Como (e para que) você usa as redes sociais?

Não se discute mais a força das redes sociais na comunicação. Por meio de ambientes como Twitter e Facebook, ideias se disseminam, conceitos são discutidos e experiências são trocadas, sempre gerando como resultado um enriquecimento pessoal altíssimo.

Conhecimento, afinal, é fruto de um acúmulo de experiências e observações potencializadas por essa incessante troca de informação social. E conhecimento é também a base primária para que autores consigam concatenar as suas ideias e criar cenários, mundos, histórias.

Hoje, apenas o nosso Facebook conta já com quase 12 mil membros, todos ativamente participando e enviando sugestões não apenas para o Clube, mas também para outros autores que usam a rede para postar dúvidas e pedir sugestões de forma geral.

Mas e você? Como, exatamente, busca participar das redes sociais? Seu foco é divulgar seus livros? Caso positivo, que estratégia utiliza? Busca arrumar críticos literários que podem contribuir mais com os seus textos? Como chegou até eles?

Navegando na rede, encontramos um post feito no blog República dos Escritores que inclui justamente dicas preciosas para que escritores aproveitem melhor as redes a favor de suas carreiras – e fica sendo essa a nossa dica para esta quarta feira. Para acessar o post, basta clicar aqui, na imagem abaixo ou diretamente no link http://www.storytellingbrasil.com.br/republicando/2012/09/dez-dicas-para-domar-as-midias-sociais-como-escritor/

Boa leitura!

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Conheça as melhores capas de livros de 2012

Nós sempre falamos por aqui que capa é um elemento fundamental na confecção de um livro – afinal, é por ela que o leitor terá o primeiro contato com a obra, interessando-se por ler a sinopse e, ato contínuo, comprar.

Naturalmente, referências são sempre bem vindas não apenas para capistas, mas também para os autores que desejam se inspirar para trabalhar melhor as suas obras.

Recentemente, o site americano Flavorwire fez uma lista com as melhores capas de 2012, selecionadas por um conjunto de designers gráficos. Seis delas estão na imagem abaixo – mas vale a pena conferir todas. Na página (que, infelizmente, está apenas em inglês), eles chegam a explicar os motivos que levaram as capas a serem selecionadas – o que é certamente útil para todos nós.

enfim: para acessar, basta clicar na imagem abaixo ou aqui. E boa inspiração!

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Sabe quantos ebooks foram vendidos no Brasil?

1,4 milhão – apenas nos últimos 6 meses, diga-se de passagem, de acordo com matéria publicada no Olhar Digital, do UOL. Os dados referem-se ao período de junho a novembro de 2012 e traçam um gráfico mês a mês.

O curioso é que o crescimento não é exatamente linear, mas sim feito por picos e vales em um cenário que se desenha, tipicamente, quando há embates quase que ideológicos entre tecnologias e curvas de adoção. Veja abaixo:

Aqui, no Clube, estamos notando um avanço nítido de ebooks – o que não significa, necessariamente, um declínio do livro impresso. Na prática, há um inquestionável aumento de vendas de livros eletrônicos, mas, desde que o Clube começou, as vendas de impressos nunca pararam de crescer.

A conclusão que se pode tirar com isso chega a ser óbvia: o gosto por livros é que tem crescido no país como um todo, sendo que a diversificação em formatos só tem ajudado a contribuir. Para autores, fica o conselho que sempre demos, em todos os momentos: publique o seu livro em todos os formatos possíveis. Afinal, o que interessa é que você seja lido – e não que seja lido apenas em formato físico ou eletrônico… certo?

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Ponto de Vista

Logo que o ano novo chegou, recebemos de um dos nossos autores um texto sobre o tema que mais nos “move” aqui no Clube: o ato de escrever em si. Por ser um tema tão específico quanto abrangente, no sentido de ter a ver com absolutamente todos os que fazem do Clube uma extensão de suas próprias “casas literárias”, decidimos por postar aqui no blog, na torcida para que ajude a inspirar essa segunda-feira de janeiro. Esperamos que gostem!

Ponto de Vista

Conduzo-me a escrever sem exatamente saber sobre o quê.

As ideias fluem assim como as palavras ainda soltas, as quais formarão sentenças e parágrafos, e que, breve, iniciarão seu ritual a fim de preencher o vazio da folha ilusória impressa na tela do computador.

Não sei no que se transformará… tudo ainda é conturbado.

A única certeza que tenho é que elas comporão um algo que se expressará revelando seu íntimo… incrustado nas entrelinhas.

Eu, o teclado e a tela…

Olho para o lado a fim de respirar um pouco de imaginação.

Torno para a tela e fico a mirar sua luz que me envolve e me incentiva a tocar as teclas até que surjam as primeiras composições.

Volto a respirar o vento que refrescante invade o que antes era um quarto e agora um canto de expressão.

Um pássaro canta… um Sabiá… em seguida revoam os canários e quando me deparo, minutos já se foram sem que, de mim, nada tenha sido gerado.

Consulto meu coração e ele me responde que mais do que palavras, o que escreverei tem de estar inundado de sentimento.

E elas, as palavras, se remoem e se misturam em minha mente até que a primeira letra seja grafada no virtualismo do texto que ainda não brotou.
Interrompo a tergiversação e me volto uma vez mais para o trabalho que já me convoca à ação.

Um arrepio percorre meu corpo finito e me provoca lágrimas, toques de emoção ao perceber que saem as primeiras frases que ainda não formam nem são uma visão.

– O que sentem os grandes escritores ao traduzir irrealidades para uma linguagem palpável e acessível ao mortal, que ébrio, teima em beber da taça do conhecimento?

Ponho a mão no queixo a fim de quem sabe meditar sobre a sequência de letras que constituirá a primeira sentença.
Respiro profundamente e o cheiro de café invade minhas narinas me convidando a um intervalo. Vou à cozinha e me dirijo ao banco de minha varanda que clama por atenção.

O vapor perfumado me acena a um gole.

Um colibri bailarino desafia a gravidade e paira a minha frente… provocando-me.

A brisa balança as folhas e produz contornos de uma simetria inumana.

No alto do coqueiro e acima dele, nuvens formam figuras que não sei identificar a não ser com os olhos do devaneio.

Um vento mais forte me arrasta de retorno ao lavor… as figuras literárias me esperam… e a criação também…

De minha parte nada obtenho, a não ser… interrogações.

Entretanto meu interior grita… produção!

Arrisco-me a registrar qualquer coisa que me dê um sentido. Mas o desconexo é mais presente e não me leva a lugar algum.

– Como será essa tal de inspiração que move os iluminados a permitir que nasçam obras primas?

Olho o relógio e meu espanto é ainda maior ao deparar-me que ele fixou os ponteiros no momento anterior.

O tempo imprime força anormal, mas percebo que ele só pretende seguir adiante quando eu, finalmente, encontrar o fio da meada que se demudará em folhas cheias das visões ainda porvir.

– Mas que visões serão essas?

– As minhas ou as reais?

De novo a evasão…

Busco outra vez a concentração, porém constato… não saio do chão.

Intento parar, contudo, mais uma vez minhas mãos inquietas querem se pronunciar.

Os dedos d’antes imóveis agora se apertam num desejo incontrolável de escrever e de novo aquele arrepio… movem-se em direção ao alfabeto disperso e tentam organizá-lo.

Enfim, desponta o que nasceu de mim!

E o que se lê, se estampa numa única pergunta:

– A seu modo de ver, ler a obra pronta ou ajudar a escrever, o que lhe traz mais prazer?

E a resposta vem na afirmativa que não dá margem a nenhuma falsa interpretativa:

– Depende… do ponto de vista.

João Alberto de Faria e Araujo, autor do blog http://entreletraselivros.spaceblog.com.br

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