo prontos para livros dos mais diversos tamanhos. É só acessar esta página aqui e escolher o “template” (modelo) que preferir, fazendo download diretamente e utilizando como base para a sua obra.

Os passos abaixo, no entanto, ignoram esses modelos e partem do princípio, do instante a partir do qual você abrir um arquivo em branco no Word. O que fazer a partir daí?

1. Comece ajustando o tamanho do papel

A primeira coisa que você deseja fazer é configurar o tamanho da página. Seu livro, afinal, precisará estar em um dos tamanhos padrão do Clube de Autores – e já é muito, mas muito mais prático começar escrevendo-o nas medidas corretas do que tentar ajustar tudo depois de pronto.

Aqui vem uma pequena dificuldade: cada versão do Word, para cada tipo de sistema operacional (Mac ou PC, por exemplo) costuma ter “caminhos” diferentes para se configurar a página. De qualquer forma, não há muito segredo aqui: basta ir a “arquivo” ou “layout” e localizar a opção de configurar página.

Se você encontrar o tamanho ideal (como A5, A4 ou outro), ótimo: selecione-o e você já estará pronto para seguir adiante. Se não encontrar, será necessário inserir as medidas de maneira personalizada. Para facilitar, use essa tabela de referência com base em todos os formatos aceitos aqui pelo Clube:

  • A5 (14,8cm x 21cm)
  • A4 (21cm x 29,7cm)
  • Pocket (10,5cm x 14,8cm)
  • Quadrado (20,0cm x 20,0cm)

2. Configure as margens

Se você parte do princípio de que quanto mais páginas “economizar”, mais conseguirá publicar o seu livro a um preço competitivo, pense novamente. Livros com margens apertadas e fontes (letras) minúsculas cansam leitores, geram um tipo de preguiça que costuma afastar leitores e indicações instantaneamente. Isso sem contar com o óbvio: ma prática, a economia de páginas dificilmente somará mais que alguns centavos no preço final.

Criar um livro confortável começa por trabalhar margens agradáveis e eficientes. Agradáveis para o leitor, que precisa se sentir bem ao folhear as páginas; e eficiente para as gráficas, uma vez que margens apertadas podem gerar cortes nos textos durante a etapa de impressão.

O Clube de Autores costuma recomendar as seguintes margens (embora você possa utilizaras que preferir):

  • Para livros A5 > Superior e inferior: 2,54cm; Laterais: 1,91cm
  • Para livros A4 > Superior e inferior: 2,54cm; Laterais: 1,91cm
  • Para livros Pocket > Superior e inferior: 1,50 cm; Laterais: 1,20cm
  • Para livros Quadrados > Superior e inferior: 2,54cm; Laterais: 2,54cm

Como configurar as margens? No mesmo lugar que você configurou o tamanho do papel, bastando que você selecione a opção de margens e insira as que desejar.

3. Insira numerações, cabeçalhos e rodapés

O Word também permite que se insira números e informações básicas de arquivo de maneira simples. O caminho – que novamente depende da versão e plataforma operacional que estiver utilizando – costuma ficar sob a opção de “inserir”, no menu principal.

Uma vez lá, escolha a opção de inserir números de página: é simples assim.

A opção para se inserir cabeçalhos e rodapés costumam ficar sob a área de “elementos do documento”, mas normalmente pode ser acessada quando se dá um duplo-clique sobre a área onde costuma ficar o cabeçalho ou o rodapé, na própria página que estiver editando.

A partir daí é só escolher o tipo de texto que deseja inserir ou mesmo se deseja alterná-lo entre páginas pares e ímpares (por exemplo, deixando o título do livro nos cabeçalhos pares e o nome do autor nos ímpares). Não há regras editoriais aqui e nossa sugestão é que você mesmo veja em livros que tiver à mão algumas opções e tome sua decisão com base nelas.

4. Utilize os estilos de textos

Isso pode parecer besteira, mas acredite: não é. Estilos de texto servem para facilitar todo o trabalho, incluindo a formatação de índices dinâmicos.

O caminho é simples: escreva o texto livremente, sem se preocupar com formatações. Quando terminar, aplique os estilos nos lugares certos.

Como? Selecione, por exemplo, o título do capítulo e, em seguida, ache no menu a opção de formatar e clique em estilos. Uma janela se abrirá com uma lista imensa de estilos. Seja prático: selecione algum estilo de título (ou “heading”) para os títulos e o estilo “normal” para o restante do texto.

Siga assim para o livro inteiro. Você verá já já como isso será útil.

5. Trabalhe com quebras de página, não “enter”!

Terminou um capítulo e deseja passar para a próxima página? A pior coisa que você pode fazer é sair clicando em “enter”, no teclado, até chegar à página seguinte. Por que? Porque qualquer edição mínima que fizer no texto demandará que você o revise por completo para garantir que todos os capítulos não tenham “se movido” quando você acrescentou uma ou outra linha.

Ao invés disso, seja prático. Terminou um capítulo e deseja mudar de página? Dê um “enter” depois do último texto, apenas para garantir, e depois vá ao menu “inserir” e selecione a opção de “quebra de página”.

Pronto: isso garantirá que cada capítulo comece e termine de maneira independente do anterior e do próximo e evitará erros do gênero.

6. Insira índices dinâmicos

É aqui que os estilos entram em cena. Cada texto que você marcou como “título” será devidamente entendido como título pelo Word. E daí?

Daí que basta que você abra uma página no começo do livro (usando a instrução de quebra de página que comentamos acima, no item 5) e simplesmente selecione a opção de “inserir” (no menu) “índices e tabelas” (ou, dependendo da versão do Word, apenas “índice”). Você poderá escolher o modelo do índice que preferir e, depois disso, mágica: um índice automático se formará, com numerações automáticas, de acordo com a paginação em que cada título seu se encontrar.

Há, aqui, uma dica importante: o Word não costuma manter o índice atualizado automaticamente. Assim, sempre que mudar qualquer coisa no texto, vá ao índice, clique com o botão direito do mouse sobre ele e selecione a opção de atualizar. É simples assim.

E agora?

Bom… agora é escrever o livro! Perceba que essas seis instruções são simples, práticas, e podem ser seguidas sem muito estresse. Mas fique atento a essas questões de versões. É possível que você precise passear um pouco pelo menu do Word até encontrar essas opções que mencionamos aqui, mas não se assuste: elas estarão lá.

Isso é o suficiente para escrever um livro? Claro que não: o Word é apenas o programa por onde fazê-lo.

Se quiser mais dicas, desta vez sobre o conteúdo, recomendamos que acesse um desses três posts: como escrever um livro, como escrever um livro infantil e como escrever um livro de romance.

 

 

 

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