Três dicas valiosas de um autor de sucesso sobre autopublicação

Há 10 anos, Bill Gourgey decidiu desistir da busca por editoras e se autopublicar.

10 anos.

Lá atrás, redes sociais eram uma realidade totalmente diferente, praticamente não havia ereaders e se autopublicar era, para dizer o mínimo, um tabu.

Ainda assim – até por não ter tanta alternativa – ele seguiu adiante. E conseguiu o que queria.

Hoje, Gourgey é reconhecido pela trilogia best-seller de ficção científica Glide – inclusive estando prestes a assinar um contrato para cessão de direitos para um filme. E sabe quais as três dicas simples, mas valiosas, que ele dá a outros autores independentes trilhando o mesmo caminho?

1) Saiba onde está a sua audiência. Não adianta apenas montar um site ou uma página no Facebook: é fundamental entender como a sua audiência funciona, em que redes ela costuma rondar e como prefere interagir. A partir daí, é uma questão de se fazer presente.

2) Saiba a sua verba. Dizer que pretende gastar o mínimo possível dificilmente ajudará em alguma coisa. Por mais que o ato de se autopublicar em si seja gratuito, há mais envolvido – desde um trabalho mais profissional de capa e revisão até o marketing. Sim, isso custa. E é altamente recomendável que você monte um plano financeiro, por menor que seja, e o siga.

3) Se conheça. Pessoas se relacionam com pessoas, não com livros – o que significa que você deve saber exatamente quem você é, como reagirá às interações dos públicos e quais os tipos de experiências que gostaria de compartilhar.

São dicas simples? Certamente. E até por isso mesmo são tão preciosas – até porque elas vem de alguém que já trilhou esse caminho.

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A Menina e o Golfinho entre os finalistas do Jabuti!!!

Após um tremendo susto com um tubarão, Nuno, sua família e os outros golfinhos nadam para muito perto da beira da praia e, despreocupados, são pegos de surpresa pela maré baixa, encalhando na areia. Jade e seu pai têm uma emocionante e importante tarefa: desencalhar todos os golfinhos da praia.

Esta é muito mais do que uma história de amor e aventura entre uma menina e um golfinho. É uma história que fala de sonhos e convida as crianças a pensar suas relações com os animais e com a família.

Gostou da sinopse? Você não está sozinho.

A Menina e o Golfinho‘, publicado em formato ebook aqui no Clube, está entre os 10 finalistas do Prêmio Jabuti na categoria de livro digital! E, claro, cabe a nós aqui dar os mais intensos parabéns à autora Anna Claudia Ramos pelo SUPER mérito! Com um bônus que, certamente, foi determinante para a indicação: a app incrível disponibilizada tanto para Apple quanto para Android.

Se me permitem uma recomendação: vejam tanto o livro quanto a app. Vale muito a pena – tanto pela nossa opinião quanto ppor um dos juris mais reconhecidos do nosso país.

Link: https://www.clubedeautores.com.br/book/195411–A_MENINA_E_O_GOLFINHO#.Vi9gqK6rTGI

App: https://itunes.apple.com/br/app/a-menina-e-o-golfinho-tablet/id718425004?mt=8

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Até que enfim: promoção relâmpago no ar!

Faz mais de dois meses que não fazemos uma promoção relâmpago aqui no Clube – o que significa que já estava na hora :-) 

De hoje, segunda, até o dia 31, sábado, todos os impressos estarão com até 20% de desconto!

Vamos às regras:

1) Todas as obras impressas publicadas no Clube já estão incluídas na promoção;

2) Os descontos variam de acordo com a paginação de cada obra (sendo, portanto, diferente para cada uma);

3) Os descontos não abrangem os direitos autorais. Ou seja: independentemente do montante cortado no preço, os direitos autorais permanecem rigorosamente os mesmos e os autores não serão prejudicados em nenhum aspecto. Caso queiram ampliar as quedas de preço no período mexendo nos direitos autorais, os próprios autores deverão fazê-lo indo a Sua Conta > Livros Publicados, clicando em “gerenciar” e em “editar direito autoral”.

4) O desconto durará até o final do dia 31.

Boas vendas!

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O livro é caro? É por isso que o brasileiro lê pouco?

Desde crianças nos habituamos a ouvir de todos – pais, professores e amigos – que o principal problema do livro é seu preço. “Livro é caro”, repetimos incessantemente por gerações. 

Mas ele é mesmo? 

Não se vai ao cinema hoje por menos de R$ 40 (se somarmos ingresso à sempre presente pipoca). Ainda assim, o brasileiro vai, em média, quase 8 vezes por ano ao cinema. 

O preço médio de um livro é menor que R$ 35 – mas, em média o brasileiro tenta lê 4 livros e consegue chegar ao fim de 2,1 deles em um ano inteiro. Assutador. 

E porque comparar livro com filme? Porque ambos são modelos de se contar histórias, sendo que o livro é um tipo de meio que pode ser “aproveitado” por mais tempo, costuma trazer conhecimento de maneira bem mais densa e trabalhar a imaginação de qualquer pessoa como nenhuma outra narrativa. 

O problema, então, é o preço? Se isso fosse verdade, iríamos ao cinema uma vez na vida e outra na morte. Não é o caso. 

Dizem que quando se repete uma frase o suficiente ela vira uma verdade quase incontestável. Dizer que o brasileiro lê pouco porque o livro é caro é um caso típico disso: estamos tão habituados a considerar esse fator como absolutamente preponderante que sequer nos damos ao luxo de questioná-lo. 

O livro poderia custar menos? Sim, sem dúvidas – da mesma forma que o ingresso do teatro, o preço de um jantar ou um celular novo. Tudo poderia custar menos pelo simples fato de que ninguém gosta de pagar muito por nada. 

Mas daí a acreditar que o brasileiro lê pouco porque o livro é caro é um tipo de conclusão não apenas precipitada, mas totalmente sem base em parâmetros empíricos e capaz de afundar toda uma indústria criativa que, como qualquer outra, precisa de investimentos para poder crescer com qualidade.

  

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Há espaço para grandes feiras no futuro do livro?

Na era pre-Internet, as grandes bienais (principalmente São Paulo e Rio), além de feiras internacionais de grande porte, eram tidas como fundamentais para o segmento editorial como um todo. Nelas, novidades do mercado eram anunciadas, profissionais do livro se reuniam e consumidores conseguiam se aproximar de seus ídolos e se sentirem mais próximos das histórias que consumiam. 

Isso mudou. 

Hoje, as grandes novidades do mercado aparecem antes pela Internet: a era da comunicação transformou encontros físicos em coisa quase desnecessária para este propósito. Isso é especialmente verdadeiro no Brasil: enquanto feiras internacionais são também usadas para lançamentos de títulos poderosos, nosso cenário é outro. Aqui, o investimento em autores brasileiros é tão mínimo – e tem caído tão bruscamente nos últimos anos – que há poucas novidades. Pouquíssimas. 

As grandes feiras se transformaram em feirões de desconto de livros – um péssimo negócio para todos os envolvidos. O motivo? Simples: na era da Internet, com o ecommerce que segue crescendo mesmo a despeito de crise, enfrentar filas e multidões, pagar ingresso, andar quilômetros em ambientes abafados e se estapear para ser atendido para comprar um livro com desconto é desnecessário. E o que tende a acontecer com eventos que solucionam problemas desnecessários? Eles desaparecem. 

Isso não significa que não haja espaço para feiras de livro: há, e muito. Em primeiro lugar, porque é um momento onde se pode reunir, sob o manto da literatura, os amantes das letras; e, em segundo, porque sempre há o que se falar sobre livros. Só há que se mudar o modelo. 

Talvez não haja espaço para feirões gigantescos e tumultuados: da mesma forma que as livrarias modernas, há que se transformar esses eventos, que mudá-los em forma e conteúdo. Talvez o ideal seja mudar o modelo para algo mais intimista e aprofundado – algo como Flips e afins, sempre repletas de palestras e bate-papos relevantes. 

Eventos mais intimistas quebram a barreira entre autor e leitor: todos viram participantes ativos de um processo de narrativa, interagindo, se conhecendo, trocando experiências e expectativas. 

O Clube de Autores nunca participou de grandes bienais justamente por isso: nosso papel em eventos é, antes de mais nada, o de trocar histórias: contar a nossa, ouvir as dos nossos autores e buscar sinergias para que construamos novas histórias juntos. Temos dificuldade em sequer entender eventos literários que buscam algo diferente disso. 

Aparentemente, estamos deixando de ser os únicos pensando assim. Na medida em que o mercado editorial brasileiro entra em uma crise sem precedentes, muitos de seus principais expoentes começam a repensar tudo: modelo de negócios, de comunicação, de interação.

Que bom: nenhuma hora é melhor para mudar o que não está funcionando do que o agora. E sabe o que é perfeito? No mundo todo, quem mais está ganhando espaço e oportunidade com essas mudanças é o setor de autopublicação e, claro, os autores independentes que estão desbravando os novos territórios literários. 

Eventualmente, não se discutirá mais como autores independentes podem participar de eventos, mas sim como os eventos podem ser construídos de maneira a destacar e fortalecer a autopublicação, principal berço dos novos talentos em todo o mundo.

  

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