Mercado de ebooks mostra sinais de estagnação no mundo

Antes de sequer começar o post: desde que começamos as nossas operações, lá nos distantes idos de 2009, sempre afirmei aqui pelo blog que está para surgir algum formato de leitura que aniquile os demais. À época, era grande o temor de que ebooks simplesmente assassinassem o livro impresso.

Não foi o que aconteceu. Já faz mais de um ano, aliás, que a indústria mundial vem relatando queda nas taxas de crescimento de livros eletrônicos enquanto os impressos permanecem ganhando território.

Recentemente, novos dados e estudos reforçam que o ebook está perigosamente próximo da estagnação. Apenas para citar um trecho de matéria publicada na Folha (íntegra aqui) em 2015:

A venda do Kindle, o leitor de e-book da Amazon, que domina o mercado, vem caindo tanto que a rede britânica de livrarias Waterstones abandonou em outubro as vendas do aparelho. E a consultoria Gartner projetou para 2017 uma redução para a metade das unidades vendidas em 2014.

Uma análise mais recente foi feita pelo blog Inteligência Competitiva, com mais números e dados pra lá de interessantes. Vale conferir a matéria na íntegra clicando aqui ou na imagem abaixo – mesmo porque nós, autores, temos a obrigação de nos mantermos informados com relação a qualquer coisa que envolva o hábito de leitura do mundo… certo?

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4 comentários em “Mercado de ebooks mostra sinais de estagnação no mundo

  1. Não acredito em estagnação, mas em um equilíbrio entre as duas formas de se apresentar um trabalho. Eu sou apaixonada pelos livros físicos, mas não deixo de ler os livros digitais, o que me deixa triste é perceber que a competição dentro do mercado literário continue a devorar os pequenos, essa é a única coisa que me deixa apreensiva. No mais,que bom que os livros físicos estão novamente em evidência. Os livros físicos tem uma magia toda peculiar, que só um bom leitor sabe o que é.

    1. Oi Cacilda! Veja o post que estamos preparando para esta próxima quarta. Não acho que o mercado literário esteja devorando os pequenos – ao contrário, os pequenos nunca tiveram tanta oportunidade quanto agora. O problema é que, em nossa opinião, se está brigando com as armas erradas. Falaremos emmaior profundidade sobre isso na quarta.

      Concordo contigo quanto aos formatos: o importante não é se lemos em formato impresso ou digital. O importante é lermos.

    1. Realidades, Aline, nunca deveriam servir para desestimular ninguém. Ao contrário: sabê-las é a única maneira de conseguir lidar com um mundo em constante movimento. No caso da literatura, aliás, não vejo como uma estagnação do mercado de ebooks possa desestimular um escritor – mesmo porque o mesmo post deixa claro que o mercado de livros impressos continua crescendo em ritmo firme.

      Para nós, o importante é que as pessoas leiam. E, se elas estiverem lendo mais, o que importa em qual meio? Um maior hábito de leitura para a população não é o que todos os escritores mais querem?

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