Você escolhe um livro pela capa?

Antes de responder à pergunta no título desse post, pense nas seguintes situações:

1) Você está no deserto, morrendo de sede, e de repente se depara com dois copos: um, meio manchado e de madeira gasta, com aspecto pouco convidativo; e outro limpo, reluzente e com um design que o “pinta” com cubos de gelo refrescantes.

2) Você está com fome e precisa se decidir entre dois restaurantes: um escuro, com garçons de aspecto mal humorado na porta e com cadeiras vazias encostadas em mesas já gastas pelo tempo; e outro novinho, com pessoas sorrindo nas mesas cuidadosamente arranjadas em um interior iluminado e bem decorado.

A não ser que você cultive a imagem de “ser do contra” por puro prazer, é altamente provável que escolha o copo com layout de gelo e o restaurante novo, lindo e limpo. E o motivo é simples: nós todos começamos a “interpretar” uma mensagem a partir do momento em que nos deparamos com ela pela primeira vez. E a capa, em geral, é o primeiro contato que um leitor tem com um livro.

Ela pode não ter tanta importância quanto o interior da obra – mas tem o fundamental papel de aguçar a criatividade do leitor e puxá-lo, quase que como um ímã, para um mergulho em suas páginas.

E isso sempre foi assim: Hemingway, por exemplo, observou que, nos sebos parisienses da década de 20, livros confeccionados nos Estados Unidos vendiam menos do que livros confeccionados na França por uma pura questão de acabamento estético.

Da França de 1920 até o Brasil de 2011, o mesmo se observa aqui, nas prateleiras virtuais do Clube. Ao se ordenar os resultados da livraria pelos mais vendidos – ou ao se observar a lista dos 10 mais da semana que publicamos em nossa newsletter – sempre se constatará uma predominância de capas bem trabalhadas, desenhadas, com um apelo mais forte ao leitor.

O mesmo acontece por todo o mundo, em editoras dos quatro cantos e com as mais diversas especializações. Não fosse assim, aliás, certamente já não haveria capistas empregados!

Dizem alguns que uma imagem vale mais do que mil palavras. Não estamos tão de acordo com isso aqui no Clube – mas não há como negar que, no mínimo, uma boa imagem ajuda a vender melhor milhões de palavras.

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O que fazer para aproveitar esse final de ano?

Sim, sei que muitos ainda estão trabalhando – afinal, Natal e Reveillon estão a alguns dias de distância. Mas também é inegável que, aos poucos, o país vai entrando naquela marcha lenta que caracteriza o final de dezembro.

E o que fazer para aproveitar melhor?

Pensar.

Sim: pensar nesse ano tão tumultuado que foi 2015, nos planos feitos e feitos realizados, nos sonhos para 2016. E, claro, fazer o que mais costuma surtir efeito para “ligar” a mente: escrever. Se, por algum acaso, você estiver com algum tempo livre, vá a algum canto isolado – como a Biblioteca Mário de Andrade em SP, o Instituto Moreira Salles no Rio ou a Ponta de Humaitá lá em Salvador – e deixe o ano sair pelas palavras.

Em minha modestíssima opinião, o melhor presente que um fim de ano dá é tempo inspirado para escrevermos.

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Promoção relâmpago no ar!

Nada como uma promoção relâmpago para encerrar o ano :-)

Nesse caso, literalmente: a promo vai de hoje (26) até o apagar das luzes de 2015, em 31/12, tendo todos os impressos com até 20% de desconto!

Vamos às regras:

1) Todas as obras impressas publicadas no Clube já estão incluídas na promoção;

2) Os descontos variam de acordo com a paginação de cada obra (sendo, portanto, diferente para cada uma);

3) Os descontos não abrangem os direitos autorais. Ou seja: independentemente do montante cortado no preço, os direitos autorais permanecem rigorosamente os mesmos e os autores não serão prejudicados em nenhum aspecto. Caso queiram ampliar as quedas de preço no período mexendo nos direitos autorais, os próprios autores deverão fazê-lo indo a Sua Conta > Livros Publicados, clicando em “gerenciar” e em “editar direito autoral”.

4) O desconto durará até o final do dia 31.

Boas vendas!

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Em tempos de crescimento baixo, Clube de Autores vê aumento de 10% nas vendas de e-books em 2015

Ante-ontem, uma matéria sobre o Clube foi publicada no PublishNews – principal site voltado ao mercado editorial brasileiro. Não vou copiar a matéria inteira aqui, obviamente – mas ela serve como contraponto para um post que fiz na mesma segunda em que ela saiu (veja aqui).

Em resumo: no mundo, aparentemente os ebooks estão mesmo em uma queda que deve gerar a estabilidade desse mercado, já devidamente dividido entre formatos distintos. Aqui no Clube, no entanto, o próprio fato de distribuirmos ebooks em tantas lojas tem feito com que esse formato ganhe cada vez mais espaço.

Veja matéria abaixo (e clique aqui para mais detalhes):

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A queda dos ebooks

Há alguns anos, o futuro do livro era claramente digital. Em pouco tempo, ebooks dominariam os mercados, todos teriam um eReader nas mãos e o impresso passaria a ser artigo de museu. 

Eu mesmo tinha isso como uma certeza, embora sempre achasse que o futuro levaria mais tempo para chegar – quase 20 anos trabalhando com Internet, afinal, me ensinaram que fatalismos raramente viram verdades no curto prazo. Comecei a mudar de opinião há 2 anos quando, de férias em um país coalhado de americanos, passei a observar os hábitos de leitura do povo tido como mais tecnologicamente avançado do planeta.  

O que vi? Jovens de 20 a 40 anos grudados em seus Kindles e tablets lendo de tudo enquanto os mais velhos e crianças – sim, crianças – liam impressos. Antes que me corrijam: sim, é óbvio que crianças mergulhavam nos tablets quando queriam jogar alguma coisa qualquer – mas a leitura delas era praticamente toda feita em impressos. 

E por que isso importa? Porque há algum tipo de espaço entre a adoção ansiosa e empolgada de uma tecnologia e a consolidação dessa adoção nas gerações futuras. Se as previsões mais fatalistas fossem concretas, então se deveria observar uma curva inegavelmente crescente de adoção de ebooks na medida em que as faixas etárias fossem ficando mais novas. Ou seja: se 20% dos jovens liam livros digitais, então 50%, 80% das crianças deveriam fazê-lo. Certo? 

Teorias nem sempre condizem com a prática. 

O que aquela viagem me ensinou foi que há espaço para tudo, diferente do que o sempre ansioso mercado pregava. 

Tive a confirmação desta minha (solitária) tese este ano. 

De acordo com o New York Times, as vendas de ebooks cresceram cerca de mil porcento entre 2008 e 2010, em grande parte impulsionadas pela chuva de leitores digitais no mercado. Não se deve negar os benefícios: carregar ebooks é fácil, os devices comportam milhões de títulos e, desconsiderando o custo dos leitores em si, as histórias são mais baratas. 

Só que o ritmo de crescimento foi diminuindo nos anos seguintes com a mesma intensidade. Sabe o que aconteceu em 2015? As venda de ebooks caíram 10%. E não, isso não se deve a um abandono de hábito de leitura: os impressos cresceram cerca de 8,4% durante o primeiro semestre do ano só na Amazon, a Mecca dos livros digitais.

E por que alguém compraria um impresso se ele é mais caro e tão mais limitado? 

Bom… Primeiro, porque é difícil passar em uma livraria e folhear um livro digital até comprar o que mais apetecer. Há situações em que o mundo físico dificilmente encontra substituto no virtual. 

Mas há outros pontos. Qual a grande vantagem, por exemplo, de carregar um aparelho que armazena milhões de exemplares se só se lê um por vez? E como considerar uma equação que desconsidera o preço de eReaders como Kindles – algo realmente custoso principalmente em um país com tão pouco hábito de leitura como o Brasil? 

Além disso, será que apenas os mais velhos apreciam histórias contadas em páginas ao invés de bits? Aparentemente não. Talvez – apenas talvez – o papel ajude a dar um clima importante para as histórias.

Seja como for, o fato é que os diferentes formatos devem conviver ainda por muito, muito tempo. 

Que bom: quanto mais formas de se ler, afinal, melhor para todos nós que ganhamos opções. 

  

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