Você conhece o Projeto Brasilianas?

Até pouquíssimo tempo atrás, um dos maiores bibliófilos do mundo reunia, em sua casa, uma das mais importantes coleções de livros raros do Brasil. José Mindlin faleceu em 28 de fevereiro de 2010 – mas doou o seu acervo para a Universidade de São Paulo (USP).

Em um esforço louvável, a USP está digitalizando o conjunto de obras raras e disponibilizando-as para o público no projeto Brasilianas. Obras como, por exemplo, a coletânea de viagens de Francazano da Montalbodo,
de 1507, que noticiava a vinda de Cabral às nossas terras, podem passar a fazer parte do acervo de todos os interesados. Acesso geral e irrestrito a um repertório cultural sem paralelos, para dizer o mínimo.

Quer conhecer o projeto Brasilianas? Então clique aqui ou acesse diretamente o endereço http://www.brasiliana.usp.br/

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As 10 Bibliotecas mais incríveis do mundo

Já fizemos, aqui no blog, um posto sobre as melhores livrarias do planeta.

Apesar do crescimento da Internet e da previsão dos fatalistas quanto ao futuro da biblioteca – que sempre teve mais peso fora do Brasil do que aqui – há algumas instituições que são absolutamente incríveis e que pedem uma visita de todos os que puderem e estiverem nas proximidades.

Preparamos uma lista simples aqui com base em posts que encontramos por diversos blogs (como o Curious Expeditions, de onde saíram as fotos). Segue abaixo:

1) Strahov Monastery, em Praga (República Tcheca). A sala de Teologia reune 18 mil textos religiosos e a de filosofia, mais de 42 mil textos. Ambas são magníficas, com aquela pompa européia que faz dos ambientes obras de arte por si só.

Theological Hall - Original Baroque Cabinets

2) Biblioteca Abbey St. Gallen (Suiça)

3) Biblioteca Angélica de Roma (Itália)

http://lilwizz.files.wordpress.com/2010/03/libraries-2.png

4) Biblioteca August Herzog, em Wolfenbüttel (Alemanha)

5) Biblioteca di Bella Arti, Milão (Itália)

6) Biblioteca do Palácio e Convento de Mafra, em Mafra (Portugal)

7) Biblioteca do Palácio Nacional da Ajuda, em Lisboa (Portugal)

http://editoraversal.files.wordpress.com/2009/09/biblioteca-do-palacio-nacional-da-ajuda-lisboa-iii-2006.jpg?w=470

8) Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra, em Coimbra (Portugal)

9) Biblioteca Palafoxiana, na Cidade do México (México)

10) Biblioteca do Congresso Americano, em Washington DC (EUA)

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Entrevista com Rob Gordon, autor de Anônimos e Urbanos

Há pouco tempo, o Clube de Autores recebeu em suas páginas a publicação da obra “Anônimos e Urbanos“, de Rob Gordon. O título alvoroçou a rede a, em pouco tempo, já figura na lista dos 10 mais vendidos de outubro.

Curiosos, entramos em contato com o autor convidando-o para uma entrevista. Ele prontamente aceitou, como pode ser visto abaixo.

Antes de entrarmos nas perguntas, segue a sinopse da obra:

Nascido em 2007, o blog Championship Chronicles ganhou fama ao
apresentar crônicas e contos protagonizados por pessoas anônimas,
normalmente residentes em grandes cidades.

Assim, o blog tornou-se o lar dos solitários, dos anônimos, dos
desajustados emocionais. E também o lar dos sonhadores, das pessoas que
tiveram o coração partido, e daqueles que se apaixonam, sem nunca
desistir de procurar por algo, mesmo sem saber ao certo o que isso possa
ser. Pessoas que você encontra nas ruas, em bares, no ônibus, e, sem
saber o motivo disso, pergunta-se qual será a sua história.

Neste livro, nem tudo é verídico, mesmo tendo acontecido um dia.

Aqui, sente-se muito mais do que se pensa.

E não necessariamente se pensa sobre o que se sente.

Clube de Autores (CDA): Fale um pouco sobre “Anônimos e Urbanos“.
Rob Gordon (RG): Meu livro é uma seleção de crônicas ambientadas numa cidade grande. Os personagens principais são os habitantes deste lugar – que pode ser qualquer cidade do mundo. São os anônimos, as pessoas que moram no seu prédio, que cruzam com você na rua, no metrô. Então, eu conto um pouco a história deles – normalmente, abordando a solidão que eles sentem, algo bastante comum numa cidade grande, onde você pode estar rodeado de pessoas, mas, mesmo assim, se sentindo só. Meus personagens são pessoas que nas ruas, em restaurantes, em apartamentos, buscam algo que não necessariamente sabem o que é. Claro que algumas crônicas são mais leves, como Uma Segunda Chance, na qual um sujeito está no cartório tentando mudar a data de nascimento dele, porque ele quer voltar a ser adolescente. Mas, mesmo nessas, todos eles estão em busca de algo. Daí o nome do livro: Anônimos e Urbanos.

CDA: Anônimos e Urbanos tem um elo estreito com o seu blog. Como se dá a relação entre ambos?
RG: Na verdade, eu tenho dois blogs, e curiosamente o que virou livro foi o menos conhecido. Ele se chama Championship Chronicles (é um derivativo do primeiro blog, Championship Vinyl – uma homenagem, assim como meu pseudônimo, ao livro / filme Alta Fidelidade, do Nick Hornby). E, enquanto o primeiro (onde eu conto sobre meu cotidiano) é mais conhecido, o Chronicles, onde os textos tem formato de crônicas e contos, se encaixavam mais no formato do livro. Assim, até mesmo por ser o primeiro livro, quase um projeto-piloto, decidi que trabalharia com os textos dele.
 
CDA: Seria correto afirmar que o seu blog e as redes sociais como um todo servem de inspiração para você? De que maneira?
RG: Na verdade, o meu blog é mais que a inspiração, é a base do livro. A maioria dos textos do livro está no blog – apenas foram revisados, algumas mudanças foram feitas. A base é o blog – mas claro que existem textos inéditos, feitos exclusivamente para o o livro. Já as redes sociais também servem como inspiração: a internet, hoje, é um meio de comunicação e meus personagens estão, entre outras coisas, buscando modos de se comunicar com alguém. Mas a minha grande inspiração mesmo é a rua. Estou no metrô, olho uma pessoa sozinha, olho um casal, e tento imaginar a história por trás deles. Algumas outras histórias são situações, não literais, que eu vivi, ou amigos meus viveram, sempre com nomes fictícios, romanceadas. E, em alguns casos, como essa do homem que está no cartório, eu imagino a cena e penso: “o que será que aconteceria se alguém fizesse algo assim? Se alguém fosse ao cartório tentando virar jovem novamente?” Aí eu preciso escrever para saber como isso acaba. Descubro enquanto escrevo.

CDA: Como você tem divulgado a sua obra?
RG: Uma grande vantagem que tenho é possuir uma rede de leitores já formada. Então, minha maior divulgação, por enquanto, tem sido o blog e o boca-a-boca que eles fazem, que tem sido bastante positivo, sobretudo no Twitter. Fiz uma promoção no Twitter, com o sorteio de um livro autografado, e a resposta foi bastante positiva. Em breve vou fazer mais promoções no blog. E, além disso, estou pensando em ações “reais”, fora da internet.

CDA: Como os seus leitores tem respondido ao seu livro?
RG: Muito bem. O livro foi lançado há exatas três semanas e já está entre os 50 mais vendidos do CdA. E tenho recebido muitos elogios, mesmo de pessoas que já conheciam a maioria dos textos publicados. Adoraram o acabamento, a qualidade de impressão. E muitos deles ficaram felizes pois eu nunca escondi no blog que o meu sonho era ver os textos se tornando “papel”. A receptividade foi ótima.

CDA: Quais os seus planos para o futuro? Há algum outro livro em vista?
RG: Sem dúvida. Mas não tenho pressa, não quero colocar o carro na frente dos bois. Primeiro, quero trabalhar o Anônimos e Urbanos com calma, sem pressa. Ainda estou em lua de mel com o primeiro livro. Mas outros virão, com certeza. As idéias já estão aqui.

Para saber mais sobre Anônimos e Urbanos, clique aqui, no link http://clubedeautores.com.br/book/31586–Anonimos_e_Urbanos ou na imagem abaixo.

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Dica de Eduardo Esber para divulgar o seu livro

A divulgação de seus livros é um tema de crescente importância não apenas para autores independentes, mas para todo e qualquer escritor no mundo de hoje.

Sempre que possível, buscamos compartilhar aqui pelo blog ou em outras mídias sociais em que estams presentes práticas de sucesso encabeçadas por autores dos quatro cantos do país.

Essa semana, recebemos, pelo atendimento, um artigo do autor Eduardo Esber sobre o mesmo tema. Com a sua autorização, o publicamos, na íntegra, aqui no blog. Boa leitura!

Dicas para divulgar seu livro

Se apenas escrever um bom livro bastasse para que o livro vendesse bem e seu autor ficasse feliz, todos os autores desse mundo seriam as pessoas mais felizes que poderiam existir. O melhor livro do mundo não venderá nada se as pessoas não souberem que ele existe, e para isso é necessário um árduo trabalho de marketing. Por outro lado, livros nem tão bons vendem muito bem devido a um adequado trabalho de marketing, que faz as pessoas saberem que ele existe e comprarem-no.
 
Nesse aspecto, digo para os autores que conta tudo o que for válido para fazer com que o público saiba que o seu livro existe. Fundamentalmente, isso é o que importa! Mesmo que não o comprem de imediato, as pessoas precisam saber da existência do livro. Isso favorece uma compra futura e também favorece a divulgação do mesmo, informalmente, entre elas.

Quando você vai comprar um sapato ou uma roupa, você não experimenta? Quando vai numa livraria convencional comprar um livro, você não dá umas folheadas antes? Compraria um carro sem fazer um test drive? Nesse aspecto, é sempre de bom tom divulgar algumas partes de seu livro para que o leitor conheça o tipo e o estilo de seu trabalho e assim possa se interessar pela sua obra. Seria como uma degustação oferecida a eles. Você acha que essas empresas que investem em quiosques de degustação de café em supermercados não têm um bom retorno desse trabalho? Claro que sim! E com os livros, acredite, a coisa não é diferente. A não ser que seu livro não seja lá grande coisa, sempre é bom dar uma amostra de seu conteúdo para os leitores, principalmente em se tratando de livros vendidos pela internet, pois nesse caso, o leitor não pode folheá-los antes da compra.

Levando-se em conta tudo isso que foi dito, deixo uma dica que considero importante para os autores que desejam uma maior divulgação de seus livros:

_ Façam um blog específico para o livro, onde constará a capa do livro, sua história, uma amostra de seu conteúdo, uma breve biografia do autor, comentários da imprensa e de quem leu o livro e o principal, que é o link para que o leitor compre o livro.

Tudo isso é muito importante e conta muito. Nesse blog, você até pode abrir espaço para comentários dos leitores e responder a eles, aumentando a interatividade. Para divulgar seu livro, simplesmente divulgue o endereço de blog, que deve ser fácil de ser memorizado. Um detalhe importante: O nome do blog deve corresponder ao nome do livro. Você não pode escrever um livro sobre, por exemplo, culinária, e chamar o seu blog de “estrela cadente”. Tem que haver uma certa coerência. Se quiser algo bem profissional, registre um domínio “ponto com” ou “ponto net”. É fácil, custa em torno de vinte reais ao ano e você e sua obra ganham individualidade.
 
Para ilustrar tudo isso que foi exposto, aproveito para mostrar o trabalho que fiz com relação ao recente livro que publiquei. O livro se chama “80 piadas de dentistas (revisitadas e comentadas)”, aqui publicado. Coloquei no ar a página:
 
http://80piadasdedentistas.net

Nela consta tudo sobre o que conversamos, inclusive com link para uma outra página mais detalhada, que fala mais do livro, acessado quando se clica em sua capa. Existe um link para a compra do livro e inclusive, também, para a compra de uma versão reduzida do mesmo, em formato E-book, bem mais barata e que serve como divulgação do trabalho.

Resumindo, escrever um livro é relativamente fácil, perto do trabalho de divulgação que vem depois. Não basta apenas escrever o livro. Isso seria a mesma coisa que se acendêssemos uma lâmpada e a colocássemos dentro do armário. É necessário um trabalho de marketing, de divulgação, enfim, de fazer o maior número de pessoas possível saberem que o livro existe. Nós somos autores independentes, mas isso não basta. Devemos também nos tornar os melhores divulgadores independentes que pudermos e assim alcançaremos os bons resultados que almejamos.

Desejo aos autores muito sucesso e muita criatividade na divulgação de seus trabalhos.

Abraços a todos.

Eduardo Esber

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Ciber & Poemas leva a linguagem digital à poesia

A Web fez mais do que viabilizar uma forma a mais para autores divulgarem e venderem as suas obras. Na prática,ela abriu um campo infinito de expressão artística – unindo linguagens multimídia e gerando um idioma mais completo, novo, diferente e com um tipo de apelo intenso principalmente para os públicos mais jovens.

Foi por conta disso que os professores Sérgio Caparelli e Ana Cláudia Gruszynski lançaram o Ciber & Poesia – um site feito para unir a concepção à leitura de poesias pela rede afora.

Dentre outras coisas, o site permite que crianças possam interagir com elementos diversos na página para “montar” as suas obras literárias, desenvolvendo desde cedo a sede pela criação e inserindo-se no ciclo de produção cultural.

Quer ver como? Então clique aqui, no link http://www.ciberpoesia.com.br ou na imagem abaixo e boa diversão!

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