Aprenda com os livros independentes mais recomendados pelo público

O que a preferência do público pode contribuir com o seu livro?

Desde que implementamos no sistema a recomendação de livros, há alguns anos, todos aqui ficamos curiosos para saber quais obras se destacariam no site. Na prática, as recomendações são feitas com base em parâmetros totalmente técnicos, incluindo a obtenção de selos que, por sua vez, apontam as obras que estão sendo melhor recebidas por parte da comunidade de leitores em diversos aspectos.

Hoje, paramos um pouco e filtramos a primeira página da livraria para que exibisse as obras ordenando pelas mais recomendadas (clique aqui para ver).

Quais as características comuns dos livros mais recomendados?

É claro que, quase sempre, generalizações costumam ser perigosas. O motivo? Padrões não são regras. Ou seja: a partir desses quase dez anos de observação de desempenho de livros independentes, formulamos algumas conclusões extremamente claras sobre o que funciona e o que não funciona – mas isso não significa nem que basta seguir essas conclusões para ter sucesso e nem tampouco que não as seguirem estará fadado ao fracasso. 

Em outras palavras: estamos falando aqui de melhores práticas comprovadas pelas estatísticas, de trabalhos feitos por uma massa de milhares de autores que demonstraram sucesso perante seus públicos (e que, portanto, no mínimo servem de referência para todos)

E quais são as melhores práticas que observamos a partir das recomendações do público? Vamos a elas:

Todas tem capas totalmente personalizadas, chamativas, vendedoras.

Sabe a máxima de que livros vendem pela capa? Ela é real. Assim, de pouco adianta passar meses ou anos trabalhando em um livro se você usar uma capa padronizada, esquisita, que diga pouco sobre sua obra. Este é um ponto que, sim, você PRECISA investir. 

Acesse este post aqui para ver como fazer a capa perfeita para o seu livro.

A grande maioria tem diversos comentários de leitores, seja no site ou nas redes sociais.

É o caso de Trilhando Sonhos, de Thiago Fantinatti, e de Alta Sensibilidade Emocional, de Helena Polak

A maioria dos autores que tem as suas obras como mais recomendadas também possuem páginas biográficas repletas de notícias, deixando claro que tem reconhecimento do mercado – um importante fator de decisão.

É o caso de “Logística Reversa“, que, tem 9 notícias publicadas e 5 sites sobre a autora.

Todos deixam habilitada a opção de contato com o leitor, mostrando abertos e acessíveis.

Em nossos tempos, abrir contato entre autor e leitor é essencial para se criar relacionamento e se fomentar o bem mais precioso que pode existir: a conexão.

A imensa maioria tem ISBN.

Já falamos tanto sobre isso aqui (veja este post, por exemplo) que corremos o risco até de ficarmos repetitivos. Por que ISBN importa? Porque sem esse registro você simplesmente não consegue aproveitar uma das (senão “a”) maio vantagem do Clube de Autores: ter o seu livro distribuído pelas principais livrarias do Brasil

Tecnicamente, para o autores, isso significa uma coisa óbvia: presença. 

A propósito, você pode clicar aqui se quiser saber como registrar o seu ISBN.

E há mais a se considerar, claro: basta que você pesquise

Há ainda diversos elementos importantes a se destacar, mas o fato é que parece indiscutível o empenho dos autores tanto no acabamento quanto na divulgação de suas obras. E há aqui uma diferença importante entre as mais vendidas e as mais recomendadas: enquanto o ranking de vendas expressa um histórico das obras que estão no ar, o de recomendações apresenta o que constatamos ser tendências. Ou seja: é possível que algumas das mais vendidas tenham já extinguido os seus ciclos – mas as mais recomendadas estão ainda sendo comentadas rede afora, crescendo juntamente com os seus públicos.

Que fique como dica nossa para os autores do Clube: vejam os selos de reconhecimento e busquem formas de obtê-lo, pois eles são um atalho prático para que cada obra possa ter mais visibilidade, integrando essa lista das mais promissoras do site.

 

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10 pousadas ideais para deixar a inspiração de escritor aflorar

Um dos principais ingredientes para um escritor é, claro, a sua inspiração.

E, apesar da inspiração nascer, em grande parte, de lá do fundo da alma, um bom lugar para escrever sempre ajuda.

Fizemos uma pequena lista de pousadas por todo o Brasil que tem ambientes próximos do ideal: silêncio, belas paisagens e ares bucólicos verdadeiramente inspiradores. Para quem estiver de férias, vale a pena cogitar se “internar” em um desses lugares para fazer o que escritores costumam mais amar: escrever!

Os preços nem sempre são os mais convidativos – mas que dá vontade, isso dá ;-)

– Orixás Art Hotel, em Fortaleza (CE): http://www.orixashotel.com.br/
– Hotel Capim Limão, em Petrópolis (RJ): http://www.capimlimao.com.br/
– Estalagem St. Hubertus, em Gramado (RS): http://www.sthubertus.com/
– Pousada Rosa Picinguaba, em Picinguaba (SP): http://www.pousadarosapicinguaba.com.br/
– Pousada Saint Moritz, em Búzios (RJ): http://www.saintmoritzbuzios.com/
– Pousada Terra Madre, e, Ilha Bela (SP): http://www.pousadaterramadre.com.br/portal/
– Pousada Porto da Lua, em Praia do Forte (BA): http://www.portodalua.tur.br/
– Pousada A Rosa e o Rei, em São Francisco Xavier (SP): http://www.arosaeorei.com.br/
– Kiriuwa Hotel, em monte Verde (MG): http://www.kuriuwahotel.com.br/
– Pousada do Cedro, em Santo Antônio do Pinhal (SP): http://www.pousadadocedro.com.br/

A inspiração já bateu? Então está na hora de escrever!

Quer algumas dicas sobre como aproveitar melhor essa inspiração? Que tal ver este post aqui sobre como escrever um livro de sucesso? Ou este, sobre como lançar o seu livro?

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Os top 10 livros independentes entre maio e junho

Temos feito, a cada 2 meses, uma relação dos 10 livros que mais tem chamado a atenção aqui no Clube de Autores.

Não se trata de uma lista dos que mais vendem ou mesmo dos que mais têm procura, mas sim dos que mais têm potencial. E como definimos isso?

Temos um algoritmo, ainda em fase beta, que pontua cada livro de acordo com fatores que variam das suas características técnicas (livros sem ISBN, por exemplo, tem sua pontuação fortemente rebaixada por serem impossibilitados de serem comercializados em livrarias) ao tipo do tema (e da procura em torno dele), a performance real, perfil de influência e atividade do autor e assim por diante.

Vale muito a pena, portanto, observar esta lista abaixo para entender quais os títulos (e as características) que fazem livros com bom potencial. Para leitores, essa lista é quase que uma pre-seleção multi-temática como poucas que existem no mercado; para autores, é uma pesquisa de mercado prontinha que pode ajudar bastante na maneira com que seus livros são trabalhados.

Assim, sem mais delongas, eis a lista de maio/ junho – com uma forte recomendação para que todos vejam e naveguem por ela.

Estamos diariamente trabalhando esse algoritmo de acordo com comparações em tempo real do que ele demonstra e da evolução prática, concreta, de vendas dos livros.

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Por que autores devem ser seus próprios empresários?

Foi-se o tempo em que se poderia contar com uma editora: autores, agora, estão por conta própria. Ainda bem.

Muita coisa mudou nesses 10 anos desde que o Clube foi fundado: o mercado editorial se abriu bastante, as editoras tradicionais entenderam que precisavam se modernizar e até as grandes livrarias abriram suas portas para os autores independentes. Não foi fácil: lembro inclusive de uma palestra que dei na Bienal de SP onde fui apresentado como “uma das pessoas que estavam destruindo o mercado editorial”. E o que estava fazendo? Apenas lançando o Clube de Autores como um espaço mais democrático para se publicar livros sem que nossos conhecimentos e experiências ficassem dependentes do julgamento de editores mal humorados e sempre ocupados demais para ler.

Não vou dizer que sou recebido com muito entusiasmo por todos os editores em eventos ou reuniões – principalmente nos que atuam com autopublicação paga, em que escritores precisam comprar uma tiragem mínima de exemplares para que a “engrenagem” rode. Mas há, hoje, uma noção mais generalizada de que o mercado editorial está passando por uma mudança que vai muito, muito além do (chatérrimo e irrelevante) debate sobre a crise.

Não se trata de crise: trata-se de transformação.

A questão agora é outra.

Se, no passado, o mercado editorial era pautado pela escassez, com poucos títulos criteriosamente selecionados por editores, hoje ele é pautado pela abundância.

Se, no Brasil, há pouco mais de 45 mil títulos publicados anualmente, hoje mais de 10 mil que vem apenas aqui pelo Clube de Autores – 22% do total. E isso sem contar com as tantas outras formas de publicação e autopublicação existentes no mundo.

Em que isso implica? Na mudança dramática de papel de um autor.

Quer ter sucesso no mercado literário? Então entenda que escrever bons livros é apenas uma parte de uma fórmula extremamente complexa. E o motivo é simples: há simplesmente muita gente que escreve livros incríveis competindo por um número de leitores que não é infinito.

Nesses últimos 10 anos convivemos, diariamente, com dois tipos de autores: os que culpam o mundo e os que culpam a si mesmo.

Explico a diferença.

Quando não se tem a noção do tanto que se precisa trabalhar para divulgar um livro – incluindo a organização de lançamentos, de uma estratégia de presença, da construção de um público em redes sociais etc. – é natural que uma frustração pela quebra do romantismo apareça. Não se trata apenas de escrever e esperar o Jabuti ou o Nobel: é preciso trabalhar mais do que jamais se imaginou.

Com essa conclusão em mente, muitos autores começam uma rotina de caça aos culpados: consideram que o preço é o vilão, xingam o pouco hábito de leitura dos brasileiros, reclamam de pouco incentivo do governo, sentem-se incompreendidos. Esses, infelizmente, acabam trilhando um caminho mais difícil (ou mesmo improvável) até o sucesso.

Mas há outros autores que entendem que sucesso em um mercado concorrido como o literário está mesmo longe de ser fácil. Esses culpam a si mesmo, o que acaba sendo uma opção muito mais prática. Por quê? Porque quando se culpa os outros não ha espaço algum para se aprimorar ou se corrigir – afinal, o problema está fora de si.

Quando se culpa a si mesmo, por outro lado, reconhece-se falhas e erros que podem facilmente ser corrigidos com empenho, dedicação e estudo tomando como base teorias e experiências de outros autores encontradas na própria rede.

Ou, colocando em outros termos, culpar a si mesmo é o primeiro passo para que um autor se transforme em empresário de si mesmo, entendendo que cabe apenas a ele pavimentar o caminho para o sucesso que ele merece. Dá mais trabalho? Sem dúvida.

Mas a única maneira de conseguir um futuro dourado na literatura é justamente passando por mais aventuras que o mais aventureiro dos personagens de ficção. Reclamar, afinal, nunca resolveu nada na vida.

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O preconceito dos intelectualoides vazios e a realidade da literatura

Por algum motivo qualquer – provavelmente algum surto de ignorância coletiva daqueles que volta e meia eclodem na Internet – começou a circular pela rede uma horda de opiniões sobre “o fim da literatura”, alegando que só se encontra livros de autoajuda nas grandes livrarias.

Fica difícil até escolher por onde começar a fazer uma crítica, tamanha a superficialidade e a arrogância dessas opiniões. Mas vamos lá: tentemos.

O que é uma boa literatura?

Uma boa literatura é – e não há outra maneira de colocar isso – uma opinião. Simplesmente isso.

Quando comecei o Clube, há dez anos, ouvi quilos e mais quilos de críticas vazias quanto a algum meio de se certificar a qualidade do conteúdo dos livros aqui publicados. Certa vez perguntei a um dos críticos que tipo de livro ele prefere.

Vou evitar citar títulos aqui, mas dos 5 que ele citou, nenhum único chegava perto do que eu considerava uma obra minimamente razoável. Na minha opinião, portanto, todos eram livros péssimos.

Isso significa que todos fossem, de fato, péssimo? Somente se eu fosse arrogante ao ponto de achar que o mundo deveria viver e morrer pelo meu gosto pessoal. Não sou – ainda bem.

Qual o ponto que fiz com esse crítico? O de que um determinado livro pode ser excelente para ele e péssimo para mim e de que é justamente a pluralidade de opções que tem transformado o universo literário mundial e trazido tantos novos leitores para o nosso país (e para o nosso mundo).

Não existe, portanto, boa literatura. Existe literatura.

E quanto mais opções literárias existirem, maiores as possibilidades de mais gostos serem atendidos e de mais pessoas ficarem satisfeitas com mais histórias. É, estatisticamente, um ciclo virtuoso: percepção de qualidade efetivamente nasce da constatação de quantidade.

Dentre as opções e livrarias…

Os sujeitos que têm disparado contra o mercado literário brasileiro, criticando-o de ser “monotemático” e de expor apenas títulos de autoajuda, certamente não são consumidores de livros.

Se fossem e tivessem o hábito de perambular pelas prateleiras da Cultura, da Livraria da Vila, da Travessa ou de qualquer outra loja, facilmente babariam com a quantidade de opções e com a qualidade das obras. E, sim, uso a palavra “qualidade” aqui quase que com liberdade poética, pois é muito difícil se sair de alguma megastore sem encontrar ao menos uma quantidade de livros que se encaixem em seu gosto pessoal e que sejam capazes de durar por anos de leitura.

Ainda assim, mesmo considerando uma eventual inexistência de grande livraria nos arredores de todos, há a opção mais óbvia de todas: a Internet.

Aqui, por trás destas mesmas palavras que você agora lê, há sites e mais sites com TODAS as opções literárias existentes desde que Gutenberg inventou a prensa. Arrisco inclusive dizer que não há um único livro hoje que você não consiga comprar – seja ele usado, eletrônico ou mesmo novo.

E isso é fantástico tanto para quem gosta de autoajuda quanto para quem gosta de romances, de ficção científica, de poesia, de negócios, de religião ou de qualquer outro tema.

Qual o cenário para o futuro?

Como não canso de falar por aqui, o melhor possível.

Porque novas tecnologias e modelos de negócio – como o próprio Clube de Autores – viabilizam que uma infinidade de novas histórias ganhem novos leitores, abrindo horizontes literários e trazendo cada vez mais pessoas para esse mundo incrível da literatura.

As próprias grandes redes já entenderam isso e têm aberto um espaço inédito para autores independentes como maneira de diversificar as suas ofertas e de captar leitores que, até então, estavam perdendo.

E isso porque estamos apenas arranhando a superfície das possibilidades no Brasil. Quer um parâmetro de comparação? Mesmo com 85% de participação de mercado aqui no Brasil, o Clube de Autores deve fechar 2019 com algo entre 12 a 15 mil novos livros autopublicados. Sabe quantos livros foram autopublicados nos Estados Unidos no ano passado? Mais de 1 milhão.

A que conclusão chegamos? Há muito, muito espaço para a literatura crescer aqui no Brasil – mas, hoje, a variedade de opções que temos já é tão gigante que, seguramente, podemos afirmar que estamos hoje no melhor momento cultural que jamais estivemos.

E que só temos a melhorar.

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