As noites revolucionárias

Na quarta passada escrevi aqui um post sobre os tempos que estamos vivendo e a possibilidade única dada a nós, escritores, sobre registrar a vida enquanto um país está em franca mudança. 

Sempre que penso no que está acontecendo no Brasil, busco comparações com outras revoluções. Já escrevi isso antes e repito: revoluções em nosso naco do planeta costumam ocorrer a fogo brando, com muito menos sangue e intensidade do que em qualquer outro local e tempo da história da humanidade. 

Ainda assim, essa característica talvez excessivamente cordial do brasileiro não desmerece as nossas revoluções ou enfraquece as nossas bandeiras. Ao contrário: ela apenas torna ainda mais curiosa a nossa história, principalmente perante os olhares estrangeiros. 

Fui em busca de alguma referência, de algum outro relato escrito por alguém que testemunhou alguma mudança brusca na condução de uma política. 

Encontrei lá na mãe das revoluções modernas, talvez a mais sangrenta e aguda de todas: a francesa. O livro: As Noites Revolucionárias, escrito por Rétif de la Bretonne. 

Fica sendo esta a minha recomendação. Quer entender o que se passou na Paris do final do século XVIII enquanto Danton e Robespierre se engalfinhavam pelo poder, enquanto Louis XVI e Maria Antonieta perderam as suas cabeças, enquanto a briga pelo poder fez a humanidade mais parecer com uma rinha de galos? 

Leia o livro. Um relato absolutamente impressionante sobre o que acontece nos bastidores das mudanças sociais mais radicais. 

Inspire-se. 

E escreva a sua história também. 

Para facilitar, deixo aqui o link: http://livraria.folha.com.br/livros/literatura-estrangeira/noites-revolucion-rias-restif-la-bretonne-1311258.html

  

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