Anos de fertilidade criativa

Estamos, agora oficialmente, no final do ano.

Não tivemos um 2017 exatamente fácil: a política brasileira parece perseguir a mesma estabilidade que o Zimbabwe, a sociedade seguiu se dividindo mais ainda, não temos sequer ideia de quem conseguirá disputar as eleições no ano que vem.

Mas há dois lados bons nisso tudo.

O primeiro é que, a julgar pelos últimos dados econômicos e pelo mercado como um todo, estamos milagrosamente nos recuperando da recessão em que estávamos. Empregos parecem voltar, ainda que aos poucos, PIB deve crescer mais que o previsto e humores gerais estão mais… digamos… sorridentes. Só mesmo aqui em nosso país é que a vida real consegue se descolar tanto do cataclísmico clima político.

O outro lado bom? Acredito que nossas vidas são feitas das histórias que vivemos. Quanto mais experiências tivermos, quanto mais testemunharmos e protagonizarmos no mundo à nossa volta, mais vida teremos acumulado. Consequentemente, mais histórias teremos para escrever, para contar, para compartilhar.

Sob esse aspecto, intensidades como as que vivemos esse ano, tão cheio de altos e baixos e tão pouco tedioso, só servem para celebrarmos o fato de estarmos vivos.

E para registrarmos isso – preferencialmente em livros.

Talvez não tenhamos essa noção tão exata ainda, mas esse período entre 2014 e 2017 talvez tenha sido o mais fértil para toda a criatividade brasileira.

Saberemos mais nos próximos anos, quando começarmos a colher os frutos das tantas histórias que somente agora estamos conseguindo acabar.

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