Já conhece nossos materiais de apoio para escritores?

Nos últimos tempos, montamos uma série de materiais de apoio para escritores com base em nossa experiência. Há de tudo aqui – e, de quando em quando, sempre vale parar para postar aqui no blog uma lista com essas recomendações.

Universidade do Autor

A primeira (e talvez mais importante de todas) é a Universidade do Autor. É um ambiente gratuito onde você encontrará guias que poderão de ajudar a escrever, diagramar, precificar, publicar e divulgar o seu livro. De maneira geral, tentamos sempre deixar esse conteúdo o mais acessível possível e em formato livre para que os escritores possam utilizar como consulta.

O acesso à Universidade do Autor se dá pelo rodapé do site do Clube de Autores mas, claro, você também pode clicar diretamente aqui.

Posts mais completos

Além do material da universidade, sempre publicamos posts hiper completos com checklists e guias e melhores práticas. Alguns deles estão aqui:

Como ter ideias para escrever um livro

Como escrever um livro

Como lançar um livro sem burocracia

Como registrar o ISBN para seus livros

Quais os melhores programas para se escrever um livro

Checklist: meu livro está pronto para ser publicado?

Está na dúvida sobre um ou outro ponto relacionado à publicação do seu livro? Pare um tempinho e leia esses conteúdos. Certamente eles te ajudarão!

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Detectando emoções por meio de uma app

Já imaginou se conseguíssemos detectar as expressões de um leitor enquanto ele lê um livro? Em outras palavras: não seria incrível termos uma crítica instantânea, à prova de mentiras, escrita pelos músculos faciais do leitor durante o ato de leitura?

Se tivéssemos essa tecnologia em mãos, poderíamos facilmente entender quais trechos das nossas narrativas encantam, quais entediam, quais viciam. Conseguiríamos ferramentas práticas para, na falta de uma palavra melhor, viciar o leitor.

Pois bem: ainda não estamos neste ponto na evolução tecnológica. Mas o vídeo abaixo mostra que estamos chegando perto – muito perto. Confira:

 

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Como escrever um livro de romance

O que você deve levar em conta ao escrever uma história de amor?

Antes de começar este ost, cabe de imediato um esclarecimento: um romance não é, necessariamente, um livro de romance. Por algum motivo qualquer, no nosso idioma, um romance é todo e qualquer livro, em prosa, que narre uma história (mesmo que ela sequer contenha menções a amor ou coisas do gênero). Um livro de romance, no entanto, já envolve, sim, histórias de amor. E é deles que falaremos aqui.

Primeiro, porque mais de 25% de todos os livros publicados aqui no Clube são relacionados, de alguma forma, ao amor. E, segundo – mas não menos importante – pelo óbvio: o amor é, provavelmente, o mais importante dos assuntos da humanidade e o único ao qual todos da nossa espécie, de alguma forma, têm algum tipo de experiência ou vivência pessoal. E, se somos uma espécie que se diferencia das demais justamente pela nossa capacidade de contar histórias, nada mais natural que escolhermos como base para elas o mais universal dos assuntos: o amor.

Exemplos de obras primas não nos faltam: Machado de Assis esculpiu Bentinho e Capitu em um extremo, Guimarães Rosa entregou Riobaldo e Diadorim em outro, Hemingway, Garcia Marquez, Pamuk, Kazuo Ishikuro e tantos mais nos brindaram com as maiores pérolas da literatura baseadas justamente nesse gênero máximo.

Mas, se amor é um sentimento universal, a técnica de se estruturar um romance envolvente certamente é bem mais individual. Basta, aliás, comparar alguns desses exemplos que citei acima. Por mais incríveis que sejam, em nada o platonicismo do Amor nos Tempos do Cólera (Garcia Marquez) sequer se assemelha com a distopia de Não me Abandone Jamais (Kazuo Ishiguro). ainda assim, ambas são obras primas indiscutíveis.

E aqui entramos com um punhado de dicas (ou boas práticas) algo que, se não servirão como livro de receita – pois não há receitas aqui – certamente ajudarão a inspirar ou ao menos a “guiar” o escritor.

1. Leia muito, muito, MUITO.

Esse negócio de querer escrever e não gostar de ler é algo simplesmente desfuncional. E mais: as desculpas comuns (como falta de tempo) são ridículas. Sempre, sempre se arruma tempo para o que se realmente deseja fazer. É tudo uma questão de prioridades.

E se você quer ser um escritor, o primeiro passo é abraçar a leitura de todas as formas. Cada vez que você mergulhar em um universo criado por outro autor, afinal, você terá uma aula de estilo, de construção de trama, de personagens. Você pode não encontrar o seu estilo neles, mas certamente colecionará exemplos que o ajudarão a entender o que prende o leitor.

Nesse sentido, dê bastante espaço para os clássicos, os livros que se imortalizaram no tempo. O motivo? Se u Dom Quixote, para ficar em um exemplo, está há séculos encabeçando a lista dos mais vendidos da história da humanidade, é certamente pela capacidade narrativa de Cervantes.

Aproveite: os melhores professores do mundo, afinal, estão logo ali, na livraria mais próxima de você.

2. Viva na realidade, não na utopia

A maior diferença entre realidade e utopia é a complexidade. Em utopias, tudo funciona como um reloginho: quem ama é sempre correspondido, os conflitos são superficiais, mesmo os problemas são de uma facilidade irrealmente ingênua.

Bom… a vida não é assim e o leitor sabe. A consequência: a capacidade de retenção de atenção, de engajamento, despenca.

E é precisamente isso que desejamos evitar ao mergulhar mais a fundo na realidade. Ao estruturar uma trama qualquer, baseie-se no mundo real: agregue complexidade, contratempos, dificuldades e, em suma, “normalidade”. Deixe seus personagens mais tridimensionais, com qualidades e falhas, acertos e erros.

Se, ao terminar uma leitura crítica, você sentir que algo estiver perfeito demais para ser verdade, sente e reescreva. A verdade é o que mais se deve buscar em um livro, mesmo que seja uma ficção.

3. Cace o espírito do tempo

Sabe uma das principais regras que Shakespeare utilizava para compor as suas peças? Ele sempre, sempre criava alguma trama com base nos “trending topics” da Inglaterra. Othello foi escrito quando Elisabeth I expulsava os mouros de Londres; o Rei Lear se baseou em um caso jurídico real que se transformara na grande fofoca do reino; MacBeth foi feita para celebrar, por meio de metáforas, a linhagem do monarca James I , para quem a peça foi escrita.

O que aprendemos com o grande mestre? Simples: que um pano de fundo popular, principalmente quando assume proporções gigantescas, é perfeito para fazer a audiência se conectar com a trama e se deixar envolver pelas histórias dos personagens.

4. Não há boas histórias românticas sem grandes conflitos

Tá… talvez até haja uma ou outra que não tenha me ocorrido – mas o fato é que são raras. O que envolve o leitor, afinal, não é a estrutura do personagem em si, mas sim as suas reações seguindo momentos de conflitos internos e externos.

Naturalmente, quanto mais conflitos, mais fácil construir reações à altura (desde que sejam consistentes com a personalidade dos personagens.

5. Crie personalidades para seus personagens

Entramos em um quinto e fundamental ponto aqui: personagens não devem ser descritos apenas como rostos e atitudes. Todos devem ter um passado próprio, um histórico que dê consistência a cada uma de suas atitudes quanto a tudo.

Não que você precise, claro, se alongar infinitamente nos detalhes da infância de um personagem secundário – a questão não é essa. Mas, na medida em que um personagem vá ganhando prioridade na história, a importância de fazer o leitor entender o seu passado vai ficando cada vez mais relevante. Somente assim, afinal, aquele senso de intimidade entre leitor e protagonistas vai ganhando um espaço fundamental para que o engajamento com a história seja efetivamente construído.

Quer uma dica? Monte uma linha de tempo e um resumo da história de cada um dos seus personagens antes de se alongar muito na trama. Pode ser que você nem utilize partes desse histórico mas, no mínimo, ele servirá para garantir que você não coloque ações e palavras na boca de um personagem que dificilmente as executaria.

6. Cuidado com o piegas

Um dos maiores riscos de um livro de romance é deixá-lo escorregar para o piegas, forçando a barra em situações naturais e trocando a densidade pelo sentimentaloidismo.

A solução, aqui, normalmente foge de algo que o próprio autor possa resolver sozinho: envolve um leitor crítico.

Há, normalmente, dois caminhos aqui: selecionar um ou mais amigos críticos ou contratar um crítico literário. Seja qual for o caminho, o importante é que você escolha alguém realmente crítico em quem confie (evitando envolver alguém que você sabe que vai te elogiar livremente pela própria relação que já tenham) e que deixe de lado o ego (preparando-se para receber e lidar com eventuais críticas mais pesadas).

Esteja disposto a reescrever trechos inteiros do seu livro, aliás. E entenda que isso faz parte do processo.

7. Siga todas as outras recomendações que servem para todos os outros gêneros

Isso pode parecer genérico demais (e talvez seja mesmo)… mas já escrevemos aqui uma série de dicas importantes sobre como escrever um livro que se aplicam tanto a romances quanto a outras temáticas diversas. Elas incluem, por exemplo:

Como escrever um livro

Como lançar um livro sem burocracia

Como publicar um livro no Clube de Autores

E agora? O que fazer? 

Bom… a parte mais complexa de se escrever um livro, naturalmente, é sentar e escrevê-lo! Esse compilado de dicas aqui deve ser visto mais como uma espécie de caminho, de recomendação nossa com base na experiência de lidar com mais de 70 mil títulos e de ler muitos, muitos livros – principalmente de romance.

Mas nada, nada substituirá a sua própria veia de escritor. Assim sendo, procure ao menos observar as nossas recomendações e mergulhar na sua própria trama. Do nosso lado, desejamos toda a sorte do mundo e esperamos tê-lo publicado aqui, no Clube de Autores!!!

 

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Conhecendo a humanidade a partir dos 10 livros mais lidos da história

Já começo pedindo desculpas pela generalização, mas afirmo: é possível conhecer toda uma cultura a partir dos livros mais vendidos. Generalizarei mais: se ignorarmos as óbvias diferenças entre cada país (ou mesmo região) do mundo e desconsiderarmos o tempo, é possível traçar também uma espécie de linha que define a essência do ser humano.

Veja esta lista abaixo, com os 10 livros que mais venderam em toda a história da humanidade:

  1. Dom Quixote (Miguel de Cervantes) – 500 a 600 milhões de cópias
  2. O Conde de Monte Cristo (Alexandre Dumas) – 200 a 250 milhões de cópias
  3. Um Conto de Duas Cidades (Dickens) – 180 a 250 milhões de cópias
  4. O Pequeno Príncipe (Antoine de Saint-Exupery) – 150 a 180 milhões de cópias
  5. O Senhor dos Aneis (J. R. R. Tolkien) – 150 a 170 milhões de cópias
  6. Harry Potter e a Pedra Filosofal (J. K. Rowling) – 110 a 130 milhões de cópias
  7. O Caso dos Dez Negrinhos (Agatha Christie) – 90 a 120 milhões de cópias
  8. O Sonho da Câmara Vermelha (Cao Xueqin) – 80 a 10 milhões de cópias
  9. O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa (C. S. Lewis) – 75 a 90 milhões de cópias
  10. Ela, a Feiticeira (Henry Rider Haggard) – 70 a 80 milhões de cópias

Sabe o que a maioria dos livros tem em comum? Eles atiçam a fantasia de uma maneira quase escapista.

Dom Quixote cria um universo à parte onde ele é o heroi supremo; o Conde de Monte Cristo cria uma outra personalidade em nome da vingança; o Pequeno Príncipe explora outros planetas; Harry Potter entra em uma escola de mágicos escondida do resto da humanidade; e assim por diante.

A palavra mais comum em todos os 10 livros é uma só: escape. Seja da realidade, seja da vida cotidiana, seja da nossa própria imagem sobre nós mesmos.

O que mais encantou leitores ao longo dos séculos foi justamente a possibilidade de mudar de vida – ainda que em um delírio quixotesco ou em uma fantasia infantil de C. S. Lewis.

Repito: é claro que generalizar a personalidade de toda uma espécie desconsiderando as peculiaridades do tempo e espaço pode ser um exagero grosseiro… Mas, ainda assim, não há como ignorar que o que mais se buscou em toda a história da literatura foram relatos de vidas inexistentes, de fantasias tangibilizadas por meio de tramas bem escritas.

Por essa pequena lista de best-sellers absolutos, fica mais do que claro que o que o homem mais deseja é, talvez infelizmente, deixar de ser o que é.

 

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Promoção: todos os impressos com até 20% de desconto!

Desde hoje, dia 6, até o dia 14, todos os impressos do Clube estarão com desconto de até 20%!

Vamos às regras:

1) Todas as obras impressas publicadas no Clube já estão incluídas na promoção;
2) Os descontos variam de acordo com a paginação de cada obra (sendo, portanto, diferente para cada uma);
3) Os descontos não abrangem os direitos autorais. Ou seja: independentemente do montante cortado no preço, os direitos autorais permanecem rigorosamente os mesmos e os autores não serão prejudicados em nenhum aspecto. Caso queiram ampliar as quedas de preço no período mexendo nos direitos autorais, os próprios autores deverão fazê-lo indo a Sua Conta > Livros Publicados, clicando em “gerenciar” e em “editar direito autoral”.
4) O desconto durará até o final da quinta, 14/02!

Boas vendas e bons presentes!!!

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