O que você acha de propaganda dentro do livro?

No mês passado, o site Livros e Pessoas fez uma matéria sobre a ação de uma editora inglesa inserindo um anúncio publicitário no meio de um livro (clique aqui para ver).

O resumo é o seguinte: imagine que você esteja entretido com um romance daqueles incríveis, em que se devora letra a letra. De repente, a 10 páginas do final, você vê uma página com uma campanha feita para que pare de fumar.

Em teoria, basta virar a página para continuar lendo. Mas o quão positivo isso é?

Ou seja: inserir um anúncio, seja do que for, nas sagradas páginas de um livro, não pode acabar tirando a ansiosa atenção do leitor? No final das contas, não seria algo que acabaria prejudicando a experiência de se ler?

E se a propaganda fizesse com que o preço caísse, mesmo que alguns reais (ou, no caso do exemplo, libras)? Valeria a pena?

Agências de publicidade, autores e editoras já começam a debater o livro como mídia por todo o mundo – algo que pode ganhar mais força com a vinda dos ebooks, que permitem anúncios mais interativos.

Mas há uma questão importante para se levar em conta: um bom anúncio publicitário é, por definição, aquele que prende o interesse do seu espectador e faz com que ele pense sobre a mensagem. Se esse espectador é um leitor, isso também significa que, mesmo que por alguns instantes, um bom anúncio fará com que ele desvie seu foco da obra literária. Isso vale a pena?

O que você acha?

22 comentários em “O que você acha de propaganda dentro do livro?

  1. Depende… se for no inicio ou no final, nada contra. E seria perfeito se isso ajudasse o autor também de alguma forma. o anuncio perfeito seria sobre pessoas desaparecidas, esse eu permitiria sem pensar duas vezes.

  2. Ao meu ver, a propaganda não deveria ficar no meio. Nas primeiras páginas ou nas últimas até seria aceitável sendo que estou levando em consideração que é para uma questão de saúde.

    É como um filme… você não para o filme no meio para colocar uma propaganta anti-fumo e sim ou no início ou no fim ;)

  3. Acho um absurdo por anuncios em meio a uma leitura, sou a favor sim da publicidade, caso isso venha facilitar ao autor a publicação de sua obra, nas paginas finais , após o desfecho do livro ou até mesmo na parte interna e externa da contra-capa.
    Acho também que deve ser uma decisão do autor, mas eu pessoalmento considero uma ofensa ao leitor, que empolgado com o conteúdo do livro se depara com uma ou duas paginas comerciais. Um livro é pra mim como um professor, imagine se você vai à faculdade e seu mestre veste uma camisa da COCA-COLA ou do McDONALDS???
    Espero poder ter ajudado em algo.

  4. Acho que propagandas dentro do livro são válidas, seja nas capas (com exceção da 1ª, pois acho que poluiria) ou no meio do texto.

    E talvez seja esse impulso capitalista que o mercado precisa para diminuir o preço das obras e aumentar as vendas.

    Já lemos revistas com propagandas. Viramos a página e continuamos na boa.

    O único limite que imagino para a propaganda interna é que ela se limite à uma folha central, com propaganda em ambos os lados, provavelmente na passagem de um capítulo para o outro. Isso evitaria a “quebra” brusca da leitura.

    Abraços.

  5. Jamais eu aceitaria propagandas no meio da minha obra. Acredito que a obra é o sonho do autor, o seu projeto, e publicar propaganda no meio da obra, destruiria o que o autor projetou para sua obra. NÃAO!

  6. Propaganda no início ou no fim do livro vai bem. No meio é intrusivo e inoportuno.

    Seria menos invasivo se a propaganda fosse incluída na estória, mediante contrato com o autor (da mesma maneira que marcas aparecem em filmes sem que o espectador seja interrompido pela propaganda). P. ex, no livro Queda Fulminante, de Ridley Pearson: “… o seu cartão Cirrus lhe permitia levantar até mil dólares por dia nas caixas automáticas. O dinheiro era a menor das suas preocupações…”

    1. Que boa ideia! Isso acontece nas novelas também e acaba sendo inserido no enredo sem quebrar a trama. Mas a propaganda é subliminar. Legal! Se isso vier a tonar-se viável seria muito bom.

      Publicitários, fica a dica!

    1. Poderia matar, sim, mas isso dependeria do produto anunciado e de como a arte seria inserida no contexto da capa…

      Se você fosse o anunciante, iria querer um espaço onde? Atrás da segunda orelha não dá! rsrsrsrsrsr

      Belo tema! Dá pano pra manga!

      Abraços!

    2. E como dá! Estamos surpresos com a quantidade de comentários e emails que estamos recebendo sobre o assunto – isso sem contar com o quão radicais e opostas são as opiniões. Isso é muito saudável: significa que é um assunto que precisa ainda ser MUITO debatido entre todos os envolvidos na cadeia editorial.

  7. Eu achei uma das mais bem boladas propagandas contra o fumo. Mostra perfeitamente os males do fumo em apenas uma única palavra e mostra o que perdemos abreviando nossa vida. É uma campanha que poderia ser utilizada inclusive para outras formas de mortes abruptas (acidentes de transito, diabetes, coração etc.), que pudessem ser evitadas com alguns cuidados. Interromper a leitura na melhor parte do livro, com um “FIM” desnuda o véu que a maioria da população tem diante de seus olhos, quando faz algo que sabe que vai matá-lo um dia mas não sabe o que vai perder quando isso acontecer – e pode ser bem no meio de sua “leitura” (sua vida!). Perfeito!

    Agora, sobre propaganda em geral em livros, isso é coisa velha. A Editora Record de vez em quando faz parceria com empresas para imprimir na 4ª capa de uma nova tiregem de um livro, um anúncio do patrocinador (geralmente uma tiragem especial para ser dada a clientes de uma organização). tenho “O Perfume” nesse esquema. A única coisa que mudou foi a propaganda da empresa farmaceutica que patrocinou a nova edição, na capa de trás. Apesar de baratear o custo do livro (foi de graça, afinal), fica muito feio. Melhor seria se fosse nas páginas internas, para não poluir o exterior do livro.

  8. INACEITÁVEL!

    Acho uma atitude invasora dos publicitários, que não se cansam de nos encher com propagandas em momentos que não se é adequado. Inserir propaganda da forma como o artigo nos trouxe, ou seja, no meio da trama, no ápice, quando sua atenção está totalmente voltada àquilo que dentro de sua cabeça está se formando, faz com que se perca totalmente a satisfação que vinha construindo.

    É a mesma coisa que assitir filme na TV (aberta) que fica picando o filme para inserir propagandas, e assistir no cinema ou na TV paga, que você senta e tem a emoção do início ao fim.

    Imaginem se isso pega:

    -CINEMA: no meio do filme ou a dez minutos de acabar uma pausa para um anúncio publicitário;
    -PALESTRA: O palestrante para e cede um tempinho para anúncio;
    – Um Show: Antes das últimas músicas, um informe publicitário.
    – Um concerto: o maestro para a orquestra do nada e entra o anúncio.
    -Teatro, etc, etc. e etc…

    Na minha opinião é um desrespeito. Se for na contracapa do livro é válido, mas no meio da trama é INACEITÁVEL. Eu não compraria o produto responsável por isso.

    Atenciosamente,

    Fábio.

    1. Olá Miriam! Primeiramente, tenho todo respeito por sua opinião, entretanto é importante esclarecer que “esta moda” já pegou, e a muito tempo! Com isso me refiro a alguns veículos como TV, rádio, cinema, redes sociais, TEATRO, dentre outros mais comuns em nosso cotidiano. Acontece que, sim, os publicitário tem toda noção do quanto uma propaganda pode ser invasiva e mal vista pelo consumidor, portanto utilizam de artifícios mais elaborados para efetivar sua comunicação de forma sutil, seja em filmes, novelas ou cenas teatrais. Essa prática é conhecida como Product Placement, vulgo Merchandising editorial.
      “Quando falamos em merchandising editorial, cujo nome usado em outros países é Product Placement, falamos das aparições sutis de um refrigerante no bar da novela, da sandália no pé da mocinha da história, no caminhão da empresa que aparece no filme, na logomarca estampada virtualmente no meio da quadra de um evento esportivo, numa demonstração de produto dentro de um programa de auditório etc.”

  9. Acredito que valha, se não for no corpo da trama igual informa o artigo. Ora, inserir propaganda nas capas e contracapas, não seria exatamente um crime, afinal nós temos algo similar em revistas e jornais que circulam. E se de alguma forma, contribuir para tornar o livro algo mais acessível, não creio que faça mal. O que não se pode permitir, é tirar a atenção do leitor do texto do livro, para uma propaganda. Mas fazer com que seja atrativo é algo bom.

  10. Tendo como ponto de partida o comentário da Alexandrina, vejo outro lado da moeda: os preços dos livros!
    Nossa, num país onde o exercício da leitura cresce timidamente, os preços dos livros deveriam estar mais em conta. Desanima qualquer o leitor!
    Então, propagandas colaborariam para a diminuição dos preços! Ufa… quanta coisa para se debater, hein!?

  11. Inserir propagandas nas páginas de um livro, principalmente de anúncios que de nada tem a ver com a obra, com o autor ou com os personagens, deve ser algo doloroso de se ver. Acho que corrói o charme do livro! Às vezes até propaganda de outros livros da mesma editora daquele me irritam!

  12. bom é o seguinte sou a favor de tudo que possa fazer o preço dos livros serem mais acessíveis, não me importaria em ter uma pagina com propagandas no meio de um livro, nada que um virar de páginas não resolvesse, mas se bem que as vezes alguns autores são tão detalhistas em suas obras que descrevem até que tipo de sabonete o personagem usa, que tipo de vinho bebe, qual sua marca preferida de café, e creio que intencionalmente ou não intencionalmente, mas esse tipo de propaganda velada que vem inserida dentro da própria trama e enredo da estória é muito mais eficaz do que um encarte.

    Mas no caso dos ebook que permitem uma maior interatividade, é um campo muito amplo para a publicidade.

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