Estamos cercados por histórias. Basta agarrar a que mais convier.

No post da segunda passada, comentei da inimaginável e quase inacreditável jornada dos exploradores ingleses a bordo do Endurance que, na tentativa de cruzar a Antártida, precisaram sobreviver por mais de um ano acampados sobre icebergs e enfrentando algumas das pragas mais severas da humanidade.

Na quarta, falei da verdadeira explosão de pensamentos na mente do irlandês Christopher Nolan no instante em que uma droga experimental deu a ele movimentos mínimos nos olhos e cabeça para que conseguisse se comunicar.

Foram dois exemplos extremos: um de um grupo convencional de pessoas que praticamente caçaram suas adversidades nos confins do mundo, outro de um cidadão paralisado, que tinha tudo para morrer como um vegetal, mas que decidiu imortalizar-se a partir da exposição singular do universo que existia em seu cérebro.

Entre as vidas dos exploradores do Endurance e do Nolan, estamos nós. Todos nós, os mais de 5 bilhões de humanos do planeta.

A inegável e inignorável lição que eles nos deixaram: boas histórias nos cercam por todos os lados. Para honrar as nossas vidas, basta que agarremos as que preferirmos, nos catapultarmos para dentro delas e escrevê-las com as nossas próprias canetas.

Escrevamos.

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