E a venda de ebooks, a quantas anda?

Já faz tempo que o mercado parou de pregar que ebooks aniquilariam o mercado de livros impressos. Aliás, já faz também o mesmo tempo que nós, aqui no Clube, desacreditamos essa informação com base no mais puro empirismo: tanto ebook quanto impressos tem seus pros e contras que variam de acordo com opiniões e momentos de leitura, o que garante espaço para todos.

Mas… sendo prático… a quantas anda a venda de ebook?

Pela nossa própria natureza, o Clube sempre teve uma proporção maior de venda de ebooks do que o restante do mercado. Enquanto, no Brasil, a proporção de vendas de livros eletrônicos versus impressos ficava na casa dos parcos 2-3%, o número chegou a 20% aqui.

Pois bem… isso mudou.

Hoje, ebooks respondem por 10% do total de vendas do Clube.

E não, isso não significa que o volume em si, em termos absolutos, tenha caído. Verdade seja dita, ele até cresceu no último ano.

O que ocorre é que a venda de impressos cresceu a um ritmo significativamente maior, deixando essa proporção bem mais dramática e mais próxima dos números brasileiros.

E daí? E daí nada.

Essa é só uma estatística que achamos interessante e gostaríamos de compartilhar com todos :-)

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Número de livros publicados por mês cresce no Clube

Nós tínhamos uma média histórica, aqui no Clube, de cerca de 20 a 25 livros novos publicados todos os meses. Era uma média relativamente estável, que, salvo algum período de pico qualquer, nao mudava por nada.

Bom… pelo menos até esses últimos meses.

Pela primeira vez em alguns anos, o mês de abril registrou uma média maior: 893 livros novos, com 29 publicados por dia.

Poderia ser uma exceção, claro… mas os meses seguintes mostraram que era uma tendência. Em maio, saltamos para 918 títulos; em junho, 1.156; e, em julho, de acordo com nossas previsões baseadas nos primeiros 23 dias do mês, devemos bater o marco de 1.200 livros.

1.200.

Isso dá quase 39 livros novos publicados todos os dias – e também significa que praticamente dobramos de tamanho de um ano para cá.

Há duas coisas para se comemorar aqui: a primeira, claro, o próprio número, reflexo do trabalho que fazemos incansavelmente aqui no Clube desde que começamos a operar, em 2009.

Mas o segundo talvez seja ainda mais importante: mais livros independentes significa, necessariamente, mais público sendo alcançado, mais leitores, mais espaço para autores brasileiros.

Temos visto e sentido isso em nosso cotidiano, aliás: com presença dos nossos livros em livrarias tradicionais, mais e mais gente passou a ter acesso a um volume imenso de conhecimento e de experiência que, em outros tempos, estaria trancada nas mentes dos nossos escritores.

Hoje, não mais.

Ainda bem.

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Tempos incríveis, tempos de transformação

Entre em um ônibus qualquer ou em um metrô e olhe ao redor: você sempre, sempre encontrará alguém lendo algum livro. E isso é fantástico.

Tenho para mim que a minha geração, nascida nos estertores da ditadura militar brasileira, foi praticamente incentivada a não “pensar” sobre as coisas realmente importantes da vida e da sociedade. O raciocínio era simples: pensar leva a questionar, questionar quase sempre leva a “se rebelar” e “se rebelar”, por décadas, levava a tenebrosas celas de tortura. E como culpar pais por não quererem ver seus filhos sofrerem, afinal?

O resultado disso? Povoou-se o Brasil com toda uma geração de odiares de livros, de cidadãos que culpam a falta de tempo, o excesso de trabalho ou o cansaço como responsáveis pelo que, no fundo, é a mais pura (e vergonhosa) falta de interesse pelo próprio crescimento intelectual.

Mas, se não há como se mudar o passado, há pelo menos como se sonhar com um futuro melhor. Porque, de alguma forma, essa mesma geração desinteressada tem buscado ensinar as gerações futuras a não agir como ela, a ler mais, a questionar mais, a formar e defender mais as suas próprias opiniões.

Volto ao parágrafo com o qual abri esse post como prova inconteste disso: hoje, é absolutamente natural encontrar pre-adolescentes lendo, vidrados, livros de centenas e centenas de páginas enquanto mergulham em histórias de magos, dragões e tempos invisíveis. Hoje.

Há trinta, vinte anos atrás, isso seria completamente impensável aqui no Brasil. Pelo menos como norma.

E o que isso significa? Que estamos mudando.

Que, aos poucos, estamos nos transformando em uma sociedade sem medo de pensar, de questionar, de formar opinião e firmar posição.

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O varejo fazendo a diferença para os autores do Clube

Uma das nossas grandes apostas aqui no Clube sempre foi a distribuição em canais de venda diferentes, tradicionais.

Pois bem: ontem, consolidamos alguns dados de vendas e constatamos o óbvio: o volume de vendas de livros do Clube em outros canais tem ficado cada dia mais expressivo.

E não falo aqui dos ebooks, que representam (há anos) 10-15% das nossas vendas: falo da venda de impressos. As vendas dos nossos livros na Cultura, Amazon, Submarino, Americanas, Estante Virtual, FNAC e outras lojas online já somam, hoje, 20% do nosso total – número que cresce mensalmente!

O que isso significa? Que, pela primeira vez na história, autores independentes deixaram de ser reféns de uma única opção de publicação. Estar aqui no Clube significa estar em praticamente todo o mercado editorial, exceto por raríssimas exceções nas quais estamos já trabalhando para eliminar.

E reforço aqui que estar nessas livrarias é relativamente simples: basta ter ISBN nos títulos e iniciamos o processo de “distribuição”.

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Inscreva-se no Jabuti

Já falei bastante aqui no blog sobre prêmios e concursos literários – e sobre a importância de se selecionar os mais sérios para se participar. Pois bem: reforço aqui a mesma dica que postei há menos de um mês: participe do Prêmio Jabuti.

Não, ele não é dos mais baratos. A inscrição de um romance beira os R$ 400,00. Mas há a contrapartida: é, de longe, o prêmio de maior prestígio do mundo editorial brasileiro.

E é, portanto, uma oportunidade do seu livro dividir o mesmo justo parâmetro com outros livros dos mais renomados autores brasileiros.

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